Por quem se perdeu
Anseio mais vida e mais viver,
Porque é meu desejo natural.
Referências, postas num mural,
Registam as datas do morrer.
Resta-nos a vida por Memória
Numa laje fria como a morte:
O que foi feliz (por sua sorte)
E o esquecido pela História.
Erga-se um sentir assaz honroso
Por quem se perdeu na voz das horas.
Lembrem-se dos sonhos que eram gozo
Mas notem-se as nobres Obras feitas.
Honras? Também por ti que os choras
E admiras as suas colheitas.
SOL da Esteva
Etiquetas: Poesia da Vida, Poesia de intervenção, Por quem se perdeu, Sonetos





