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sábado, 18 de novembro de 2017

O Dom de ser lenho




Sou árvore sem fruto!
Tive flores, na juventude,
Por única virtude.
Agora, as folhas
Amarelecidas ou secas,
Caem sem cessar,
Acenando despedidas.

Fui planta brava
Em terra boa.

Não fui benquisto
Porque me faltava enxertia;
Não flori na Primavera
E não dei frutos no Verão.
Esperava, um dia,
Poder olhar para trás,
Sabendo que existo
Sem ter sido quimera.

Neste Inverno,
Sinto ramos gelados, de cristal,

Por meu pão.
Faltou-me a plenitude
De planta boa e criadora.

...Por única virtude,
Resta-me o Dom de ser lenho
E aquecer, a toda a hora,
O mais Bem-amado
coração.



SOL da Esteva

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sábado, 11 de novembro de 2017

Paz com equidade (Armistício)





Armistício, acto grande após a dor,
Harmonizou Paz, tranquilizou a Terra.
Mas tanta gente, desconhecendo o Amor,
Repete iguais acções, mesmo pela guerra.

Todo o Mundo está esquecido dos tormentos
Que os Povos já sofreram no passado.
Pausar para reflectir por uns momentos
É Dever Sagrado dos homens de Estado.

Ignorar a História é um fraco argumento.
Pobre ignóbil, é aquele que engrandece
O seu (des)aprumo e a sua vaidade.

Rico, é manter recto o seu pensamento,
Pelo bem comum do Povo que o merece,
Promovendo Amor e Paz com equidade.




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sábado, 4 de novembro de 2017

Sem novo despertar




O sol repousa
No horizonte frio
Da linha do mar.

Gelado,
Meditando,
Eu me sinto vazio,
Só,
Desesperado...
Chorando...

Condenado,
No acto de nascer,
A sofrer o meu destino
Sem me lamentar
Do Mundo mau e hostil,
Sou culpado e presunçoso,
De não ser mais corajoso
E me libertar.
Sou servil...

Ainda há pouco
Tentei o desafio de me encontrar!

Sabe do meu desejo
De morrer a sonhar,
Sem esperança de nova aurora,
Sem novo despertar...


SOL da Esteva

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sábado, 28 de outubro de 2017

Morrer sem sonhar




 

Tanto se espera, da fantasia,
Além do tempo de um dia...
O destino louco,
É ironia
E não deixa apagar o sentimento.

Sempre se pensou
Que aos demais cabe a alegria
E a nós o sofrimento,
O dilacerar do coração,
A dor e falhas de compaixão.

Almas puras existem de verdade,
Mas o mal impera, fatalmente,
Com dura realidade.

No fundo,
Restos de vivências dos sentidos
E a recordação dos tempos idos,
Não foram tão vazios
Que fizessem esquecer o caminhar,
Ou morrer sem sonhar.


SOL da Esteva

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sábado, 21 de outubro de 2017

À morte nego a razão




Oiço,
Desde aqui,
As horas badaladas na torre da igreja.
Lembram-me outros sinos,
Outro tempo.
Não o tempo de mim,
Mas aquele que vibra e reclama
Os anos passados,
Os tempos de ninguém
Onde a morte foi raínha,
Minha...

Eu quero viver e morrer!
Viver pelo muito que amo.
Morrer,
Por ser desprezado,
Apagado dos vivos
Com o óbito da desgraça,
Sempre á margem,
A ver o que se passa
Adentro do coração.

Ouço os sinos
Por lamentos do enterro
Que sustento, em mim,
Na morte duma paixão.

É tudo tão vivo e presente,
Que eu à morte nego a razão.



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