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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Simplicidade dos sonhos



                                       

Suportar a vida
Que pesa como um fardo mau
E me curvar na loucura
De amar...

Suportar
O desejo ardente
De querer sentir-te num beijo quente,
Doce, suave,
Que os meus sonhos acalente...

Sentir teu peito
De encontro ao meu...

Miragens de esperança
Que trago por lembrança
Num sussurro de ti.

Serei sempre criança,
Na simplicidade
Dos sonhos que vivi.



SOL da Esteva

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sábado, 10 de fevereiro de 2018

O Amor que a gente sente




Não pude ver-te. Fugiste
E não sei qual a razão.
Sabe que fiquei mui triste,
Com cinzas no coração.

Sofro mais a cada hora
Que passa sem te sentir.
Pudesse, a Alma que chora,
Gritar e fazer-se ouvir...

Ah, se fosses o ar puro
E pudesse respirar-te...
Arrasaria esse muro
Que sinto a separar-te.

Jamais, do Destino, tive
Um tão grande sofrimento,
Só porque, em mim, já não vive
Um poucochinho de alento.

Não podendo suportar
A tua separação
Eu vou escolher calar
E morrer no coração.

Serei o gelo de morte
Que adentra o peito meu
Num manto de pouca sorte
Ou de maldição do Céu.

Mas no fundo, bem no fundo,
Ainda há esperança
De ficar por este mundo
Com a chama da lembrança.

E se um dia ressurgir
Deste letargo mortal
Será por Deus redimir,
Revogando, o que foi mal.

Uma última palavra
De quem morre lentamente:
Se evole de ti e se abra
O Amor que a gente sente.


SOL da Esteva

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sábado, 3 de fevereiro de 2018

O destino que nos rodeia




Sou refém
Dum sofrer comungado.

A dor, o vazio,
O medo,
O arrepio que vem,
Não avisa ninguém…

Desejo que te sintas sem temor!

O destino
Que nos rodeia de espinhos,
Faz crescer a solidão.

Não sei o que restou no coração.
Queres adivinhar o meu fundo?
Decerto, aí, encontrarás um outro Mundo.



SOL da Esteva

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sábado, 27 de janeiro de 2018

O muito que ainda dói




Dentro da armadura,
A carne vive,
O sangue corre,
O coração bate...
A vida existe, fremente
Dentro do aço fulgente.

A armadura,
Criada para a luta,
Esconde medos
E a falsa coragem
Que a mais leve aragem 

Disputa.

Os riscos da frente aberta
Perdem-se na hora incerta,
Na couraça ou na trapaça
Que o medo tornou herói.

Eu sou cobarde de raça,
Sentindo tanta desgraça
Crescendo na escuridão.

...O que mais reveste o coração,
É o muito que ainda dói!


SOL da Esteva

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sábado, 20 de janeiro de 2018

Sentimos nós




O teu olhar flamejou, indiferente e vago
Num misto de ardor,
Verdade infinita,
Paz interior...
Todo o sofrimento
Esconso nesse olhar,
É denunciado no teu peito,
Pela ansiedade de amar...

... O teu corpo, sedutor,
Afago mansamente.
Ofereço o meu Amor,
O meu pensamento,
A ternura de mim...

Podes repousar!

Eu sou o nada que se dá,
Debaixo do espaço imenso,
Nos segredos do amanhã:
Alegria, tristeza,
O que é real
E o impossível.

Nada mais é palpável sob o Céu
E o sentir não se vê.
Sentimos nós, sinto eu...


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