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sábado, 16 de março de 2019

Um dia será contigo




O que vier, há-de vir
Pela vontade Suprema.
Se eu tropeçar e cair
Não é, por certo, sistema.

Pode fazer sorridente
Algum passante da vida
Que nos seja indiferente
Numa página esquecida.

Ri-se! Assim é a gente
Que em si mesma não sente
A dor que a outro avassala.

Um dia, será contigo.
Precisarás dum amigo
E não o encontras na escala.



SOL da Esteva

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sábado, 9 de março de 2019

Nunca deixes de amar




Desafio a Humanidade,
A descobrir como amar.

Tem toda a eternidade
Para desvendar
O enigma místico, profundo,
Que o mortal sente no seu peito,
Por seu Mundo...

A um tempo
Que não sei calcular,
No desabrochar da idade,
O sonho há-de chegar.
A felicidade
Afagará a fantasia que extasia.

Se a tristeza e solidão
Vierem encher o coração
Por remédio de gente que vivia
O sonho e a esperança...

Outros rumos irão nascer
Na busca  de mais e mais
Do que se não pôde encontrar
Na lembrança.

Se a tristeza ou a solidão voltar
Nunca deixes de amar.



SOL da Esteva

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sábado, 2 de março de 2019

Uma palavra só ?





Uma palavra separa
A certeza no Amor.

Apenas uma palavra,
Uma palavrinha só,
Que ainda não brotou
Da fonte da tua boca
E muito mais apertou
O espaço que habitas
Aqui tão dentro de mim.

Afinal,
Essa lonjura
Nunca foi tão grande,
Tão insegura…

Eu, vazio irei ficar
Esperando sem cessar
A gota que mitigasse
A sede que não tem fim.

Talvez uma palavra bastasse...

Ela ainda não chegou
Aos lábios rubros que tens,
Vermelhos como o meu sangue,
Na mancha do meu Amor.

Agora,
Não há Alma que viva
Da palavra que não veio
Cimentar a confiança
Á nossa antiga aliança.

Recostar-me no teu seio...
Um sentimento de dor
Se alojou de permeio.

Uma palavra de agora
Para uma Alma que chora.

Uma palavra só?

Tem dó!
 


SOL da Esteva

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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Ninguém me buscará




Tenho o meu peito feito lago de água.
Voto solene e gene de quem chora.
Vivo tristemente, ausente pela mágoa
Presa ao preceito e sujeito que lá mora.

Ah! Mas não sorrio! O frio que me tem
Se apossou da Alma. Desalma a sorte
Gelada. No fundo, é mundo de ninguém
E me faz tremer por ver a minha morte.

Olho a solidão, o pão que alimenta
O meu sofrer. Vou temer por ficar só.
Vejo o fogo imenso e penso que cimenta
O volátil ar, pulsar de fumo e pó.
                                                                               
Mas por outro lado, alado irei partir
Por lugares de além. Ninguém me buscará
Neste ideal irreal no despedir,
Sem modo de saber ver como será.

Se uma vela, desvela o meu olhar
Para além do anel de fel e escuridão
Que diamantes amantes vão guardar
Corpos caídos, jazidos pelo chão.

No bater triste, que existe neste mar,
Só o segredo do medo pode haver.
Sob este Céu, como véu a amortalhar,
Tudo o que ficar ou restar, é morrer.


SOL da Esteva

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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Porque não sabia?




Porque crescem as plantas?
Porque correm os rios?
Porquê o marulho do Mar?

Não ouço respostas;
Apenas desafios
Do dormir e acordar.

Saberão as flores
Que o néctar é doce
E até dará seu fruto?

E o que é a Primavera
Senão uma quimera
Que eu desfruto?

A luz do Sol e o Luar
Me fazem recordar
Que, desde pequeno,

Vivo para sofrer e amar?

Uma estrela brilha,
Num pulsar cadente,
Sorriso quente
Desta noite fria.
Pode ser ilusão
Dentro da escuridão
Que me desafia?
Há milhões de segredos
Onde esta estrela existia.

Eu sou outro animal
Sem carinhos de gente,
Sem ter a luz pulsadora...
É desigual
Porque desconhecia
A existência dos Mundos
Onde Amor é liberdade,
O pensar, fantasia
E o querer, realidade.

Porque não sabia?



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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Não te perdi

 



O teu sorriso
É o princípio e é o fim.

Ama-me como te amo
E não me queiras mudar
Em pessoa singular.
Olhos nos olhos,
Sabe que te adoro
Sem cessar.

Sorri-te como criança
Na singeleza infantil
De um rosto feito candura.

Inocência pueril?

Mantém a mesma doçura
Que vem num choro feliz.
Sustenta, viva, a lembrança
Que eu quero recordar,
Neste caminho sem fim.

Deixa-me guiar-te o coração
Para que percorras ruas
Que não têm direcção,
Momentos esquecidos
Ou o silêncio das noites
Penosas, redondas...
Sabe que te amo para que te afoites.

Sorri
Porque estou contigo aí.

Nunca mais me apaixono
Porque não deixei
De estar apaixonado.
Esse é o meu fado
Que dentro de mim terei.
Não te abandono.
Não te perdi, bem sei.


SOL da Esteva

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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Tempo





Sinto tanto tempo no meu tempo
Que o mesmo passa e não o vejo.
Desejei, do tempo, ter alento
Mas o tempo não me deu traquejo.

E se eu lograsse ter mais tempo,
Não seria tanto que chegasse
A suprir o tempo que alimento
Para ter mais vida e cá ficasse.

Sabemos que o tempo tem um fim,
Não é nosso nem é de ninguém.
Quero o meu tempo só para mim!

É Direito que me deu a Vida,
A mesma que ainda me mantém
E vigora até á despedida.



SOL da Esteva

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sábado, 26 de janeiro de 2019

Esperança




Quando sentes que o Mundo desabou
E reina o desespero e confusão,
Rebusca no caminho que passou
O atalho que te leva ao coração.

A luz da Esperança pode alumiar
O tal caminho feito de ilusão.
É fundamental ter o teu olhar
Atento á luz que vês na escuridão.

Te asseguro. Irá começar
Um novo ciclo, uma nova vida,
Pela vontade que tens de viver.

Apenas procurar e encontrar
Essa Esperança jamais esquecida
Porque é com ela que vais renascer.


SOL da Esteva

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sábado, 19 de janeiro de 2019

Mundo escuro




O tempo que passou não volta mais,
Mas a recordação sempre perdura.
Vivê-la como é já foi demais;
Mantê-la como dor não tráz a cura.

E o que eu sentia aos vinte e três,
Não é, de modo algum, o que é agora.
O tempo que passou, foi uma vez;
O tempo que vivemos não melhora.

Queria ter o tempo desmedido
Que fosse do passado e do futuro.
Queria que o tempo despendido

Tivesse fruto e fosse tão seguro
Que não me desse por arrependido
No rumo que tomei no mundo escuro.


 

SOL da Esteva

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sábado, 12 de janeiro de 2019

Forma de mulher

 



Segredos da Vida sem segredos
Correm pelas veias sem cessar.
É sangue que traz eternos medos,
Seiva do crescer e despertar.

Vida espinhosa e fraguedos
Que adornam a dor e o chorar...
Busco as lembranças nos brinquedos
Como exemplo simples do amar.

Rosas e sorrisos, sonhos fáceis
No chamar Amor incendiário,
Tê-lo no silêncio que nos quer.

Oh, Almas vibrantes, se falásseis
Das horas que tem o calendário,
Tomaríeis forma de mulher.



 

SOL da Esteva

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sábado, 5 de janeiro de 2019

O ouro dos ideais

 


Os Magos já vão partindo
Para o deserto da vida.
Deixaram Jesus sorrindo
Numa Vida renascida.

Quem nos dera que a Estrela
Houvesse pairado em nós.                       
A Vida seria bela
Aos filhos, pais ou avós.

No Presépio em que estamos
Bafejados de animais,
É nele que arranjamos

O ouro dos ideais,
A mirra como ficamos,
Incenso e fumos tais.


SOL da Esteva

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sábado, 29 de dezembro de 2018

Tempos Felizes




O Ano Novo aí vem
Tão cheiinho de Esperanças!...
Com ele, virão também
Lembranças e mais lembranças.

Desejaria que fosse
Como o livro é escrito.
Dele tomaria posse

E seguiria o que é dito.

Dúvidas e incertezas
Pairando por sobre a gente
Vão-se assumindo juízes...

Ganhemos mais fortalezas
Para um futuro abrangente:
Tenhamos tempos Felizes.


SOL da Esteva

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sábado, 22 de dezembro de 2018

No dia que vai chegar





O Natal está aí
E não sei o que dizer
Pensando no que já vi.

Será tempo de esquecer
Os jogos e as patranhas
Que revolvem as entranhas
Do mais saudável vivente?
Jamais irei perceber
Como na paz do Natal
Acontece tanto mal.
O que é feito da gente?

Mas o Menino nasceu
E a Alma o vai celebrar
Na Noite que se aproxima.

A Paz irá triunfar
Entre o ateu e o crente
No dia que vai chegar.


SOL da Esteva

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sábado, 15 de dezembro de 2018

Ser feliz




Tive tanto tempo, tanta vida,
Que fiquei suspenso no viver.
Quando quis falar, tinha esquecida
A forma eloquente de dizer.

Só Amor restou, minha Querida,
Sem sequer domar o meu querer.
Sinto a rebeldia desmedida
De ter  força tanta e não vencer.

Um dia terei o meu reinado.
Tu serás Rainha, Imperatriz,
Ter-me-ás aos teus pés arrojado,

Modelado a ti (como te quis),
Ser amor-perfeito, apaixonado
Para consumar o ser feliz.


SOL da Esteva

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sábado, 8 de dezembro de 2018

Minha Mãe te foi agradecida e Votos Boas Festas





Mãe de Jesus e nossa Mãe Senhora,
Recolhes no teu manto os pecadores
Como se fossem pétalas e flores
E perfumas o Mundo que há lá fora.

Quem dera que o gesto fosse visto
Por olhos de mortais com sentimento.
Eu creio receber o teu alento
Quando, derrotado, não desisto.

Hoje é o Dia da Celebração
Que o nosso Povo honra e comemora
Em ti, Imaculada Conceição

E minha Mãe te foi agradecida.
Por ela me guiaste cada hora
Em todas as passadas desta vida.



SOL da Esteva




Para ver ampliado, clicar na Foto
Votos Boas Festas


Eu queria desejar a Boas Festas
E que elas fossem um Bem permanente.
Sejam ricas, sejam pobres ou modestas
Fossem elas mais comuns a toda a gente.

Os costumes, que de longe nos trouxeram
Fraternidade no tempo de Natal,
Pararam  na certeza e esqueceram
Que a fantasia pode ser real.

Mas mesmo assim os meus Votos vou fazer
Para manter viva esta  Tradição:
Os milagres estarão a acontecer

E a Criança do nosso coração
Também virá novamente renascer
Na Paz, por ti, comigo ou qualquer irmão.


SOL da Esteva
8DEZ2018

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sábado, 1 de dezembro de 2018

É este o desafio





Dezembro,
Tanto quanto lembro
É mês de Natal,
Tempo de amizade,
De Amor e caridade...

As boas recordações
Que moram dentro do peito,
Fazem-me sorrir por dentro.

Alegrem-se os corações
Porque no mês de Natal
Não pode haver outro jeito.

Porém, a fria tristeza
É muitas vezes presente,
Quando falta alguém amado
Num lugar da nossa mesa.

Manter-se em comunhão
Escondendo estar ausente,
Lembrando tempos vividos
Que foram parte de nós,
Revivendo tanta história
E momentos bons de glória
E a tristeza definha.

Dezembro frio;
Coração quente.
É este o desafio
Que deixo a toda a gente.


SOL da Esteva

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sábado, 24 de novembro de 2018

O Amor como Bem seguro





Estendo as mãos no vácuo da existência.
Tento palpar um nada que se veja.
A noite negra traz-me a tua ausência
E a tristeza que já me sobeja.

Toda a minha Alma na sua impotência
De fogo-fátuo se evola e adeja
Antes desejando a plena demência                             
Por remédio e cura benfazeja.

Lentamente me vou desagregando
Sem coesão de Amor precioso e puro.
Meus restos se amontoam até quando?

Cristalizarei o senso imaturo?
O Mundo sabe que só perdoando
Se ganha o Amor como Bem seguro.



SOL da Esteva






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sábado, 17 de novembro de 2018

O novo Amor





Neva na minh‘Alma miserável,
Sem telha nem beira a abrigar
E a dor é mesmo intolerável
Por sentir o peito congelar.

Dura solidão, fria, implacável,
Deixa-me em pedaços, a penar
Um crime de Amor que é condenável
Quando há, no meio, outro amar.

Bem sei. Serei triste e solitário
Porque não nasci p'ra ser feliz.
A minh'Alma será meu Sacrário

E dentro se manterá calor
Que fará secar a cicatriz
Onde nascerá o novo Amor.


SOL da Esteva

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sábado, 10 de novembro de 2018

Plenitude e humildade





Tanta gente
Pensando ser o centro
Do que possa ser o mundo,
Que o que gira em seu redor
Pode ser considerado despudor
Do mais profundo.
...É que há gente
Que se presta a adular
Sem avaliar
Os malefícios da inverdade
E do desamor.

A igualdade
Descende do Amor
Na sua plenitude e humildade.
O egoísmo é o mal pior.


SOL da Esteva

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sábado, 3 de novembro de 2018

Entre dois beijos






Criei para mim a poesia
Gerada num beijo de ilusão.
Sinto assim a sua companhia
Matando a triste solidão.

Vivo mentalmente essa alegria
Que enche o meu pobre coração.
Nem vou suspeitar da fantasia
Porque é uma doce sensação.

Olho meus farrapos e destroços.
Sinto dó de mim posto aos bocados
Tentando mantê-los alinhados.

Há imenso amor dentro dos ossos,
Como as dores, as bênçãos, os desejos...
Guardo o que vivi entre dois beijos.


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sábado, 27 de outubro de 2018

Eternidade dos dias


                                      

Vem ao meu encontro.
Assoma-te no caminho.
Paira no espaço
E rasga o desalinho
Da névoa da manhã.

Vem aos meus braços
Que te rodearão.
Vem escutar o bater dum coração.

Busca
O calor que conforta,
A força que suporta
Tropeços que impedem a corrida.

Espero-te aqui, querida!
Estou na entrada da porta.

Sacia-te na nascente,
Bebe os beijos que brotam
E sorve da seiva que vem da alma.

Tudo o que possas dar,
Eu irei cobrar.

Quero abraçar
De mãos nuas e vazias,
Porque o que te quero legar
Apenas cabe num Mundo
E não vagueia nas ruas.

A felicidade
De tanto Amar,
É a eternidade dos dias.



SOL da Esteva

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sábado, 20 de outubro de 2018

Os beijos virarão saudade




Sinto ressurgir a Primavera
Porque corre o sangue no meu Ser;
Eu, que tanto tempo estive á espera
De desabrochar e florescer...

Não me iludi nessa quimera
Porque o Inverno irá nascer.
Mas se eu pudesse eu quisera
Um destino eterno e não morrer!

Foi um tempo doce e de ternura
Que recordarei por toda a vida
Por meu marco de felicidade.

Se as folhas caem, porventura,
É porque o Verão vai de partida
E os beijos virarão saudade.


SOL da Esteva

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sábado, 13 de outubro de 2018

Guardião



Receios e medo tenho
Adentro do peito meu
E nem sei se me contenho
Sentir um pouco do Céu.

Na ilusão que mantenho,
Uma certeza ficou:
Quando sonho, eu desenho
O que o coração marcou.

Mesmo assim, nada me acalma.
Mui fortemente estremeço
Vivendo a vida da Alma.

Se tivesse dimensão
E tempo que não mereço,
No Amor era guardião


SOL da Esteva

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sábado, 6 de outubro de 2018

O meu Padrão





O meu peito em frente avança  
Como se fosse um soldado.
Não tomará aliança
Vinda de qualquer lado.

Que a Paz nos seja forte
E gentes, com harmonia,
Não se lamentem da sorte:
Renovem sua alegria.

Até haver conquistado
O meu reduto de dor,
Jamais estive parado.

Quero o meu Padrão na Terra
A marcar o meu Amor
Para se abolir a guerra.


SOL da Esteva

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sábado, 29 de setembro de 2018

Gémea alegria





A vida é livro que se lê a cada dia.

Páginas não lidas
São o futuro de vidas
Ou complemento do que passou.
A gente sabe o que aconteceu
E vai seguindo as linhas do porvir.
Será assim o tempo que há-de vir
E nos teremos presos por alento.

Sem Esperança ou sem Fé,
Tudo é cinzento.

A leitura da página deste dia
É de Aniversário dobrado,
De gémea alegria,
Felicidade e comunhão
Feitos brocado.

Não há como ser geminado,
Na Alma, pela idade!

Eu estou contigo, estou convosco.
Sinto-me meio-irmão
E tenho muito gosto.


SOL da Esteva

31AGO2018

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sábado, 22 de setembro de 2018

Nosso alento





Diz-se, muitas vezes, que a Morte
É a nossa Vida que se dá.
Só um mero acaso ou até sorte
Deixa reviver-se o que não há.

O que nos rodeia e não se vê,
Seja sentimento ou só lembrança,
É fruto do Amor, como se crê,
Onde se guardou a Esperança.

E a Eternidade já presente
Manterá a força que se sente
E nos segurou todo o talento.

Desistir na dor que rói a Alma
Não nos trás a paz nem deixa calma
Para recobrar o nosso alento



SOL da Esteva

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sábado, 15 de setembro de 2018

O Amor jamais esteve ausente




Quando existe sentido no viver,
Encarnamos um Ser superior.
Nas forças, refazemos o querer
E renovamos tudo o que é Amor.

Só assim saberemos quanto faz
Esta firmeza que nos tem de pé;
Descobrimos que o Amor é Paz
E a Confiança, um acto de Fé.

Este Caminho que temos pela frente,
É nossa rota firme a cada hora
Se o seguirmos com perseverança.

Assim, o Amor jamais esteve ausente.
Apenas lhe sentimos a demora
Nalguma hesitação da Esperança.



SOL da Esteva

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sábado, 8 de setembro de 2018

O rumo desta vida




Sonhei haver sorrido uma vez só
E o peito cresceu nesse momento;
Mas, da palmadinha, tenho dó
Porque iniciou o meu tormento.

Comecei a vida assim dorida,
Aprendi que é bom estar calado
Tendo os meus carinhos e comida,
E um colinho bom e delicado.

Depois, despertei para o real.
Sinto a palmadinha (que persiste)
E o demais me é dado por medida.

Não me queixo do que esteja mal
Mas reajo a tudo o que resiste
A mudar o rumo desta vida.



SOL da Esteva

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sábado, 1 de setembro de 2018

Rosa é outra rosa





A ânsia de te ver
Na transparência luminosa dos teus olhos,
Sabendo-te amar...

Os escolhos do mar sem fundo
Escondem as medidas do mundo.

Olho mais além,
Vejo uma rosa e aspiro o seu perfume.
Acaricio a sua maciez...
Não a poderei abraçar
Sem, nos espinhos, me picar.

Sustenho tal intento.

O desejo,
Esse fica dentro,
Amontoado a um canto
Do pobre armazém.
As portas não têm gonzos
E esperam a mão de alguém
Que as abram ao encanto.

...Lá dentro,
Poderei rodeá-la,
Segurá-la nos meus braços,
Beijar seus lábios de pétalas aveludadas
Sem sentir mais nada,
Ou sentir tudo
O que seja dor de Amor.
Se te soubesses rosa
Nos hinos que canto e sonho,
Nos dias que vão passando...

Como sou bisonho!

Não quero morrer
Sem beijar
Teus lábios de mel,
Sorver néctares e aromas,
Ferir-me nos espinhos
Que a idade vai secando...

O Outono se aproxima
E com ele vem o frio
Sem que o tempo o vá parar.

Receio o teu desfolhar
Pelos finais da Estação,
Porque rosa é outra rosa
Que há no meu coração.



SOL da Esteva

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sábado, 25 de agosto de 2018

Um amar igual ao meu




Nunca havia tido um sonho
Tão próximo da realidade!

O beijo desejado,
O gesto querido
E a doce suavidade
Na vivência doutras Eras
Que não conheci a idade.

Suponho ter vivido
No tempo dos meus Avós,
Num mundo tão irreal
E tão distante deste agora...

Fiquei mudo, sem voz...

Quero viver
O sentir desta hora,
Respirar os aromas de Amor
Que pairam no ar
Antes que possam findar.

... Seguro-me no saber
Da existência de outro Ser
No meu espaço dos sonhos.

...Cheguei ao Céu
E encontrei
Um amar igual ao meu!


SOL da Esteva

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sábado, 18 de agosto de 2018

Igualdade e Amor

                                       

 

Andei na escola na vida
E ganhei conhecimentos.

Foi nessa escola real
Que eu vi como a justiça
Pode ser tão desigual
Em tantos, tantos momentos...


Formei-me por estes meios
E acreditem em mim,
Piamente, sem receios...
Será que sei decidir?
Quem pode dizer que sim?

A Vida é uma grande escola
Que me ensina o saber
Por cada passo que der.

Haja igualdade e Amor.

Eu não tenho autoridade
Para afirmar a verdade
E assim me tornar "doutor".



SOL da Esteva

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sábado, 11 de agosto de 2018

O Espírito e a razão




Haja lógica
Na ciência de amar.
Encontre-se na vida
O Amor e o seu par.

Arraste-se, de ventre no chão
E lágrimas de dor,
O ódio e o rancor.
Mas não exista, não,
Forma de sofrer
Que se compare
A inexistência do viver
Ou ausência de Amor.

Chilreie o passarinho
Desde o seu ninho;
Abra-se a flor mais perfumada;
Veja-se de mansinho,
Como os passos de menino,
A Alma desbravada.

Possam, enfim, ser quem são:
O Espírito e a razão.


SOL da Esteva


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sábado, 4 de agosto de 2018

Não estás ausente



Longe de mim
Não estás ausente,
Porque em meu peito
Se roça com doçura
A tua Alma quente.

As carícias,
Sublimadas nos sentidos
Por momentos vividos,
São recordação presente
Que jamais se perdem
Simplesmente.


SOL da Esteva



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sábado, 28 de julho de 2018

Deusa sagrada


 


Não podes morrer, recordação,
Nem pode haver dor
Que atormente a Alma.

A certeza do está ausente,
A crueza no sentir de agora,
Lágrimas perdidas
No tormento que cá mora
E revive...

Ó chama do passado
Onde me mantenho preso
E apaixonado!
Um dia, tive uma palavra de alento
E o Amor se confirmou na hora.

É impossível
Que existam frases
Dizendo que o Amor
É sofrer ou ter felicidade...

Apenas sei
Que não morres mais em mim
Por seres recordação bem-amada
Que te deste com fervor...
Assim, Amor,
Tornaste-te Deusa sagrada



SOL da Esteva

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sábado, 21 de julho de 2018

É infinito o sentimento

 

 

Vivências espalhadas
Aos ventos do destino,
(Pobre destino)
Deixam a Alma fria,
Gelada...

Dentes cerrados
Pelo mel de amargor,
Porque em cada dia
Outro se passou sem contar
Uma palavra de Amor...

Apenas o pensamento é livre,
Paira nos Céus do destino
Como ave que esvoaça
Sem saber onde poisar...
Como invejo esse espaço
Rasgado por asas abertas
Planando, a horas incertas,
Buscando um novo lugar.

Fico horas perdidas
Olhando o que não vejo
Sem ao menos ter ciúme
Do ar que te envolve
Ou te penetra no peito.

Poderei viver do nada
Se esse nada fores tu.
Me alimenta o passado.
Da fome sou saciado
Sonhando por novos rumos,
Outras gentes...

Na adolescência do Ser
Tive o destino vazio.
Fui apenas só.

Quero ver-te para te amar com o olhar:
Olhos nos olhos apenas.

É infinito o sentimento atirado ao vento!...


 

SOL da Esteva

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sábado, 14 de julho de 2018

O teu sorriso...




Pelo teu sorriso dou a vida;
Dou todo o meu Ser em sacrifício;
Dou-me inteiro, a ti, sem ter reservas...
Já não sou sozinho,
Sinto-te, Querida!

Escuto melodias
Evolando dos teus olhos transparentes
Nos espaços livres, sem correntes,
Aquecendo a Alma arrefecida.

Sinto o conforto morno
Dos teus lábios quentes,
Do rosto aveludado,
Dos cabelos postos em desalinho
Por dedos de carinho...

Revivo toda a vida
Antes do tempo passado
E relembro os mesmos olhos,
Os mesmos lugares da vida inteira,
Sem esquecer a ternura
Reflectida no sorrir.

Para viver,
Revejo Amor puro e vivo.

O coração canta
O meu poema
E os teus olhos, feitos diadema,
Piscam as notas desse hino.

O sorriso brilha
Como o bruxuleio duma vela
E ao redor de mim a tua estrela,
O teu sorriso...

Maravilha!



SOL da Esteva

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sábado, 7 de julho de 2018

Inspiração

 


Não á solidão!
Não á tristeza!
Não a ser-se só!
Não á ilusão dum caminho
Onde o andar não tem destino.

A contento dos meus olhos,
Busco aquilo que adoro
Nos deleites do pensamento,
Figura de monumento...

Nada há mais belo
E bem modelado
(Fosse escultor e não poeta!)
E não olharia apenas a perfeição,
Formosura,
Harmonia...

Com a mão,
Desenho linhas
Que te fizeram estátua.

Adivinhas
Que é da Alma o traço e a doçura?
Que dia!
És, do Amor, o sol que não se põe.
De mim, a inspiração
Para o tempo eterno
Riscado nas folhas dum caderno.


SOL da Esteva

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sábado, 30 de junho de 2018

O sonho em que medito




Quero-te
Como no primeiro dia,
Que foi nascimento
E também minha ilusão.

Eu não soube guardar
A alegria
No êxtase da adoração.

Perdi-te!...
…Continuo a amar-te.
Disse-te do meu Amor
E soubeste compreender
Partilhando esse sabor, 
Entrega e doação…

Selamos, num beijo,
O juramento comum
Livremente aceite e dito.

Agora, sinto-me só
Num casulo de Amor
E por companhia 
A dor
E o sonho em que medito.


SOL da Esteva

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sábado, 23 de junho de 2018

Amor sem igual



 

Sofro humilhação!...

Sintas na tua carne
Como sofri.

A verdade,
A tua,
Não a apregoas na rua
E não a revelas de ti.

Fazes doer
Lançando fora
Tudo o que não senti,
Fosse Amor ou querer.

Amor, é doçura
Que alegra qualquer loucura
Do outro Ser,
Sem mais retribuição.

Amor, não é sofrimento.
É alimento
Na doação com paixão.
Amor é querer,
É sentir sincronizado
O bater do coração.

Triste, é o egoísmo
Que por própria devoção
Cria espinhos no caminho
De quem vive esse sonho.

Dorido, por tanto mal,
Com submissão

Te seguirei como um cão
Num Amor sem igual.


SOL da Esteva

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sábado, 16 de junho de 2018

Não posso...




Não quero escrever
De amor ou de tristeza,
Ódio ou saudade,
Alegria de viver...

Não posso escrever

Como vai a gente,
Porque a Poesia
É fruto de quem a sente
E tem seu modo de ver,

Metas e destinos...

Não se pode criar
Ou escrever
Com indiferença.

Não sei dizer
E desconhecer              
Que, cá dentro,
A fúria dum vulcão,
Convulso, tenso ou revolto
Suporta um coração
E o cérebro com que penso...

Não posso! Não posso.

Não posso escrever loucura,
Como a sinto ou leio.
Correria, neste meio,
O risco fácil e inútil
De não me ver compreendido
E ser vaiado
Pela cara que não tenho:
Incoerência ou desdenho,
Aferidos pela gente.

Oh, dor que vestes a Alma,
Inunda, afoga o sentir...


Morte, como te desejo
E ao teu beijo
Que um dia há-de vir.

Não posso escrever mais!
Não posso,
É demais!...


SOL da Esteva

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