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sábado, 7 de janeiro de 2017

Presente de pedinte




Os presentes que chegaram no Natal,
Nos alegram e nos enchem de ternura;
Mais quisemos, que o dom mais natural
Fosse paz, saúde e vida com fartura.
                                                                 
O que o Céu nos conceder, vem-nos de graça,
Pela Graça conquistada ante Deus;
Ao sofrer a vida de outrem, a desgraça,
Amargura, solidão, falta dos seus

E do frio que, o coração, congela.
Ser mendigo, sem o ser, é que me espanta!
Ter conforto, mesa farta e forno quente

Nos impede de sentir, que uma tigela
É presente de pedinte, em Noite Santa,
Ao contrário do que come toda a gente


SOL da Esteva

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9 Comentários:

Blogger Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Está maravilhoso o poema, certamente oportuno a muita boa gente, relativo ao sentido, mensagem, que passa!
Adorei.
Um bom 2017

7 de janeiro de 2017 às 10:34  
Blogger Célia Rangel disse...

O conforto material jamais superará o conforto emocional...
Abraço.

7 de janeiro de 2017 às 11:04  
Blogger Janita disse...

Ainda que se não seja mendigo, para quem tiver a família ausente, a ceia de Natal é uma ceia sem fartura nem contentamento.
Estive a ler os vários poemas que tenho em atraso e saio daqui de alma lavada, SOL.
Podem ser tristes os teus sonetos, mas triste é também as vidas que retratas, magistralmente, em belas poesias.

Um Bom 2017, amigo SOL. Desejo-te o melhor, para ti e os teus.

Beijinhos.

8 de janeiro de 2017 às 00:08  
Blogger Majo Dutra disse...

Concordo consigo, Sol - os recursos materiais
deviam andar melhor distribuídos, assim como
os bens emocionais...
Um poema muito expressivo e oportuno.
Abraço de paz, amigo.
~~~~~~~~~~~~~~~

8 de janeiro de 2017 às 13:15  
Blogger Érika Oliveira disse...

É triste ver pessoas com grandes riquezas mas pobres de alma e caráter.

8 de janeiro de 2017 às 16:04  
Blogger manuela barroso disse...

Para além da mensagem mais que oportuna, uma mensagem transmitida com a arte de um grande sonetista.
Dos mais belos, carissimo SOL!
Fraterno abraço

9 de janeiro de 2017 às 20:46  
Blogger lua singular disse...

Oi Sol,
Não comemoro o Natal com comilanças e nem presentes, apenas vou comer fora como faço sempre, e sempre que posso ajudo as pessoas mais pobres.Este sim é o sentido natural do Natal.
Beijos
Lua Singular

9 de janeiro de 2017 às 23:18  
Blogger Silenciosamente ouvindo... disse...

Passei o Natal apenas com meu marido.
Não houve "fartanças" porque o ano
tem 365 dias e fiz o que pôde por
alguns.
Desejo que o amigo se encontre bem.
Bjs.
Irene Alves

12 de janeiro de 2017 às 16:20  
Blogger Dorli Ramos disse...

Oi Sol,
Eu gosto de comer bem. Trabalhei 39 anos para isso, mas ajudo muitas entidade com o que posso, nunca me fez falta e sempre me fez bem
Obrigada pelo carinho

17 de janeiro de 2017 às 22:01  

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