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sábado, 20 de dezembro de 2014

Como um Inverno





Não, á solidão!
Não, á tristeza!
Não, ao ser-se só!
Não, ao caminhar sem ter destino!
Amar sozinho,
Nem dá a ilusão de ter caminho...

E, a meu contento
E dos meus olhos,
Busco a presença que eu adoro
E me deleita o pensamento
Na esfinge real, no monumento,
Que eu choro.

O que haja mais belo e modelado
(Fosse escultor e não poeta)
Não saberia achar, na perfeição...
Tanta formusura,
Tanta mão segura,
Como risco nestas linhas,
Uma estátua viva.

Adivinhas?
Ser: da Alma, o dedo e a doçura;
Do Amor, o sol que não se põe;
De mim, poeta, inspiração
Do dia que é eterno,
Como se fora um Inverno.




SOL da Esteva

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sábado, 13 de dezembro de 2014

Te Sigo







Sofri e sofro,
Sentindo a humilhação...
Desejo a sintas, também,
Do meu todo, de verdade,
Que não seja apenas tua;
Não a evoques pela rua,
Nem a reveles de ti...

Fazes sofrer,
Atirando para fora
Tudo quanto não vivi
Seja de Amor ou querer.

Amor,
É feito doçura
E tudo revela,
No seu juízo ou loucura,
Ao amado, outro Ser,
Sem qualquer retribuição.
Amor,
É sofrimento e alento,
Doação pela paixão...
Amor,
É, tão só, querer sentir,
A um tempo,
O bater do coração.

Depois,
Assim,
Os egoísmos
De manter
O escravo da paixão,
Que se alimenta dum sonho...

Afasta-me e despreza-me!
Te tenho submissão
E te sigo
Sem segurar tua mão.



SOL da Esteva

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sábado, 6 de dezembro de 2014

Por sonho






Quero-te, sempre,
Como no primeiro dia,
O dia do nascimento,
Que foi a minha ilusão.
Não soube ter-te, guardada,
No êxtase de adoração.

Perdi (para meu tormento)
A casa do coração...
Mas continuarei a amar-te
Com a mesma devoção.

Disse-te do meu Amor
E soubeste compreender.
Deste-me do teu calor
Nos sentires que revelaste,
Na doação que selaste
Com um beijo (sei) de Amor.

Depois,
O juramento
Numa mútua vontade
Livremente aceite e dita...

Agora,
Sinto-me só, no meu casulo,
De Alma despida...
Por companhia: a dor,
A solidão e silêncio.
Por sonho, ficou-me a Vida.


SOL da Esteva

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sábado, 29 de novembro de 2014

Do que eu sinto





Se um dia morreres, eu mato-te!
Esse, é o desespero
De não saber viver
Em tão grande solidão...

Se um dia morreres,
Eu quero sentir-me
Adentro do coração
Que morre nesse momento;
Terei meus olhos furados,
Os meus dias serão negros
E cairei aos bocados
Da lepra que me devora,
Ou da morte que namora
Esse estranho ritual...

Não verei outra razão
Sobrepor-se ao coração.
E nada mais, ou ninguém,
Poderá ser arvorado
Em um Juiz descarado,
Do que eu sinto por alguém.


 

SOL da Esteva

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sábado, 22 de novembro de 2014

Não posso


 



Não posso escrever mais,
De Amor ou de tristezas,
De ódios ou saudades,
Alegrias ou viveres...

Não posso escrever mais
A quem me rodeia, ou a mim,
Porque a Poesia
Se sente, se a houver
Nos olhos que sabem ler
Todo o Viver, ou o fim...

Não posso dizer que a tenha,
No que há dentro do peito,
Seja fúria de vulcão,
Ou tensão que a contenha
Adentro do Coração.

Não posso conter-me, em mim,
E dizer que pare a Vida
Em qualquer dia que venha...

Não posso!...
Mas ao tempo, o meu afecto,
Talvez diga o quanto penso,
Resvale nuas verdades
E mostre o que ainda não sei
Do meu ser incompreendido;
Talvez, até, diferente
Na minha forma de Amar,
Ao jeito de toda a gente.

Não posso, Amor,
Sentir-me, mais, entre a dor
E as delícias de ti.

Oh, morte, como desejo
Saber tudo o que perdi.
Por despedida: um beijo
E a Vida que já vivi.

Não posso mais, nem desejo!...



SOL da Esteva

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sábado, 15 de novembro de 2014

O que levais







Sobram, já, cinquenta anos,

Desde o dia em que morri.

Foram mentiras, enganos,

Ódios que não entendi…



E a voz, alegremente,

Noite a noite, dia a dia,

Enganava muita gente,

Da gente que nele cria.



Eu sobrei! e muitos mais!...

A Pátria, é-me Sagrada

Para dela prescindir!



Traidores, o que levais

Numa mão cheia de nada,

Na desgraça de existir?














Soneto, do Srgt Santos Oliveira, reportando o 50º Aniversário

do acontecimento de 16Nov1964, na Guerra do Ultramar,

na Ilha do Cômo-Guiné, e de Homenagem aos seus Camaradas

do PMort 912 e extensiva aos restantes militares da CC557, que,

nessa noite, “foram” Massacrados, segundo a Propaganda da

Rádio de Argel.



Descrição a ser complementada revendo os Post’s: Batalha,

a 16NOV2011


e A Pátria sou eu, és tu... , a 17NOV2012 


Os bravos de um Pelotão de Morteiros que nunca existiu... http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2007/12/


no Portal UTW 

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sábado, 8 de novembro de 2014

Abandonada






Corre, no Céu, a núvem apressada,
Foge do vento e da solidão.
Encobre o sol, tal carícia alada,
Ódio ou fel,
Cai na alegria
Que enchia o coração.

Sobra Alma negra,
Amargurada...
Chora de tristeza,
Ou fica esvaziada
Do pó de nada.

Não resta senão o assombro
Após o Estio.
As folhas secas,
Multicores,
Deixam esboços de pintura
Na Terra fria e sombria;
E a sua carne
Abandonada,
Deserta,
Escura,
Não tem Vida,
Não tem nada.


 

SOL da Esteva

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