Zé-ninguém
Não há forma de saber
O que é que o homem é
Quando a sede do Poder
É formada na ralé.
A inveja que se tem
Dos que já foram capazes,
Faz de qualquer zé-ninguém
Um chefe, em tempos fugazes.
Se resultou, foi herói.
Se não, foi por puro azar,
Logo, não reconhecido.
Cada golpe, ainda dói
E muito vai perdurar,
Mas não será esquecido.
SOL da Esteva
Etiquetas: Poesia da Vida, Poesia de intervenção, Sonetos, Zé ninguém