A minha crença
A Guerra me tirou da minha terra
Enquanto em mim brotava a juventude.
Talvez pudesse ver o que encerra
Um Dever de tamanha magnitude...
Dois anos, dela fui um prisioneiro
E cumpri com fervor a Pena minha.
Não sou último, nem serei primeiro,
A sentir ter a Alma apertadinha.
Foi um tempo que não terei de volta
E tanta falta fez á minha Vida.
Porquanto possa existir revolta
Do tempo vão, vazio de presença,
Não virá perturbar a despedida.
A minha Pátria é a minha crença!
SOL da Esteva
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