Quero esquecer.
Pensamentos assentes em areias
Jamais se firmaram, por inseguros.
Desconfiança, com paredes meias,
Não são voz que atravesse tais muros.
Jamais a razão pôde ser cegueira
Como o egoísmo não é humildade.
Ter de comungar esta vida inteira
É como viver outra eternidade.
E o tempo se adita, a compasso,
Por cada dia ou hora de viver.
Por um segundo, maravilhas faço;
Mas no seguinte vira-se em tormento.
É este espaço que quero esquecer
Sem o lembrar, sequer, por um momento.
SOL da Esteva
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