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sábado, 23 de maio de 2015

Esse teu sorriso







O teu sorriso
É meu início e meu fim.

Ama-me, como te amo,
Mas não me queiras mudar
Por saberes que te adoro.

Deixa-te sorrir, para mim,
Na simplicidade infantil,
Na pureza e na doçura
Que há nas lágrimas de alegria.

...Há, sempre, ternas lembranças,
Coisas que recordo
Do teu caminho até mim...

Deixa-te guiar pelo coração,
Sempre que percorras ruas
Que não têm direcção.

Nos momentos esquecidos,
No silêncio das noites, 

Sempre longas,
Sabe que te amo
E sorri!
Aí, estarei contigo...

Nunca mais me apaixono
Porque sempre sou apaixonado.

Esse teu sorriso é o meu fim.



SOL da Esteva

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sábado, 16 de maio de 2015

Forma de Mulher







Segredo, da Vida sem segredos,
Correndo, nas veias, sem cessar.
Sangue que nos gera eternos medos,
Seiva do crescer e despertar.

Via espinhosa, dos fraguedos
Que adornam a dor e o chorar...
Busco, nas lembranças dos brinquedos,
Forma, mais sincera, no amar.

Rosas e sorrisos, sonhos fáceis
De dizer Amor, incendiário,
Fogo do silêncio que houver.

Oh, almas vibrantes, se falásseis
Das horas que tem o calendário,
Tomaríeis forma de Mulher.


 

SOL da Esteva

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sábado, 9 de maio de 2015

Para saciar-te






 

Tive tanto tempo, tanta vida,
Que fiquei suspenso no dizer.
Quando quis falar, tinha-a perdida
E o tempo foi-se, a esvaecer...

Só Amor ficou, minha querida,
Que houvesse domado o meu querer.
Sinto rebeldia desmedida
Que me dá a força de vencer.

Um dia, terei o meu reinado.
Tu serás rainha, imperatriz...
Ter-me-ás aos pés, apaixonado,

Modelado a ti, como quem quis
Tomar a perfeição, de adorado,
Para saciar-te e ser feliz.


SOL da Esteva

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sábado, 2 de maio de 2015

Não haveria tormentos






 

Se tu sentes o que sinto
Na tristeza ou alegria,
Saberias que não minto
Quando disse o que sentia.

É assim, a comunhão
Da Alma, no meu amar.
Sem erros, não há perdão
Nem nada a perdoar.

Quem me dera ser perfeito,
E rever meus pensamentos
Que se atascam no meu peito!...

Não haveria tormentos,
Falados, neste meu jeito,
Se amasses meus sentimentos.



SOL da Esteva

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sábado, 25 de abril de 2015

Amar entre dois beijos






 

Cria, para mim, a poesia
Que um beijo deu, por ilusão.
Dá-me, uma vez mais, a companhia.
Mata, na minha Alma, a solidão.

Fica, amargamente, a alegria
Oprimindo, forte, o coração.
Quis pensar ter sido fantasia,
Esta triste e estranha sensação.

Olho meus farrapos, meus destroços,
Sinto dó de mim, dos meus bocados
Que se arrastam tristes, desgraçados...

Sente bem, Amor, bem nos teus ossos,
As revoltas, dores e os desejos,
Do que seja amar entre dois beijos!



 

SOL da Esteva

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sábado, 18 de abril de 2015

Minha Alma é Sacrário






 

Neva na minha Alma, miserável,
Sem eira nem beira onde ficar.
Calou-me bem fundo, intolerável,
O dedo, que insiste, a me apontar.

E a solidão mais implacável
Deixou-me em pedaços, a penar
No crime de Amor mais condenável:
Seja, um, de dois, a não amar.

Sempre, serei triste e solitário
Porque não nasci para ser feliz.
Minha Alma, fria, é Sacrário

Que guarda, lá dentro, mais Amor.
Restará, gravada, a cicatriz
Queimada, de gelo, sem calor.


 

SOL da Esteva

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sábado, 11 de abril de 2015

O Amor é um bem seguro




 


Estendo as mãos, no vácuo da existência,
Tento palpar o nada que se veja;
E a noite triste, traz-me a tua ausência
Na escuridão que, aos olhos, sobeja.

A minha Alma, é toda impotência,
Num fogo-fátuo que a envolve e adeja...
Quem me dera ver, na plena demência,
Ausência da dor menos benfazeja.


Aos poucos, vai-se, em mim, desagregando
A coesão do Amor eterno e puro;
E lá, em seu lugar, se vai fixando,

Cristalizado, no senso imaturo
De não saber-se quanto, perdoando,
Se prova que o Amor é um bem seguro.



SOL da Esteva

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