No Amor
O Amor escorre-me na Alma
E deixa um bom rasto de alegria.
Até a perturbação acalma
Dos tropeços vindos cada dia.
E ainda, após as madrugadas
Em que o Sol abrasa o corpo inteiro,
Ele assoma, em doces lufadas,
Refrescando o Amor primeiro.
E as lembranças, doces como o mel,
Acordam esta alma que me tem.
As amarguras ser-me-ão por fel
Salpicando o amor seguro.
O horizonte é meta. Ninguém
Deve, no Amor, ser imaturo.
SOL da Esteva
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