Presente de pedinte
Os presentes que chegaram no Natal,
Nos alegram e nos enchem de ternura;
Mais quisemos, que o dom mais natural
Fosse paz, saúde e vida com fartura.
O que o Céu nos conceder, vem-nos de graça,
Pela Graça conquistada ante Deus;
Ao sofrer a vida de outrem, a desgraça,
Amargura, solidão, falta dos seus
E do frio que, o coração, congela.
Ser mendigo, sem o ser, é que me espanta!
Ter conforto, mesa farta e forno quente
Nos impede de sentir, que uma tigela
É presente de pedinte, em Noite Santa,
Ao contrário do que come toda a gente
SOL da Esteva
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