Permita-o Deus
Mirei esses teus olhos, na pureza
Dum tal Amor, perene e impossível...
Ficou, a minha alma, na certeza
Que nada, mesmo nada, é mais terrível.
Senti tantas saudades e tristeza
De um coração fechado, insensível...
Eu quis-me despojar dessa burguesa
E putrefacta moda, intransponível...
Mas, sempre, a esperança está comigo,
Ainda que em Amor, só de um olhar,
Porque eu o sinto vivo, pelos Céus.
Feliz, a meu modo, ainda consigo
Tão só te veja, mesmo a sonhar,
Que possas senti-lo. Permita-o Deus.
SOL da Esteva
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