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sábado, 4 de julho de 2015

Só quero Amar!...






                      

Desafio o Mundo
(Toda a humanidade)
A que descubra
O Amar,
O Amar profundo.

Dou-lhes o tempo,
A Eternidade,
O Jeito,
Para que venham desvendar
O enigma
Místico e profundo
Que o mortal comum
Sente no peito...

E um dia,
Após o desabrochar da idade,
A um tempo, que não sei calcular,
A felicidade vem inundar
E persiste como sonho e fantasia,
Que extasia...

Depois,
Após a sua conquista,
Novos rumos a tomar
Na busca de mais beleza,
Outra vista,
Que não se pode encontrar.

Renasce forte tristeza,
E nos resta solidão
A encher o coração.

Desafio o mundo!
Desafio a Humanidade!
Eu, só quero Amar,
Amar a eternidade!...



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sábado, 27 de junho de 2015

Pena







Uma palavra, apenas, distancia e separa
As certezas dum Amor.

Uma palavra apenas,
Uma palavra só:
A que não brotou da fonte da tua boca...
A que calou, no silêncio maior,
Criou dor
E te afastou no espaço
Que ocupavas junto a mim...


Afinal, essa lonjura,
Nunca, tamanha, a senti
Por tão vazio ficar,
Esperando, sem cessar,
A gota, que mitigasse 

A sede que tenho, de ti.


...Apenas uma palavra.
Uma palavra, apenas,
Sem penas...


A palavra não chegou
Aos lábios rubros, de sangue,
Do sangue que é também, meu,
Na mancha do meu Amor...


Agora,
Não tenho Alma,
Porque a Palavra
Não veio cimentar a confiança
E a certeza de aliança;
Tornou-se marca da dor
Que nos ficou, de permeio.


...Uma palavra só!...
Tem, de mim, alguma pena.
Haja dó!



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sábado, 20 de junho de 2015

Coberto de Céu





                       

Tenho o meu peito, feito pranto de água,
No voto solene, perene, que chora...
Vivo tristemente, ausente, nesta mágoa
Que ficou no peito (aceito) e ali mora.

Ah, mas não sorrio! O frio que me tem
Gelado no fundo, mundo de ninguém,
Se apossa da Alma (calma pouca sorte!...)
E me faz tremer, doer, a minha morte.

Olho a solidão, o pão que me alimenta.
Revolta sofrer, tremer por ficar só.
E por outro lado, alado, irei partir,
Buscar o dedal ideal do bem sentir,
Volátil no ar, pulsar no fumo e pó,
Fogo-fátuo intenso, penso, me cimenta.

E como vela, desvela-me o olhar
Para além do anel, no fel da escuridão,
Onde os diamantes, amantes, vão ficar
Vigiando seguros, puros, sem cessar,
No bater triste que existe sob o chão.

...Rolo-me de medos, segredos de mar,
Coberto de Céu, por véu, a amortalhar...



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sábado, 13 de junho de 2015

Um novo coração...








O tempo que nos tem, é tão dorido
Que nos fez esquecer o mel da vida;
A nossa juventude é esquecida
E não espreita, mais, nem ao postigo.

Não foi inútil. O tempo  rolado,
Como rolam os seixos nas marés,
Amaciou areias, sob os pés,
Lavou a Alma do peso pesado.

Partiu a força, o ânimo e o vigor;
Ficou saber, ciência e poesia.
Também cresceu, em muitos, o Amor

Aos que partiram e aos que cá estão,
Por bom suporte, a melhor companhia,
O mútuo amparo, um novo coração...



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sábado, 6 de junho de 2015

(Um) Dia de Portugal








Minha Pátria, Mãe da minha Mãe,
É a Mãe que tenho de raiz.
Quando a usam, usam-me também.
Bem ou mal, a honro: é o meu País.

É ele meu Pai a quem servi,
A quem dei a Alma e Juventude.
…E traidores disseram que morri;
Raiva e ódio: são sua virtude.

Pátria, de seu nome Portugal,
Já não tem, na mísera ambição,
Nome, identidade, de Nação.

Mas, num Dia, hoje, tal e qual,
A Nação, seus Povos faz subidos,
E, amanhã, torna-os esquecidos.



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