Dor
© SOL da Esteva - Acordar Sonhando
Sempre que a dor física atormenta
E me martiriza ou desperta,
É porque a tal dor se alimenta
Dessa outra porta sempre aberta.
Não será na morte o fim de tudo
Porque o que muda é o estado.
Para uns a Alma é um escudo;
Para os demais é o fim dum fado.
Quando os milagres acontecem,
Como se ouve e lê a cada passo,
Os que são presentes não esquecem
E aqueles que o tempo vai esfumando
Ficam sombras presas ao regaço
Sem acarinhar quem vai chorando.
SOL da Esteva
Etiquetas: Dor, Poesia da Vida, Sonetos


