À morte nego a razão
Oiço,
Desde aqui,
As horas badaladas na torre da igreja.
Lembram-me outros sinos,
Outro tempo.
Não o tempo de mim,
Mas aquele que vibra e reclama
Os anos passados,
Os tempos de ninguém
Onde a morte foi raínha,
Minha...
Eu quero viver e morrer!
Viver pelo muito que amo.
Morrer,
Por ser desprezado,
Apagado dos vivos
Com o óbito da desgraça,
Sempre á margem,
A ver o que se passa
Adentro do coração.
Ouço os sinos
Por lamentos do enterro
Que sustento, em mim,
Na morte duma paixão.
É tudo tão vivo e presente,
Que eu à morte nego a razão.
SOL da Esteva
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