Em abandono
Deixei minha alegria no teu peito.
Agora, muito pouco ainda resta.
Fiquei como um farrapo já desfeito,
Após os atropelos duma festa.
Vagueio pelo Mundo. Busco Paz.
Que nada, mesmo nada, me seduz.
E, da Vida que reste, tanto faz
Que haja escuridão ou faça luz.
Não penso haja temor do que aconteça,
Mas sinto crueldade na verdade.
É bem urgente que eu desapareça!
Apenas deste modo não te vejo
(Embora vá sentir dor e saudade)
Porque é um modo, aceite, que desejo!
SOL da Esteva
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