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sábado, 19 de Abril de 2014

Recordações de mel






Tempo de Páscoa, renascer      
No sofrimento cru e duro;
E o demais, nos faz sofrer
E acompanha pelo futuro.

Queria a Fé que tudo arroste,
A força que segure a Vida...
Sentir Amor, como um poste
Firmado, na Alma querida.

Milagres, são apenas isso
E vão acontecendo assim.
Quisera a Esperança, em mim,

Na hora, que levou sumiço,
Que as recordações de mel
Adoçam, o que agora é fel.



SOL da Esteva

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sábado, 12 de Abril de 2014

Livro de Orações






 

Minha Alma, embriagada, se agitou
De esperança sem sentido, sossegada,
No desejo de ouvir-te e ter-te amada,
Pelo momento que jamais chegou.

O tempo, traiçoeiro, se passou
Sem trazer o Amor que foi criado.
...Se nada, nem ninguém, é o culpado,
Porquê a Natureza nos Criou?

E assim, desalentado, me curvei
Perante as horas lentas, que esperei,
Sem ter um pensamento mais perfeito;

Apenas a tristeza, em convulsão,
Rompeu mais uma folha de ilusão,
Ao livro de Orações que é meu peito.



SOL da Esteva

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sábado, 5 de Abril de 2014

Não pode renascer






Vida? Viver? Porquê a ilusão
Dum sonho que se esvai a cada hora?
Eu não posso deixar que o coração
Se feche no Amor, que por lá mora.

Será que as palavras, e o pão,
Conseguem sustentar um Ser que chora
De fome e sede, de Amor e de Paixão,
Enquanto a sua Alma se enamora?

Se a Vida é pouca coisa, por que valha
Lutar, desisto! Morro nesta malha
Que envolve lentamente o meu viver.  

Sei que, este amar, vale toda a dor;
Desejo que, uma voz, grite com ardor
E acorde quem não pode renascer.
 



 

SOL da Esteva

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sábado, 29 de Março de 2014

O grande Dom






 


Na sequência da Vida, perpassou
Um fio de amargura esvaecida.
Foi, apenas, aragem que marcou
A Alma magoada e dolorida.

Agora, (cremos) tudo já passou
E não te sentirás surpreendida;
Já és tu, renovada, a que ficou
Unida por Amor, com outra Vida.

E goza a companhia, permanente,
Da Alma que te ouve e que te sente
Sustendo as dores da tua solidão.

Consegue amealhar, em cada Dia,
Um momento de esperança e alegria,
E ganha o grande Dom duma Oração.


 

SOL da Esteva

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sábado, 22 de Março de 2014

Nada sobra de mim






 

Se tanto vou sofrendo pela ausência,
Que mais é exigido para mim?
Serei mortificado até ao fim,
Pois sinto fraquejar a transcendência.

No meu corpo, não há independência
De controlar sozinho, outrossim,
Aferrolha pensamentos, qual fortim,
Aonde se albergou essa demência.

Um dia, noutro tempo, noutra vida,
Talvez me recomponha do passado.
Agora sou, da vida, destroçado,

Fragmento do que foi a Alma erguida.
Seja eu o que seja, ou o que for,
Nada sobra de mim que não o Amor.


 

SOL da Esteva

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sábado, 15 de Março de 2014

Crista de espuma






Gente de areia,
Neste Mar de água
Acariciador.
Praia imensa,
Esconsa na bruma,
Cinzenta.
Vozes impessoais,
Sofredoras,
Alegres,
Fantasiosas,
Vagidos de criança...

E eu,
Na mágoa onde flutuo,
Sinto-me crista de espuma,
Vivendo o amanhã
Sem esperança,
Cego de sombra
Que encobre
O meu sentir
E o do Mar.



 

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sábado, 8 de Março de 2014

Paz e Amor





 


Angustiante falta de esperança;
Perdida a Fé e o sentir da Vida.
Resta-me, só, a imagem mais querida
Que é um sonho, meu, desde criança.

Dá-me prazer manter essa aliança,
Vontade mútua, doce, consentida...
Mas fica-me a Alma enegrecida,
Nos actos de inumana confiança.

Por tudo ser Dever, a sujeição
Não pode mergulhar o coração
No Mundo do silêncio abominado;

Eu morro, revivendo tal instante.
A graça viva, um riso fascinante,
Prometem paz e Amor em duplicado.


 

SOL da Esteva

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