Nome de Amor
Era só verdade que havia
Em quem te queria falar,
Quando tudo te caía
Sem o poderes segurar.
Ali mesmo, junto a ti,
Quase num só respirar,
Estava preso de Amores,
Sem forças para o mostrar.
A vontade de calar,
Foi forte, como o aço,
Deixou-me tonto, um pedaço,
Ao receber teu olhar.
Indeciso e nervoso
Sentindo próximo o rosto
Que eu queria beijar.
...E um som melodioso
Inundava a minha Alma;
Bem no fundo do meu peito
A tua voz, sempre calma,
Ecoava pelo ar...
Ai, Amor, quanto de amor
Eu posso sentir por ti!
...Só não sei como medi-lo,
Não encontro a dimensão.
Antes prefiro senti-lo
Tocando a tua mão,
Numa carícia de fogo;
A tua pele o transmite...
Medi-lo,
É dispersão
De quem queria dizer-te
Coisas mil
E oferecer-te
O que é, enfim, maior,
Que cabe num coração
E toma o nome de Amor.
SOL da Esteva
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