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sábado, 18 de Outubro de 2014

A chama, te chama!







A Alma é éter Divino
Que alenta e faz viver.
Mas se fora pequenino,
Não conseguia esconder

A luz, ou sombra, tardias,
Que nos trás afectação,
Ao lembrar, todos os dias,
O brilho do coração.

Cada gesto, é medido
Por quem acompanha os passos,
Ou nos sustém nos regaços.

O que ouço, sem sentido,
É escutar, o que clama:
Do Céu, a chama, te chama!



 

SOL da Esteva

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sábado, 11 de Outubro de 2014

No final do dia...







Sou o homem mais só e mais triste,
Dos homens que vivem ao cimo da terra.
Sou, apenas, só!...
Recuso o sofrimento
E a tristeza amarga
De tanta solidão.

Nada,
Mesmo nada,
De tudo quanto existe
(Desde os segredos profundos)
Fechado em meu coração,
Adentro do frio gelo
Não mostra compaixão,
Até dos olhos sorrindo por cenário,
Da tristeza
Que se esconde noutros mundos...

Nada, mesmo nada,
Me será por companhia
Trazendo nova alegria
Para a alegria acabada,
Nos tempos,
No final do dia...




SOL da Esteva

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sábado, 4 de Outubro de 2014

Com Amor





Dentro da minha Armadura de aço,
A carne vive,
O sangue corre,
O coração palpita...
Lá dentro,
Existe Vida.
...Fora,
Apenas aço refulgente,
Duro,
Frio...

A Armadura foi criada para a luta,
Escondendo os medos da disputa,
Mostrando coragem, que não tenho,
No desempenho
Dos riscos da peleja
Com o peito descoberto...
Segredos!...

Não há quem veja?
Afinal,
Possuir esta couraça
É sentir a trapaça
Que cria mitos de Herói!

Eu sou cobarde,
De raça,
E sinto, em minha desgraça,
O sofrer, na escuridão
Que envolve o meu coração,
E o muito que por lá dói.

...Com Amor, hei-de vencer!



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sábado, 27 de Setembro de 2014

Meditando






A chuva triste,
Cobria de finas gotas,
Geladas,
O esmalte do teu retrato,
Sobre o qual eu meditava...
E a terra era tão fria
Quanto o calor do teu corpo
Que em campa rasa dormia;
Nada de mim te lembrava
Enquanto tu foste Vida!...
Agora, no teu Além,
Conheces quanto me tem
Do teu conselho,
Mesmo, assim, em silêncio…

Sabes?
Sinto pulsar, dentro, em mim
A tua voz conselheira
Como Amiga verdadeira
Que não me pode trair.
Ouço-te desde a lonjura
Neste passo que separa
A Vala da Sepultura.

Limpei teu rosto gelado
Buscando o olhar transparente
Que ficasse, em mim, gravado
Desde o passado presente.

Comungaste
De toda a minha tristeza.

Uma lágrima, de chuva,
No teu retrato rolou
E aos olhos se prendeu...
Chorei também,
Mas não fiquei magoado.
Senti-me, mesmo, impelido
E até encorajado
A voltar,
Buscando no teu saber,
Se deva, ou não, acordar
Do sono que faz Viver...



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sábado, 20 de Setembro de 2014

Sinto eu!...






Flamejou,
Do teu olhar indiferente e vago,
Um lampejo de ardor
Na verdade infinita,
Na paz interior,
Em todo o sofrimento,
Esconso, no teu arfar,
O anseio de saciar
O teu corpo sedutor.

A ti,
Que em mim afago mansamente,
Oferto o meu pensamento,
A ternura de mim,
Alegria e tristeza
Na realidade impossível.

Sou o nada que se dá,
Debaixo do imenso Céu,
No segredo do amanhã.


Nada, não se palpa;
E o sentir não se vê.
...Mas sentimos nós! Sinto eu!...




SOL da Esteva

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sábado, 13 de Setembro de 2014

Privação







Nada mais há, no peito, que a saudade,
Não do tempo, de ti, que eu anseio,
Mas de abraços que são realidade,
Não fôra haver vazios de permeio...

Eu sofro e sofres! É essa verdade
Que nos afasta ou une, ou tem no seio;
É tanta que nos queima a mocidade,
Da pouca que nos resta do passeio.

Lamento, por nós dois, essa tristeza
Que a outros corresponde a pouca sorte...
Proclamo-o, sentido: antes a morte

Que dê a cada um sua leveza
E não oprima tanto o coração
Que, lento, se esvai em privação...



SOL da Esteva

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sábado, 6 de Setembro de 2014

Ninguém é igual a ninguém





Sempre escrevi o que sinto,
Seja, ou não, apreciado.
Não gosto (nisso não minto)
De receber, por recado,

Frases vazias e ocas,
Sem conteúdo formal.
Calem-se, todas as bocas
Que usam o seu sinal

P'ra guiar o meu caminho,
No rumo do desalinho.
Não é honesto, tal desdém,

No exercício de ler
Aonde se vá beber.
...Ninguém é igual a ninguém.


 

SOL da Esteva

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