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sábado, 2 de março de 2024

Egoísmos

 

Vou embalar os sonhos de Amor
E torná-los Obra duma Vida,
Porque são bondade do Senhor
Que não tomarei por esquecida.

Queixas e lamentos, são comuns
Quando os sentimentos não são vivos...
O Amar, (privilégio de alguns)
É fogo que afasta os mais esquivos.
 
Não se aprendeu nada! Nem bocados
Dos ensinamentos naturais.
A formação de mal-educados

Com raíz na nova geração,
Teve a complacência dos seus pais.
Egoísmos? Jamais foi solução.

 
SOL da Esteva

 

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sábado, 24 de fevereiro de 2024

Os vivos precisam de perfume

 



 

Quando morrer, me enterrem no jardim.
Nada de cinzas! Deixem-me ficar
Com a natureza que há em mim
E me esqueçam, sem me recordar...

A Vida nunca foi tão igual
Como a Alma eterna ou como o tempo.
Plantem, no lugar, um roseiral
E deixem-no livre ao passatempo...

Os vivos precisam de perfume
Para adocicar a sua Fé.    
Quem parte, precisa desse lume

Para alumiar tantos espinhos
Que a bela rosa, no seu pé,
Tem para avisar dos desalinhos...


SOL da Esteva

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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Alterar o humor

 

Sinto um nó na garganta
Que não me deixa falar
Mas o que mais me espanta
É não conseguir chorar.

Talvez não seja só dor
Que perturba o pensamento;
Na existência de um Amor
Se gera tal sentimento.

E o que posso fazer
Para apagar da alma
O que assim me faz sofrer?

...Um sinal, como um rumor,
Com jeito de paz e calma
Pode alterar o humor.


SOL da Esteva 
 


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sábado, 10 de fevereiro de 2024

É a Vida quem mede

 

 

Jamais irei esquecer
Todo o tempo que nos une
No desejo de viver
Com o coração em lume.

Se a brasa esmorecer
Com qualquer corrente de ar,
Soprá-la-ei p'ra fazer
Com que se volte a avivar.

Tanto tempo e tão pouco,
Quando é a Vida quem mede.
Ela quer tornar-me louco

Porque não a sei contar.
...Não serei quem se despede.
Fique o meu dito no ar.


SOL da Esteva

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sábado, 3 de fevereiro de 2024

Vida acabada

 

 

Tivemos tempo precioso
Nestes anos que nos unem.
Sobrou-nos o mel e gozo
Mas agora só nos punem.

O Amor (que é só um)
Tem caminhos diferentes.
Igual não há mais nenhum
Porque é percurso de crentes.

Se a Fé desfalecer
Nas horas de muita dor,
O que vai acontecer

É desespero e mais nada.
...E se não sobrasse Amor
Seria Vida acabada.

 
SOL da Esteva

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sábado, 27 de janeiro de 2024

Reter Memórias

 

 

 

Os anos vão-se passando
E fogem por entre os dedos
Deixando, de vez em quando,
Restos de vida e de medos.

A raíz que nos segura
É bem forte e resistente
E, nas folhas, a nervura
Indica a idade da gente.

Segurá-la com carinho,
A reforça e a sustem
Como lembrança de Vida.

Reter Memórias do ninho
Que acolheu e atém
É pois a nossa guarida.



SOL da Esteva

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sábado, 20 de janeiro de 2024

Manter a mansidão


 

Doçura nas palavras, é bondade
Que aquece até corações de gelo.
Mesmo que o Amor não seja verdade,
A Alma as aceita com desvelo.

Não minto, dizer que o Amor é vão
Se o que se quer não tiver dois sentidos.
Mas enquanto crescer a ilusão,
Se houver mais que muros construídos,

Até poderá nascer um edifício
Que dê abrigo a novas gerações.
Amor e amar, não é um artifício!

Manter a mansidão a vida toda,
Dá alegria e vida aos corações
E a longevidade gera a boda.


SOL da Esteva

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sábado, 13 de janeiro de 2024

Fim que se adivinha

 

 

Amargo, o sofrimento que me rói
Impresso no silêncio que me tem.
Negar, a quem me olha, mais me dói
Sabendo que o partilho com alguém.
 
A dor é como espinho que floresce,
É como dar á Luz em solidão,
É agonia dura que acresce
Ao não se encontrar paz na ilusão.

É que o alívio carece de espaço,
Condescendência e entendimento;
O bálsamo será como um abraço.

Sofrer, com esta prova (muito minha)
Que não me larga nem por um momento,
É adiar um fim que se adivinha.



SOL da Esteva 

 

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sábado, 6 de janeiro de 2024

O que mais se enseja

 

Dia de Reis... e Senhores
Com mirra, incenso e ouro.
Assumam serem tesouro
De guarda aos seus lavores.

Alguém terá de chorar
Os tempos longos e duros,
(Cada vez mais inseguros)
No pouco que vá sobrar.

A esperança e a ordem
São algo que se deseja.
Senhores, que são reis de nada,

Enunciem e concordem
Que o que mais se enseja
É  a terra governada.



SOL da Esteva

 

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sábado, 30 de dezembro de 2023

Fica a Esperança

 

 

Expectável Ano Novo,
Quase de portas abertas.
Eu desejo ao meu Povo
A melhor das Descobertas:

Harmonia e Bem-estar,
Trabalho, boa saúde
E ainda um bom lugar
Que lhes dê a plenitude.

O que finda, nos brindou
De homens de fraco tino;
Poucos foram valorosos.

Fica a Esperança que sobrou
Para seguir o Destino
Dos Anos que são gulosos!...
 
 

SOL da Esteva

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sábado, 23 de dezembro de 2023

A estrela vem


 

 

Amanhã será Natal.
Porque não em outro dia?
O tempo é desigual
Mas tem a mesma alegria.

Irmanados num sentir
De Natal, a cada hora,
Poderemos aduzir:
A Luz que o comemora

É Nascimento Divino.
Ah, Natal! A estrela vem
Anunciar o destino

Guiando, como convém,
O Homem, bom peregrino,
No Caminho de Belém.
 

SOL da Esteva

 

 


 


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sábado, 16 de dezembro de 2023

A velha juventude

 

Entre ter razão e ser feliz,
Irei escolher ficar calado,
Porque a harmonia é meu fado
E o seu refrão nunca condiz.

...Certamente havia que dizer!...
A razão pedia tal medida
Para ser feliz sem despedida.
...É bruxuleante o meu arder.

E (para calar essa virtude)
Me apago nos silêncios da Alma
E abrigo em sonhos sem sonhar.

Entrevejo a velha juventude
De harmonia, de paz e calma
Com saudade, ao vê-la acabar.


SOL da Esteva

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sábado, 9 de dezembro de 2023

Lembrar caminhos

 

 

Irei sossegar as minhas dores,
Deixando aberto o coração
Com a plantação dos meus amores
Que vão germinar uma paixão.
 
Sempre que florir, terei perfume
Que alentará a vida nova;
Esta minha dor não tendo lume
Diluir-se-á com esta prova.

Bálsamo da paz chegará cedo
Amenizando o que seja medo.
A dor é a queixa natural

A lembrar caminhos que trilhei
Numa juventude que passei.
…Nada do que fui será igual!...



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sábado, 2 de dezembro de 2023

Silêncio

 

 

Silêncio é ouro, se posto a render.
Que sofrimento se evitaria,  
Quando o elementar é entender
As gentes que falam por gritaria?

Grato silêncio, a sabedoria
Dos dominadores de ruídos surdos
Que se moldam na sua alegoria,
Aos sons mais imperfeitos ou absurdos.

Eu sinto que o silêncio me alivia,
Se olhar formas nas núvens do Céu;
É um novo Mundo que se recria

Na Paz que o silêncio tem a dar.
É consabido que o silêncio é véu
Que envolve a Alma  e o seu pairar.



SOL da Esteva

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sábado, 25 de novembro de 2023

Com sentido no Poder

 

 

Anseios de liberdade
Cruzam o nosso sentir.
A grande dificuldade
Só está em discernir.

Há quem a sonhe perfeita
Com respeito aos demais
E também quem não aceita
Que hajam outros iguais.

Assim, não pode haver Paz
Em nenhum lugar da Terra.
Tudo aquilo que se faz

Com sentido no Poder,
Só irá gerar mais guerra
E ao Povo, mais sofrer.


SOL da Esteva

 

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sábado, 18 de novembro de 2023

Primavera ou Outono

 

 

Tenho a minh'Alma presa por um fio,
Não sei se a consigo segurar.
É este o meu eterno desafio
Diante do que a Vida vá durar.  

Mas há a Esperança, que cá mora
A superar o maior sofrimento,
Aliviando a dor que geme e chora
E nos piores momentos é sustento.

Não posso esquecer os dias bons,
Que são o meu remédio (em pensamento),           
Amenizando quanto me chegou.

Primavera ou Outono, com seus tons
Entre si não fizeram casamento
Mas recriam o tempo que ficou.


 

SOL da Esteva
 

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sábado, 11 de novembro de 2023

Traidor

 

Um dia o traidor irá morrer
Sem a glória que para si tomou.
Traiu seus pares. Jamais vou esquecer
A dor que desde aí me acompanhou.

Minha Vida perdida, na mentira
Dos Novembros em anos já passados,
Não te odeia e menos te admira
Por personagem vil dos enganados.

Não pode haver silêncio, na traição
A companheiros, Pátria e moral.
Famílias que sofreram o teu mal

Não se revêem em dar-te um perdão,
Porque não foste homem vertical
Assumindo o teu mal descomunal.
 
 
SOL da Esteva

Dentro de dias serão lembrados os acontecimentos de 16Nov1964, na Guerra do Ultramar Português, Guiné-Ilha do Cômo, por Homenagem aos Militares do PMort 912 e CCaç557, que, nessa noite, “foram massacrados", segundo a voz da Propaganda difundida na Rádio Argel (Relato na Pág 69 e seguintes do livro "A Guiné no meu tempo"- Edição Chiado Books)

 

LIVRO PDF para baixar:
A Guiné, no meu tempo...



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