Acordados pelo que não dominamos
Estou confuso,
Pelo incógnito dia de amanhã
Que me deixa a pensar,
No Ser vivo que vegeta
Por alguma coisa sua,
Vazio como a sua vida nua.
Amor,
(Eu digo)
Tenho só a rua,
Muitas vezes impedida,
Por onde olho a meta distante...
Pudera ter um cantinho,
Onde meditar
Esta partida da vida;
E partilhar, na Alma tua
Que me é querida,
O sonho, a fantasia, o embalar...
O que acontece á gente
É comum, somente,
A quem o Amor extasia.
Confuso e atento
Ao que me rodeia, no mundo,
Vivo e sofro em desalento.
Amo demais!
Sei que me queres
E sofres um igual sofrimento.
Saberei aclarar a confusão,
Com a força que vem do coração
E alimenta o ensejo.
Assim,
Acordados
Pelo que não dominamos,
Veremos a confiança voltar
E o sorriso alegrar o Ser,
Nos olhos,
No coração,
Num terno e eterno beijo.
SOL da Esteva
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