O esvoaçar
Parece que as horas são mais longas,
Mas muito esbatidas eu as vejo.
Bem dentro do meu peito há o desejo,
Pairando num esvoaçar de pombas.
Flutuam, como núvem em Céu limpo,
Formando um desenho que sugere
Que os sonhos são reais, como se quer,
Na morada dos Deuses do Olimpo.
São sonhos apenas. Indefinidos
Na certeza do que não existe.
Contudo, o esvoaçar persiste
Em lembrar os momentos esquecidos
Que são a parte do meu eu, que sou
O pensador de quanto me restou.
SOL da Esteva
Etiquetas: O esvoaçar, Poesia da Vida, Sonetos



1 Comentários:
Tu poema transmite una melancolía hermosa y muy humana.
Las imágenes de las palomas, las nubes y el Olimpo crean una atmósfera delicada, donde los sueños parecen suspendidos entre la realidad y el recuerdo.
Hay una profundidad emocional muy elegante en esos versos; se siente la nostalgia de lo vivido y la lucha silenciosa entre lo que permanece y lo que se desvanece.
Un texto que invita a detenerse, sentir y pensar.
Un abrazo y un hermoso fin de semana.
Mari
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