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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Livre da vida




A solidão, que me mata
Quando estou entre a gente,
É tão grande e insensata
Como o riso dum demente.

Se fico na multidão,
Tão solitário, a pensar,
Eu não sei se o coração
Vai, todo o tempo, aguentar.

Mas sei de um dia feliz
Que ainda vai chegar...
Que a solidão que eu não quis,
Acabe por desejar.

Assim, de morte serena,
Eu me ficarei em paz.
Não terei, do mundo, a pena,
Nem a pena satisfaz.

Gostaria, num adeus,
Beijar-te por despedida,
Adorar-te pelos Céus,
Livre da vida, Querida.



SOL da Esteva

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sábado, 30 de janeiro de 2016

Um grande Amor



 

Num sonho de fantasia
Mais real que a verdade,
Restou-me tanta alegria
Que me quedei em saudade.

Quem me dera ver o dia,
Da grande felicidade
No viver, como seria
A plena realidade.

Se dentro de ti coubesse
O que em mim não fenece
Em intenso e grande ardor,

Saberias, com certeza,
Quão imensa é a nobreza
De possuir um grande Amor.


SOL da Esteva

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sábado, 23 de janeiro de 2016

Amor que só existe em sonhos





Que sofrer, o teu,
De mágoa dolorosa
Que te arrebata a pose social!
Ah! Quem me dera poder
Trocar esse sofrer
Por, apenas, um sorriso sem igual!...

Mas ninguém tem dó
Do pouco que se sabe
Ser a felicidade;
Do muito que se tem
Esconso na mente
Que nunca teve idade;
Do amanhã florido
Com cheiro a Primavera
E néctar de saudade;
Daquilo que sentimos,
No querer da imensa espera
Só feita ânsia...

Quanta distância!...

E um dia,
Um dia na lembrança,
De carnes enrugadas,
Sentimos as passadas
Das eras que vivemos,
Naquilo que sofremos
E foi a nossa herança.

Mais fortes
No espírito volátil de ser Alma,
Já somos plenitude
Que ultrapassou as mortes;
Já crescemos da nossa imperfeição...

Então
Amamo-nos no frenesim sagrado,
Fundidos
No Amor que só existe em sonhos,
Deixando germinar,
Entre nós dois,
O fruto perpétuo e imenso
Que será Bíblia, mito ou Deus,
Daqueles que amanhã irão nascer.
Será sinal, nosso ou dos Céus,
E com Amor igual haverão de viver.


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sábado, 16 de janeiro de 2016

O tempo, é esquecimento




 

Acredite quem quiser:
Ninguém vai ser obrigado
A cumprir o que disser.
...É igualzinho ao passado!...

Mas o direito é igual,
Medido pela ambição.
Um dia, o meu Portugal,
Deixará de ser Nação.

Lamento, no meu tormento,
Não poder acreditar,
Que o tempo é esquecimento.

...É que isto vai durar,
Até se ouvir o lamento

Num Povo que vai chorar!


SOL da Esteva

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sábado, 9 de janeiro de 2016

A Dúvida



 


Macia pele, doce amor...
Querer constante na força do destino,
Destino avesso,
Igual a todo o mundo,
Do mundo que conheço,
Onde mergulhei no mais profundo...

Doce Amor, impossível...
Se não fora o meu fervor
E a força da Fé que reparti
Com o teu Ser adorado...

Doce orgia.
Só me lembra a alegria
Num peito despedaçado
Por outra recordação...
Foi assim que aconteceu
Quando o meu corpo nasceu
Já, de ti, apaixonado.

Magia,
Que entretece a Alma
Como cipó escaldante,
Ou fogo, que num instante,
Consome a vida da vida.

Apenas um olhar teu,
Não sei se vindo do Céu,
E revivo novamente,
Na pele macia e doce
Do Amor que é Amor.

Dentro de ti, toda a gente
Sofre o mistério
E sente, num belo sonho,
O desespero de amar,
Sem o querer desvendar...

Sabes,
Eu também sofri a dúvida
Sem saber se estava errado
No caminho já trilhado
E contigo repartido.
Não foi fácil á razão
Submeter-se ao coração
Que, em ti, foi depositado.

Macia pele de beijo,
Submissa numa carícia
Que reflexamente achega.
Pulsa, no peito, a um tempo,
Um coração que sustento;
É um só para dois corpos
Numa vida cheia e leda.

Macia pele nos cobre
Escondendo sofrimento
Que se cerrou dentro dela,
Na formosura aparente...

Ai, Amor.
A dúvida é que nos mata,
Rasgando a Alma da gente!...


SOL da Esteva

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