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sábado, 21 de abril de 2018

Preceitos




Quis segurar a Vida com a mão
E ela me fugiu por entre os dedos;
Caiu, como areia, para o chão,
Rolando para as fendas dos rochedos.

Ficou desiludido o coração
E aterrado, até, por tantos medos,
Porque há momentos de muita paixão
Perdidos neste mundo de segredos.

Me sinto bem pequeno, de Alma erguida,
Irreverente (até) nos meus conceitos,
Tremendo, de pavor, a cada hora.

Já tive força ingente e tive Vida,
Mas tudo já perdi nos meus preceitos
Porque a minha Alma já não ri nem chora.



 

SOL da Esteva

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sábado, 14 de abril de 2018

Contigo eu consigo




Se te achasse,
Jamais te deixaria!...

Verias germinar plantas,
Nascer animais,
Desabrochar flores,
Nascer o sol...

Escutarias os hinos imortais
Da doce cotovia
E no teu peito
Sentirias pulsar um coração de gente.

Vejo as estrelas dos teus olhos,
Exulto de alegria,
Escuto canções de Amor
A embalar-me todo o dia.

Porque tardas em chegar?
Comprei o destino
Mas não o que dele receberei.

Os meus olhos
Vão-se habituando ao escurecer dos dias,
Resistindo na luta 

Contra a adversidade que faz doer
Mas a força faz crescer.

Fica comigo!

Se amares
E simplesmente te entregares,
O demais se adivinha.


Contigo, eu consigo.


SOL da Esteva

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sábado, 7 de abril de 2018

Parabéns, pelo porvir




Hoje é dia de Natal
De quem, na data, nasceu.
Eu não serei esse tal,
Mas sei que aconteceu.

São muitos anos contados
Da vida de tanto alento
Que, em tempos já passados,
Por bem, nasceu-te um rebento.

Assim, bem podes sentir
Que tens mais um ombro amigo,
Que te apoia na vida.

Parabéns, pelo porvir.
Também eu estou contigo.
Sois, ambas, a minha Vida!



SOL da Esteva

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sábado, 31 de março de 2018

Sem milagres


                                       


Sei que a Alma vive no seu meio.
Ditos doces, ao longo do tempo,
Com espinhos bravos de permeio,
Matam a Fé, fica o desalento.

Mas, sorrindo, eu me sinto cheio
De energia e doce sentimento.
Talvez seja apenas um anseio,
Mas sofro sozinho tal momento.

Creio-me! Serei mais imperfeito
Em não ter coragem de ser eu,
Olhando o espectro sem temer?

Quero ser mais forte no meu peito,
Sem milagres descendo do Céu,
Podendo, sossegado, então morrer.



SOL da Esteva

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sábado, 24 de março de 2018

Morrer sem me perder




Depois de tudo esquecer,
Sem saber

Achei-me aqui, junto ao mar,
A sonhar...

Desejava vida de mar!
Ondular,
Espumar de raiva ou prazer,
Num vai vem constante,
Ou por um instante
Amainar.

Quem me dera ser mar,
Sentir barcos
E corpos de sereias roçar,
Afagando sonhos e carinhos
De crianças a chapinar...

Depois, sim,
Poder morrer sem me perder, secar... 



 

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