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sábado, 19 de Julho de 2014

Num lugar ausente




 


No turbilhão dos pensamentos,
Recordo
Uma noite de poesia,
A primeira...

Estremeci,
Pela identidade e comunhão.
Mas,
Terá sido sonho ou ilusão
Que despertou
E tão intensamente
Me deixou "ver"
O sentir que a Alma sente?

No redobrar dos pensamentos,
Recordo
Os longos momentos,
Que estive presente
Num lugar ausente.



SOL da Esteva

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sábado, 12 de Julho de 2014

Até um dia...







Hermínia, montanha amada,
Teus olhos são as lagoas
Que espelham as coisas boas
Que tens, na Alma, guardada.

E por tão nobre grandeza
Que eu não sinto merecer,
Me decido, com certeza,
Não mais te voltar a ver.

Foi na Cancela da Quinta,
Em noite de romaria,
Que a minha Alma, faminta,

A si mesma se faria
Selar o Amor, que lá sinta,
Guardando-o, até um dia...


 

SOL da Esteva

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sábado, 5 de Julho de 2014

Luzir de estrelas







Olho o horizonte e sinto o renascer,
Desde as folhas mortas, do sol decadente,
Uma estranha luz, na minha Alma ausente,
Eu desejo tanto, ver aparecer...

E, mais confiante, ao entardecer
Onde o Céu é rubro pelo sol poente,
Busco no meu peito Amor inocente...
E o fogo, nas faces, faz-me enrubescer.

Logo, grito alto para ser ouvido
Pelo imenso Céu, que é já escurecido.
Despertei? Decerto. Ou foi minha ilusão?...

Enche-me a Alma o luzir de estrelas,
Que foram, por demais, as joias mais belas 
E a ânsia mais viva do meu coração.



 


SOL da Esteva

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sábado, 28 de Junho de 2014

Irreal







De saudades, eu vivo cada dia,
Na ânsia, imensa, de poder beijar-te.
Era simples e sei que viveria
Intensamente, o meu querer, amar-te...

A minha Alma tornou-se, vazia,
No desejo vão de um dia sonhar-te.
Morresse, para sempre, a nostalgia
E sobrasse só: o acompanhar-te.

Então, o mundo inteiro transbordava
Por não ser mito, aquilo que guardava
Dentro do meu peito, palpitante...

Mas eu não posso ter o irreal,
Embora seja, ele, o ideal,
Que eu retenho, em ti, a cada instante.



 

SOL da Esteva

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sábado, 21 de Junho de 2014

Noite de Junho







Noite, esta,
Cheia de Promessas,
Na ânsia louca de ver-te,
Ao pensar em ti...

Noite de calor,
De Amor,
No Verão, de Junho,
Húmido e quente,
Em que mais a Alma sente
A saudade
Do aconchego dos teus braços.

Os desejos
Dos teus beijos
(há quanto tempo!?...)
Nesta noite de promessas
Vejo
A tua imagem
A sorrir de Amor,
Do porvir...

Sei que sofres
A tua nostalgia,
Saudades de outro dia
Que já foi real.

Noite de encanto,
Mas, no entanto,
Sinto o teu sofrimento,
Ou é apenas o relento
Do sonhar em noite quente,
De estrelas brilhantes
Como tu?

Estrela da noite maravilhosa,
Amante perfeita,
Pura, de cristal,
Transparente, irreal...
Antes a tortura da saudade,
Dum momento,
No desejo dum beijo,
Da tua imagem,
Um abraço
Que a loucura dos Homens
Tornou afastamento
E realidade.

Quero que seja noite,
No pensamento ausente,
Permanente,
Mesmo na lonjura
Das núpcias
Da noite de veludo,
Maravilhosa,
Num amar eterno...

Um dia...
Para sempre
E a cada instante,
A presença ondulante
Do pensamento
Que anseia por ti.


 

SOL da Esteva



 

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sábado, 14 de Junho de 2014

Amar, é ter direito







Serena o peito teu! O amargo arfar
Que abala as fundações do pensamento,
É bem uma certeza, a transbordar,
Fremente, na revolta e desalento.

Sossega repousada! Que o limar
Arestas, num polido acabamento,
É obra do destino: amaciar
O duro senso do entendimento.

Confia plenamente no teu peito
E não te sentirás agrilhoada
A uma condição asfixiante.

Tu, Ama! Que o amar, é ter direito;
E a alma, por demais humanizada,
Não pode separar por um instante.



SOL da Esteva

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sábado, 7 de Junho de 2014

Lembranças


 



O sol desponta. Um raio aquece a flor
Que desabrocha na campina aberta.
A brisa leve, me sussurra Amor
E o perfume, doce, me desperta.

E o meu peito, avassalador,
Respira haustos da terra deserta,
Frementes desejos, sem despudor
Do nu das rochas que a traz coberta.

E olhando até aonde a vista alcança,
Mais nada, que o selvagem duma vida
Que despertou, sonhando a esperança

De apertar ao peito, estremecida,
A sombra extasiante da lembrança
Que nunca foi tão grande ou tão querida.



SOL da Esteva

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