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sábado, 8 de junho de 2024

A História irá contar

 

 

Herói, de um feito manifesto,
É justiça ser condecorado.
Mas traidor, há pouco assinalado,
Só por conivência que detesto.

E Camões, no seu lugar de Paz,
Revolveu-se pelo que acontece.
Ordem de Camões, quem a merece?
A sua menção não satisfaz

A quem desconhece o seu lugar.
Um dia, a História irá contar
Dos feitos tão mal justificados.

Soldados, serviram a Nação
Sobrando-lhes só a ilusão
De, em vida, serem justiçados.
 


SOL da Esteva 

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sábado, 1 de junho de 2024

Não perder o norte

 

 

Eu me sinto magoado
No meio que eu criei
E por não ter acabado
Tudo quanto comecei.

Era obra. Era sonho
Com a força do destino.
Não vejo nada risonho
E a Vida é-me espinho.

Talvez o tempo da morte
Se faça anunciar
E me deixe ter a sorte

Da gente me perdoar.
... É só não perder o norte
Enquanto por cá andar.


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sábado, 25 de maio de 2024

A escolhida

 

 

Eu tive, nos meus sonhos, a esperança
De poder ser um Pai a tempo inteiro.
Tal não fui, por só tu me seres herança,
Mas lutei para que fosses celeiro.

Espelhei, na tua Alma, valores
Que ajudaram a guiar-te a Vida.
Não contei a riqueza ou os amores,
Entendendo seres tu a escolhida.

Se criares um modelo mais perfeito,
Feliz ficarei porque o realizas.
Percebe que a Vida só tem cor

Quando a pintamos com o nosso jeito…
Afinal, Filha minha, que precisas?
Tu tens de tudo! Até do próprio Amor...

    

SOL da Esteva

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sábado, 18 de maio de 2024

Gente fútil

 

 

 

Vejo e sofro, (mas só para mim),
Porque tudo o que custa é nobreza
Que tem o seu destino e o seu fim
E que registo com muita tristeza.

Sempre que um homem quer fazer figura,
É capaz de tudo, mesmo enganar.
A sua causa, pode ser segura,
Mas é difícil nela acreditar.

Foi dito que o Poeta é fingidor,
Dizendo aquilo que lhe vai na Alma.
Seja verdade, ou não, a sua dor

Vai provocando um desgaste inútil,
Se acreditar. Nada do que acalma
Nos chega por vias de gente fútil.

 
 

SOL da Esteva

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sábado, 11 de maio de 2024

Mais Olhos que barriga

 

 

Há muito tempo tive que ir à Guerra
E lá sofri e fiz sofrer a gente.
Fui, por Dever, guardar a minha Terra
A que dedico o meu Amor ingente.

Inimigos, aviltaram a honra
Aos que a tinham desde o nascimento.
As suas ambições foram desonra
Gerada a partir desse momento.

Tornaram-se sedentos do poder
Que acharam esta terra o seu jardim...
Há ilusões que tendem a esquecer.

O Portugal (que é Nação antiga)
Tornou o Mundo um lugar sem fim...
E eles, com mais olhos que barriga.


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sábado, 4 de maio de 2024

A tua presença

 

Minha Mãe! Quanta saudade
Eu tenho do colo teu...
Mimo, que era bondade
Que a tua Alma deu...

Partiste e me deixaste
Na aura que me conduz,
Pois é do imenso Céu
Que me chega a tua luz.

Mãezinha! Sabe que é bom
Sentir a tua presença
Neste percurso de Vida.

Aqui, no meu coração
Te guardo. Na minha crença,
Nunca serás esquecida.


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sábado, 27 de abril de 2024

Serenata


 

Um poema de amor, quando cantado,
É numa serenata que se diz.
Quem ama o confessa, ao seu amado,
A sua condição de aprendiz.

E tudo quanto canta é um lamento
Que improvisa no seu coração.
Espera alvorotar, nesse momento,
Os sinos que acordam a paixão.

Ah, como se deseja o sinal
Que espelhe o sentimento a despertar...
O Amor assim, nunca é igual.

Amadurece na luz do luar
Através do sorriso divinal
E assentimento. Um beijo o irá selar.

 
SOL da Esteva

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sábado, 20 de abril de 2024

Assim vejo a liberdade

 

 

Não precisa ser amigo
Para me sentir igual.
Tudo aquilo que eu digo
Tem seu eco. Tal e qual!

Assim vejo a liberdade
No respeito que se dá;
É o mesmo que amizade
E qualquer um saberá.

Quem impõe o seu saber
E tem certezas em tudo,
Decerto não ouve bem

O que outro irá dizer.
É melhor ser surdo/mudo,
Na liberdade também.
 

 

SOL da Esteva
 

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sábado, 13 de abril de 2024

Tempo da idade

 

Os anos passam ligeiros;
A Vida com eles segue.
Porque somos prisioneiros
Não temos quem nos sossegue

E nem gota de alegria                           
Como cada Ser espera,
Porque viva a primazia
Dos finais de Primavera.

Mas talvez haja um Verão
A aquentar o frio amargo
Que conforte o coração...

Quem sabe o tempo da idade?
Para uns é muito largo
E aos demais, é saudade.


SOL da Esteva

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sábado, 6 de abril de 2024

O tronco do Amor

 

 

Saber sorrir dum Aniversário
É partilhar o tempo feliz.
Somar as contas (como num Rosário)
Uma a uma, como a gente diz...

Sempre que vem uma, desavinda,
Destacada das demais, por dor,
É sinal do tempo, que ainda
Se manifesta no seu vigor.

Soma e conta o tempo de viver
Sem olvidar o que já passou.
Resta ânimo e felicidade

Que ninguém te tira por querer
Porque o tronco do Amor ficou
Erguido com a posteridade.



SOL da Esteva 

 

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sábado, 30 de março de 2024

Páscoa

 

 

Passagem do tempo de mistério,
Na celebração que se mantém,  
Na vivência do encanto etéreo,
Com a Fé dos homens ou ninguém...

É Páscoa! É mais que alegria,
Na Memória e na tradição
Ao darmos a nossa primazia
Festejando a Ressurreição.

Que mais haverá em tanta Fé?
Amor e Paz, que sòmente sente
A Santa Páscoa tal como é,

Quem quer a passagem bem suave;
Olhos nos olhos e frente a frente,
Como o pairar de uma ave.

   
SOL da Esteva

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sábado, 23 de março de 2024

A minha cruz

 

 

Quem me dera saber como aprendi
A ser tal como sou perante a vida.
Talvez soubesse como apareci,
Mas não recordo a parte esquecida.

A minha ligação com o passado
É real. Vivo-a a cada momento
E me acompanha em cada passo dado.
Talvez me seja leve o pensamento...

O Espírito, a nós, é insondável
E só há ligação quando Deus quer.
Enquanto do Alto vier a Luz

Que torne o meu caminho agradável,
Saberei que esteja onde estiver,
Dores ou gozo serão sempre a minha cruz.

 

SOL da Esteva


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sábado, 16 de março de 2024

Zé-ninguém

 

 

Não há forma de saber
O que é que o homem é
Quando a sede do Poder
É formada na ralé.

A inveja que se tem
Dos que já foram capazes,
Faz de qualquer zé-ninguém
Um chefe, em tempos fugazes.

Se resultou, foi herói.
Se não, foi por puro azar,
Logo, não reconhecido.

Cada golpe, ainda dói
E muito vai perdurar,
Mas não será esquecido.
 
 
SOL da Esteva


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sábado, 9 de março de 2024

Além do Dever


 

Vota! Vota sem saberes como é a gente
Que governará a Pátria muito sua;
Nós sabemos ser a nossa. Há quem a sente
Muito duramente, dormindo na rua.

Muitos Veteranos foram e serão
Um forte alicerce deste edifício.
Por quase mil anos nesta condição
E tão pouco nos valeu o sacrifício.

Por ti, decide com saber e tino,
Exigindo a honestidade que é devida
E condena quando arrogam que é destino.

Um Governante (como o chefe dum Lar),
Será responsável por cada medida
Além do Dever, saber e educar.


SOL da Esteva

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sábado, 2 de março de 2024

Egoísmos

 

Vou embalar os sonhos de Amor
E torná-los Obra duma Vida,
Porque são bondade do Senhor
Que não tomarei por esquecida.

Queixas e lamentos, são comuns
Quando os sentimentos não são vivos...
O Amar, (privilégio de alguns)
É fogo que afasta os mais esquivos.
 
Não se aprendeu nada! Nem bocados
Dos ensinamentos naturais.
A formação de mal-educados

Com raíz na nova geração,
Teve a complacência dos seus pais.
Egoísmos? Jamais foi solução.

 
SOL da Esteva

 

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sábado, 24 de fevereiro de 2024

Os vivos precisam de perfume

 



 

Quando morrer, me enterrem no jardim.
Nada de cinzas! Deixem-me ficar
Com a natureza que há em mim
E me esqueçam, sem me recordar...

A Vida nunca foi tão igual
Como a Alma eterna ou como o tempo.
Plantem, no lugar, um roseiral
E deixem-no livre ao passatempo...

Os vivos precisam de perfume
Para adocicar a sua Fé.    
Quem parte, precisa desse lume

Para alumiar tantos espinhos
Que a bela rosa, no seu pé,
Tem para avisar dos desalinhos...


SOL da Esteva

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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Alterar o humor

 

Sinto um nó na garganta
Que não me deixa falar
Mas o que mais me espanta
É não conseguir chorar.

Talvez não seja só dor
Que perturba o pensamento;
Na existência de um Amor
Se gera tal sentimento.

E o que posso fazer
Para apagar da alma
O que assim me faz sofrer?

...Um sinal, como um rumor,
Com jeito de paz e calma
Pode alterar o humor.


SOL da Esteva 
 


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sábado, 10 de fevereiro de 2024

É a Vida quem mede

 

 

Jamais irei esquecer
Todo o tempo que nos une
No desejo de viver
Com o coração em lume.

Se a brasa esmorecer
Com qualquer corrente de ar,
Soprá-la-ei p'ra fazer
Com que se volte a avivar.

Tanto tempo e tão pouco,
Quando é a Vida quem mede.
Ela quer tornar-me louco

Porque não a sei contar.
...Não serei quem se despede.
Fique o meu dito no ar.


SOL da Esteva

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sábado, 3 de fevereiro de 2024

Vida acabada

 

 

Tivemos tempo precioso
Nestes anos que nos unem.
Sobrou-nos o mel e gozo
Mas agora só nos punem.

O Amor (que é só um)
Tem caminhos diferentes.
Igual não há mais nenhum
Porque é percurso de crentes.

Se a Fé desfalecer
Nas horas de muita dor,
O que vai acontecer

É desespero e mais nada.
...E se não sobrasse Amor
Seria Vida acabada.

 
SOL da Esteva

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sábado, 27 de janeiro de 2024

Reter Memórias

 

 

 

Os anos vão-se passando
E fogem por entre os dedos
Deixando, de vez em quando,
Restos de vida e de medos.

A raíz que nos segura
É bem forte e resistente
E, nas folhas, a nervura
Indica a idade da gente.

Segurá-la com carinho,
A reforça e a sustem
Como lembrança de Vida.

Reter Memórias do ninho
Que acolheu e atém
É pois a nossa guarida.



SOL da Esteva

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sábado, 20 de janeiro de 2024

Manter a mansidão


 

Doçura nas palavras, é bondade
Que aquece até corações de gelo.
Mesmo que o Amor não seja verdade,
A Alma as aceita com desvelo.

Não minto, dizer que o Amor é vão
Se o que se quer não tiver dois sentidos.
Mas enquanto crescer a ilusão,
Se houver mais que muros construídos,

Até poderá nascer um edifício
Que dê abrigo a novas gerações.
Amor e amar, não é um artifício!

Manter a mansidão a vida toda,
Dá alegria e vida aos corações
E a longevidade gera a boda.


SOL da Esteva

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sábado, 13 de janeiro de 2024

Fim que se adivinha

 

 

Amargo, o sofrimento que me rói
Impresso no silêncio que me tem.
Negar, a quem me olha, mais me dói
Sabendo que o partilho com alguém.
 
A dor é como espinho que floresce,
É como dar á Luz em solidão,
É agonia dura que acresce
Ao não se encontrar paz na ilusão.

É que o alívio carece de espaço,
Condescendência e entendimento;
O bálsamo será como um abraço.

Sofrer, com esta prova (muito minha)
Que não me larga nem por um momento,
É adiar um fim que se adivinha.



SOL da Esteva 

 

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sábado, 6 de janeiro de 2024

O que mais se enseja

 

Dia de Reis... e Senhores
Com mirra, incenso e ouro.
Assumam serem tesouro
De guarda aos seus lavores.

Alguém terá de chorar
Os tempos longos e duros,
(Cada vez mais inseguros)
No pouco que vá sobrar.

A esperança e a ordem
São algo que se deseja.
Senhores, que são reis de nada,

Enunciem e concordem
Que o que mais se enseja
É  a terra governada.



SOL da Esteva

 

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sábado, 30 de dezembro de 2023

Fica a Esperança

 

 

Expectável Ano Novo,
Quase de portas abertas.
Eu desejo ao meu Povo
A melhor das Descobertas:

Harmonia e Bem-estar,
Trabalho, boa saúde
E ainda um bom lugar
Que lhes dê a plenitude.

O que finda, nos brindou
De homens de fraco tino;
Poucos foram valorosos.

Fica a Esperança que sobrou
Para seguir o Destino
Dos Anos que são gulosos!...
 
 

SOL da Esteva

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sábado, 23 de dezembro de 2023

A estrela vem


 

 

Amanhã será Natal.
Porque não em outro dia?
O tempo é desigual
Mas tem a mesma alegria.

Irmanados num sentir
De Natal, a cada hora,
Poderemos aduzir:
A Luz que o comemora

É Nascimento Divino.
Ah, Natal! A estrela vem
Anunciar o destino

Guiando, como convém,
O Homem, bom peregrino,
No Caminho de Belém.
 

SOL da Esteva

 

 


 


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sábado, 16 de dezembro de 2023

A velha juventude

 

Entre ter razão e ser feliz,
Irei escolher ficar calado,
Porque a harmonia é meu fado
E o seu refrão nunca condiz.

...Certamente havia que dizer!...
A razão pedia tal medida
Para ser feliz sem despedida.
...É bruxuleante o meu arder.

E (para calar essa virtude)
Me apago nos silêncios da Alma
E abrigo em sonhos sem sonhar.

Entrevejo a velha juventude
De harmonia, de paz e calma
Com saudade, ao vê-la acabar.


SOL da Esteva

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sábado, 9 de dezembro de 2023

Lembrar caminhos

 

 

Irei sossegar as minhas dores,
Deixando aberto o coração
Com a plantação dos meus amores
Que vão germinar uma paixão.
 
Sempre que florir, terei perfume
Que alentará a vida nova;
Esta minha dor não tendo lume
Diluir-se-á com esta prova.

Bálsamo da paz chegará cedo
Amenizando o que seja medo.
A dor é a queixa natural

A lembrar caminhos que trilhei
Numa juventude que passei.
…Nada do que fui será igual!...



SOL da Esteva

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sábado, 2 de dezembro de 2023

Silêncio

 

 

Silêncio é ouro, se posto a render.
Que sofrimento se evitaria,  
Quando o elementar é entender
As gentes que falam por gritaria?

Grato silêncio, a sabedoria
Dos dominadores de ruídos surdos
Que se moldam na sua alegoria,
Aos sons mais imperfeitos ou absurdos.

Eu sinto que o silêncio me alivia,
Se olhar formas nas núvens do Céu;
É um novo Mundo que se recria

Na Paz que o silêncio tem a dar.
É consabido que o silêncio é véu
Que envolve a Alma  e o seu pairar.



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