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sábado, 22 de agosto de 2026

Abraça o teu Dom



 

Abraça o teu Dom com alegria
E mantém a porta sempre aberta.
Deixa entrar quem chega e te desperta
Do sonho havido neste dia.

Alegra o sentido do viver 
E vive também o tal momento.
Dá á tua dor esquecimento
Onde as tuas mágoas vão morrer.

Busca o melhor que te há chegado
E adoça a voz no teu contar.
Guarda teu valor mais precioso

Em cofre de ouro cinzelado,
Esquece que o tempo irá passar,
Porque o futuro é luminoso.
 
 
 
SOL da Esteva  

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sábado, 15 de agosto de 2026

Vida e Luz


 

Minha Mãe, Mãe dedicada,
Foste o meu vero guia 
Na tristeza e na alegria,
Sem nunca me cobrares nada.

Muita saudade ficou
Desde que subiste ao Céu 
Envolta num doce véu
Que divinal se tornou.

Bela, a graça que tive
Entre os meus braços guardada! 
Agora, és-me sagrada

Na Memória que se vive...
És a meta que propus
E me serás Vida e Luz.

 
 
SOL da Esteva  

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sábado, 8 de agosto de 2026

Alentejo

 

 

 

Bem antes de amanhecer 
Eu sonhava ser ceifeiro,
Para sentir o prazer
Do trigo posto em celeiro,

Ver a imagem da planura 
Tão docemente dourada 
E senti-la tão segura
Em Terra bem delicada.

Sei dos sonhos do ceifeiro,
Vergado á sua terra
Por dever e vocação.

À sombra de um sobreiro
O seu sonho se descerra
Por uma Terra Nação.

 

SOL da Esteva

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sábado, 1 de agosto de 2026

Soneto

 

 

Catorze versos sòmente
E um ritmo sempre certo.
É Soneto, certamente!
Mas tudo fica em aberto

Ao tema que ele tenha.
Bom dizê-lo, com saber,
Rodando como uma azenha:
É Divino de se ler.

Assim, a Mensagem pronta
No seu remate final.
Nunca nada fica igual

Por alegria ou afronta 
E Amor, se desigual,
Sempre é tema principal. 


SOL da Esteva

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sábado, 25 de julho de 2026

No Amor



 

O Amor escorre-me na Alma
E deixa um bom rasto de alegria.
Até a perturbação acalma
Dos tropeços vindos cada dia.

E ainda, após as madrugadas
Em que o Sol abrasa o corpo inteiro,
Ele assoma, em doces lufadas,
Refrescando o Amor primeiro.

E as lembranças, doces como o mel,
Acordam esta alma que me tem.
As amarguras ser-me-ão por fel

Salpicando o amor seguro.
O horizonte é meta. Ninguém
Deve, no Amor, ser imaturo. 

 
SOL da Esteva



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sábado, 18 de julho de 2026

Aprender

 

 

Não havia celular
Quando a infância foi infância.
Criativo, no brincar,
Me foi de grande importância.

Desenvolvi o que sou,
Na escola das tentativas
Onde tudo começou.
Foram iniciativas

A chegar às descobertas
Que ensinaram a fundo.
Agora, o novo mundo 

Sem ensinar, faz ofertas
Sem trabalho nem futuro.
Aprender, é um grande muro. 


 
SOL da Esteva

 

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sábado, 11 de julho de 2026

Honra e dignidade


 

Eu sei bem que nada sei
Por não saber mesmo nada!
A ignorância é da lei 
Que existe, determinada

Por gente de profissão 
Que gere os dons do saber.
Esta a minha confissão,
Apenas para dizer

Que, ser livre e recatado
(Diz-se: bem-educado.)
Tem a raíz muito forte.

A Honra e dignidade
Serão, somente, a verdade
Mesmo para além da morte.   



SOL da Esteva



 

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sábado, 4 de julho de 2026

Grande como o mar

 

 

O Amor é uma paixão
Que transborda desde a Alma.
Parece uma ilusão,
Mas alvoroça ou acalma,

Só por se saber que existe.
Eleva todo o sentir,
Como força que persiste
Em acertar o porvir.

Semeado com ternura,
Florescerá, certamente,
De uma forma segura.

Quem tiver o Dom de amar,
Tê-lo-á eternamente
Tão grande como o mar.



SOL da Esteva

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sábado, 27 de junho de 2026

Início e fim

 

Me gerou, a  minha Terra,
Doce como um Perosinho.
Deixei-a, vindo da Guerra 
E segui o meu caminho.

Um amor forte e conciso
Me levou a decidir
E Vilar do Paraíso
Abrigou o meu porvir, 

Pois aqui foram geradas
As paixões que me seguram:
Mãe e filha, bem-amadas,

Sempre presentes em mim;
Certamente não descuram
Serem início e o fim.


SOL da Esteva

 

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sábado, 20 de junho de 2026

Aurora

 

A tristeza alaga a minha Alma
E as lágrimas teimam em secar,
Perturbando a paz da parca calma
Dos tempos, ferventes, de amar.

Assim, se acoita esta lembrança
Da glória de amar e ser amado.
Pouco resta, além da esperança
Para o renascer abençoado.

Caminho, com passos decididos,
Buscando a clareza bastante
Numa bela aurora desejada; 

Bem procuro sons, nos meus ouvidos,
Porque o Caminho é frustrante 
E muito penosa a caminhada... 


SOL da Esteva

 

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sábado, 13 de junho de 2026

Queira Deus

 

 

Só se veem as estrelas
No meio da escuridão. 
Porém o desejar vê-las 
É que abre o coração.

Teimamos em recear
Que a noite é insegura 
Para nela confiar.
Quem não confia, descura

O sentido de ajudar.
Há muita gente perdida
Entre as causas duma vida 

Sem ninguém a alumiar.
Queira Deus que as estrelas
Sejam um rumo, ao vê-las.
 


SOL da Esteva
12MAI2026

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sábado, 6 de junho de 2026

Seu saber

 

 

Fico algo perturbado
Do ruído das palavras.
Fala gente em qualquer lado,
Muita prosa, poucas lavras.
 
E se mais pudera haver
Que me seja por tropeço,
Bom seria eu esquecer...
É destino que imereço!

Gente que fala de tudo
E tudo nos quer dizer;
Opina, mas, sobretudo 

Só procura promover,
Que o mundo nos seja mudo
Diante do seu saber.
 
 

SOL da Esteva

 

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sábado, 30 de maio de 2026

Meu orgulho não tem fim


 

Falar do que acontece
(Por exemplo do futuro)
Dá-nos visão que parece
Uma parede ou um muro.

Mas seguir o sentimento
Na sua simplicidade,
Nos fica por alimento
Com lembranças de verdade...

Nasceste, filha de mim,
Com tudo e com harmonia.
Meu orgulho não tem fim 

E mantém meu peito inchado
Ao festejar este dia.
Filha minha, Obrigado.


SOL da Esteva

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sábado, 23 de maio de 2026

Querer fraterno


 

Quando o sentimento entende
E, por bem, identifica,
Ruma a via que se estende 
Do início até á fita.

A força que o querer tem,
Não a sabemos medir.
Simples somos, mas ninguém
Se atreve a não competir 

Na justiça e lealdade 
A bem do querer fraterno.
Bem sabemos que a verdade

Sempre produziu Amor.
O contrário é inferno,
Insegurança e temor.



SOL da Esteva 

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sábado, 16 de maio de 2026

Saber ler a Poesia


 

Poucos entendem palavras
Quando se tornam em verso.
Interpretar estas lavras 
Como assunto disperso,

Não tem o menor sentido.
Poesia é alegria
Como seta de Cupido
Que aquece a Alma fria 

E deixa deslumbramento;
É paixão que se apodera
E nos mantém na espera

Seja doce o sentimento.
Saber ler a Poesia
É Ciência e alegria!


SOL da Esteva

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sábado, 9 de maio de 2026

O esvoaçar


 

Parece que as horas são mais longas,
Mas muito esbatidas eu as vejo.
Bem dentro do meu peito há o desejo,
Pairando num esvoaçar de pombas.

Flutuam, como núvem em Céu limpo,
Formando um desenho que sugere 
Que os sonhos são reais, como se quer,
Na morada dos Deuses do Olimpo.

São sonhos apenas. Indefinidos
Na certeza do que não existe.
Contudo, o esvoaçar persiste

Em lembrar os momentos esquecidos
Que são a parte do meu eu, que sou 
O pensador de quanto me restou.



SOL da Esteva

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sábado, 2 de maio de 2026

Seres simples deixam marca

 

 

Os erros mais educam que as vitórias 
E quem nos trai não tem qualquer valor.
Aquele que a si mente, em suas glórias,
Tem múltiplos enganos no sabor;

Saboreia o seu fel e di-lo doce,
Apenas na aparência da importância.
Quem quer ser grande (mesmo que o fosse)  
Tenha humildade e pouca ganância.

Eu acho que os Seres simples deixam marca
Pela comunhão feita de amizade.
Quem me dera que a simplicidade

Jamais fosse acção impensada ou parca.
Saber-se ser igual, é Dom de Deus
Que cada um de nós quer para os seus...



SOL da Esteva

 

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sábado, 25 de abril de 2026

Por quem se perdeu


 

Anseio mais vida e mais viver,
Por​que é meu desejo natural.
Referências​,​ postas num mural​,
Registam as datas do morrer.

Resta-nos a vida por Memória
Numa  la​je  fria como a morte:
O que foi feliz (por sua sorte)
E o esquecido​ pela ​História.

Erga-se um sentir assaz honroso
Por quem se perdeu na voz das horas.
Lembrem-se dos sonhos que eram gozo  

​Mas notem-se as nobres Obras feitas.                   
Honras? Também por ti que os choras
E admiras as ​suas colheitas.


SOL da Esteva

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sábado, 18 de abril de 2026

Monumento

 

 

 

Nós, somos o Monumento 
Pelo que representamos.
E tão felizes ficamos
Não lembrando o momento 

Que nos foi por fundação.
Pois é! Creiamos no vento
Que deixou algum alento
E saudade ao coração.

Um dia, o nosso edifício
É derrubado, esquecido,  
Sem haver mais artifício.

Será como a pedra fria,
Uma laje sem sentido:
Monumento de alegria?
 


SOL da Esteva

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sábado, 11 de abril de 2026

O tempo é a Vida

 

 

 

Não sei contar as horas que passaram 
Nem dos zeros que havia de escrever.
Foram tantas, que já se apagaram
Neste relógio que chamamos viver.

Mas as que vão chegando são bem-vindas,
Porque acrescentam tempo ao tempo feito.
Assim, podemos ver mais coisas lindas
Que passam com as horas, por defeito.

O tempo é Sacrário que recolhe
O que foi passado, vida e luz.
É ele que suporta e nos acolhe, 

Ou nos perturba com inseguranças.
Mas o tempo é a Vida que reluz
E guarda para nós boas lembranças.

 
 
SOL da Esteva  

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