Dentro dos teus olhos
Estampado nos teus olhos,
O carinho que me tens,
Diz tanto, Amor, diz tanto,
Que os nossos corações
Batem a um tempo,
Todo o tempo,
As suas palpitações.
Ficou vago esse lugar
Que deixaste,
Pelo teu regressar...
Que hei-de fazer
Para poder segurar
A Alma noutro lugar?
Não sei como, nem porquê,
Jamais deixarei de amar.
Não saberei responder
A quem ousar perguntar
O todo que não se vê
E se pode insinuar.
Calmo e serenado
Sei que sou teu amado;
Porque, dentro dos teus olhos,
Eu me vejo lá gravado.
Mais fundo, dentro do peito,
A Alma e o sentimento
Num vulcão vivo, de Amor,
Sei que tem, lá, sempre o jeito
De me sentir no teu lado
A receber o calor,
Mesmo que esteja apagado.
Lá dentro desses olhos
Tudo me é desvendado.
Aí me sinto guardado!
SOL da Esteva
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