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sábado, 10 de novembro de 2018

Plenitude e humildade





Tanta gente
Pensando ser o centro
Do que possa ser o mundo,
Que o que gira em seu redor
Pode ser considerado despudor
Do mais profundo.
...É que há gente
Que se presta a adular
Sem avaliar
Os malefícios da inverdade
E do desamor.

A igualdade
Descende do Amor
Na sua plenitude e humildade.
O egoísmo é o mal pior.


SOL da Esteva

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sábado, 3 de novembro de 2018

Entre dois beijos






Criei para mim a poesia
Gerada num beijo de ilusão.
Sinto assim a sua companhia
Matando a triste solidão.

Vivo mentalmente essa alegria
Que enche o meu pobre coração.
Nem vou suspeitar da fantasia
Porque é uma doce sensação.

Olho meus farrapos e destroços.
Sinto dó de mim posto aos bocados
Tentando mantê-los alinhados.

Há imenso amor dentro dos ossos,
Como as dores, as bênçãos, os desejos...
Guardo o que vivi entre dois beijos.


SOL da Esteva

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sábado, 27 de outubro de 2018

Eternidade dos dias


                                      

Vem ao meu encontro.
Assoma-te no caminho.
Paira no espaço
E rasga o desalinho
Da névoa da manhã.

Vem aos meus braços
Que te rodearão.
Vem escutar o bater dum coração.

Busca
O calor que conforta,
A força que suporta
Tropeços que impedem a corrida.

Espero-te aqui, querida!
Estou na entrada da porta.

Sacia-te na nascente,
Bebe os beijos que brotam
E sorve da seiva que vem da alma.

Tudo o que possas dar,
Eu irei cobrar.

Quero abraçar
De mãos nuas e vazias,
Porque o que te quero legar
Apenas cabe num Mundo
E não vagueia nas ruas.

A felicidade
De tanto Amar,
É a eternidade dos dias.



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sábado, 20 de outubro de 2018

Os beijos virarão saudade




Sinto ressurgir a Primavera
Porque corre o sangue no meu Ser;
Eu, que tanto tempo estive á espera
De desabrochar e florescer...

Não me iludi nessa quimera
Porque o Inverno irá nascer.
Mas se eu pudesse eu quisera
Um destino eterno e não morrer!

Foi um tempo doce e de ternura
Que recordarei por toda a vida
Por meu marco de felicidade.

Se as folhas caem, porventura,
É porque o Verão vai de partida
E os beijos virarão saudade.


SOL da Esteva

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sábado, 13 de outubro de 2018

Guardião



Receios e medo tenho
Adentro do peito meu
E nem sei se me contenho
Sentir um pouco do Céu.

Na ilusão que mantenho,
Uma certeza ficou:
Quando sonho, eu desenho
O que o coração marcou.

Mesmo assim, nada me acalma.
Mui fortemente estremeço
Vivendo a vida da Alma.

Se tivesse dimensão
E tempo que não mereço,
No Amor era guardião


SOL da Esteva

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sábado, 6 de outubro de 2018

O meu Padrão





O meu peito em frente avança  
Como se fosse um soldado.
Não tomará aliança
Vinda de qualquer lado.

Que a Paz nos seja forte
E gentes, com harmonia,
Não se lamentem da sorte:
Renovem sua alegria.

Até haver conquistado
O meu reduto de dor,
Jamais estive parado.

Quero o meu Padrão na Terra
A marcar o meu Amor
Para se abolir a guerra.


SOL da Esteva

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sábado, 29 de setembro de 2018

Gémea alegria





A vida é livro que se lê a cada dia.

Páginas não lidas
São o futuro de vidas
Ou complemento do que passou.
A gente sabe o que aconteceu
E vai seguindo as linhas do porvir.
Será assim o tempo que há-de vir
E nos teremos presos por alento.

Sem Esperança ou sem Fé,
Tudo é cinzento.

A leitura da página deste dia
É de Aniversário dobrado,
De gémea alegria,
Felicidade e comunhão
Feitos brocado.

Não há como ser geminado,
Na Alma, pela idade!

Eu estou contigo, estou convosco.
Sinto-me meio-irmão
E tenho muito gosto.


SOL da Esteva

31AGO2018

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sábado, 22 de setembro de 2018

Nosso alento





Diz-se, muitas vezes, que a Morte
É a nossa Vida que se dá.
Só um mero acaso ou até sorte
Deixa reviver-se o que não há.

O que nos rodeia e não se vê,
Seja sentimento ou só lembrança,
É fruto do Amor, como se crê,
Onde se guardou a Esperança.

E a Eternidade já presente
Manterá a força que se sente
E nos segurou todo o talento.

Desistir na dor que rói a Alma
Não nos trás a paz nem deixa calma
Para recobrar o nosso alento



SOL da Esteva

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sábado, 15 de setembro de 2018

O Amor jamais esteve ausente




Quando existe sentido no viver,
Encarnamos um Ser superior.
Nas forças, refazemos o querer
E renovamos tudo o que é Amor.

Só assim saberemos quanto faz
Esta firmeza que nos tem de pé;
Descobrimos que o Amor é Paz
E a Confiança, um acto de Fé.

Este Caminho que temos pela frente,
É nossa rota firme a cada hora
Se o seguirmos com perseverança.

Assim, o Amor jamais esteve ausente.
Apenas lhe sentimos a demora
Nalguma hesitação da Esperança.



SOL da Esteva

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sábado, 8 de setembro de 2018

O rumo desta vida




Sonhei haver sorrido uma vez só
E o peito cresceu nesse momento;
Mas, da palmadinha, tenho dó
Porque iniciou o meu tormento.

Comecei a vida assim dorida,
Aprendi que é bom estar calado
Tendo os meus carinhos e comida,
E um colinho bom e delicado.

Depois, despertei para o real.
Sinto a palmadinha (que persiste)
E o demais me é dado por medida.

Não me queixo do que esteja mal
Mas reajo a tudo o que resiste
A mudar o rumo desta vida.



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sábado, 1 de setembro de 2018

Rosa é outra rosa





A ânsia de te ver
Na transparência luminosa dos teus olhos,
Sabendo-te amar...

Os escolhos do mar sem fundo
Escondem as medidas do mundo.

Olho mais além,
Vejo uma rosa e aspiro o seu perfume.
Acaricio a sua maciez...
Não a poderei abraçar
Sem, nos espinhos, me picar.

Sustenho tal intento.

O desejo,
Esse fica dentro,
Amontoado a um canto
Do pobre armazém.
As portas não têm gonzos
E esperam a mão de alguém
Que as abram ao encanto.

...Lá dentro,
Poderei rodeá-la,
Segurá-la nos meus braços,
Beijar seus lábios de pétalas aveludadas
Sem sentir mais nada,
Ou sentir tudo
O que seja dor de Amor.
Se te soubesses rosa
Nos hinos que canto e sonho,
Nos dias que vão passando...

Como sou bisonho!

Não quero morrer
Sem beijar
Teus lábios de mel,
Sorver néctares e aromas,
Ferir-me nos espinhos
Que a idade vai secando...

O Outono se aproxima
E com ele vem o frio
Sem que o tempo o vá parar.

Receio o teu desfolhar
Pelos finais da Estação,
Porque rosa é outra rosa
Que há no meu coração.



SOL da Esteva

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sábado, 25 de agosto de 2018

Um amar igual ao meu




Nunca havia tido um sonho
Tão próximo da realidade!

O beijo desejado,
O gesto querido
E a doce suavidade
Na vivência doutras Eras
Que não conheci a idade.

Suponho ter vivido
No tempo dos meus Avós,
Num mundo tão irreal
E tão distante deste agora...

Fiquei mudo, sem voz...

Quero viver
O sentir desta hora,
Respirar os aromas de Amor
Que pairam no ar
Antes que possam findar.

... Seguro-me no saber
Da existência de outro Ser
No meu espaço dos sonhos.

...Cheguei ao Céu
E encontrei
Um amar igual ao meu!


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sábado, 18 de agosto de 2018

Igualdade e Amor

                                       

 

Andei na escola na vida
E ganhei conhecimentos.

Foi nessa escola real
Que eu vi como a justiça
Pode ser tão desigual
Em tantos, tantos momentos...


Formei-me por estes meios
E acreditem em mim,
Piamente, sem receios...
Será que sei decidir?
Quem pode dizer que sim?

A Vida é uma grande escola
Que me ensina o saber
Por cada passo que der.

Haja igualdade e Amor.

Eu não tenho autoridade
Para afirmar a verdade
E assim me tornar "doutor".



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sábado, 11 de agosto de 2018

O Espírito e a razão




Haja lógica
Na ciência de amar.
Encontre-se na vida
O Amor e o seu par.

Arraste-se, de ventre no chão
E lágrimas de dor,
O ódio e o rancor.
Mas não exista, não,
Forma de sofrer
Que se compare
A inexistência do viver
Ou ausência de Amor.

Chilreie o passarinho
Desde o seu ninho;
Abra-se a flor mais perfumada;
Veja-se de mansinho,
Como os passos de menino,
A Alma desbravada.

Possam, enfim, ser quem são:
O Espírito e a razão.


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sábado, 4 de agosto de 2018

Não estás ausente



Longe de mim
Não estás ausente,
Porque em meu peito
Se roça com doçura
A tua Alma quente.

As carícias,
Sublimadas nos sentidos
Por momentos vividos,
São recordação presente
Que jamais se perdem
Simplesmente.


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sábado, 28 de julho de 2018

Deusa sagrada


 


Não podes morrer, recordação,
Nem pode haver dor
Que atormente a Alma.

A certeza do está ausente,
A crueza no sentir de agora,
Lágrimas perdidas
No tormento que cá mora
E revive...

Ó chama do passado
Onde me mantenho preso
E apaixonado!
Um dia, tive uma palavra de alento
E o Amor se confirmou na hora.

É impossível
Que existam frases
Dizendo que o Amor
É sofrer ou ter felicidade...

Apenas sei
Que não morres mais em mim
Por seres recordação bem-amada
Que te deste com fervor...
Assim, Amor,
Tornaste-te Deusa sagrada



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sábado, 21 de julho de 2018

É infinito o sentimento

 

 

Vivências espalhadas
Aos ventos do destino,
(Pobre destino)
Deixam a Alma fria,
Gelada...

Dentes cerrados
Pelo mel de amargor,
Porque em cada dia
Outro se passou sem contar
Uma palavra de Amor...

Apenas o pensamento é livre,
Paira nos Céus do destino
Como ave que esvoaça
Sem saber onde poisar...
Como invejo esse espaço
Rasgado por asas abertas
Planando, a horas incertas,
Buscando um novo lugar.

Fico horas perdidas
Olhando o que não vejo
Sem ao menos ter ciúme
Do ar que te envolve
Ou te penetra no peito.

Poderei viver do nada
Se esse nada fores tu.
Me alimenta o passado.
Da fome sou saciado
Sonhando por novos rumos,
Outras gentes...

Na adolescência do Ser
Tive o destino vazio.
Fui apenas só.

Quero ver-te para te amar com o olhar:
Olhos nos olhos apenas.

É infinito o sentimento atirado ao vento!...


 

SOL da Esteva

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sábado, 14 de julho de 2018

O teu sorriso...




Pelo teu sorriso dou a vida;
Dou todo o meu Ser em sacrifício;
Dou-me inteiro, a ti, sem ter reservas...
Já não sou sozinho,
Sinto-te, Querida!

Escuto melodias
Evolando dos teus olhos transparentes
Nos espaços livres, sem correntes,
Aquecendo a Alma arrefecida.

Sinto o conforto morno
Dos teus lábios quentes,
Do rosto aveludado,
Dos cabelos postos em desalinho
Por dedos de carinho...

Revivo toda a vida
Antes do tempo passado
E relembro os mesmos olhos,
Os mesmos lugares da vida inteira,
Sem esquecer a ternura
Reflectida no sorrir.

Para viver,
Revejo Amor puro e vivo.

O coração canta
O meu poema
E os teus olhos, feitos diadema,
Piscam as notas desse hino.

O sorriso brilha
Como o bruxuleio duma vela
E ao redor de mim a tua estrela,
O teu sorriso...

Maravilha!



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sábado, 7 de julho de 2018

Inspiração

 


Não á solidão!
Não á tristeza!
Não a ser-se só!
Não á ilusão dum caminho
Onde o andar não tem destino.

A contento dos meus olhos,
Busco aquilo que adoro
Nos deleites do pensamento,
Figura de monumento...

Nada há mais belo
E bem modelado
(Fosse escultor e não poeta!)
E não olharia apenas a perfeição,
Formosura,
Harmonia...

Com a mão,
Desenho linhas
Que te fizeram estátua.

Adivinhas
Que é da Alma o traço e a doçura?
Que dia!
És, do Amor, o sol que não se põe.
De mim, a inspiração
Para o tempo eterno
Riscado nas folhas dum caderno.


SOL da Esteva

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sábado, 30 de junho de 2018

O sonho em que medito




Quero-te
Como no primeiro dia,
Que foi nascimento
E também minha ilusão.

Eu não soube guardar
A alegria
No êxtase da adoração.

Perdi-te!...
…Continuo a amar-te.
Disse-te do meu Amor
E soubeste compreender
Partilhando esse sabor, 
Entrega e doação…

Selamos, num beijo,
O juramento comum
Livremente aceite e dito.

Agora, sinto-me só
Num casulo de Amor
E por companhia 
A dor
E o sonho em que medito.


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sábado, 23 de junho de 2018

Amor sem igual



 

Sofro humilhação!...

Sintas na tua carne
Como sofri.

A verdade,
A tua,
Não a apregoas na rua
E não a revelas de ti.

Fazes doer
Lançando fora
Tudo o que não senti,
Fosse Amor ou querer.

Amor, é doçura
Que alegra qualquer loucura
Do outro Ser,
Sem mais retribuição.

Amor, não é sofrimento.
É alimento
Na doação com paixão.
Amor é querer,
É sentir sincronizado
O bater do coração.

Triste, é o egoísmo
Que por própria devoção
Cria espinhos no caminho
De quem vive esse sonho.

Dorido, por tanto mal,
Com submissão

Te seguirei como um cão
Num Amor sem igual.


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sábado, 16 de junho de 2018

Não posso...




Não quero escrever
De amor ou de tristeza,
Ódio ou saudade,
Alegria de viver...

Não posso escrever

Como vai a gente,
Porque a Poesia
É fruto de quem a sente
E tem seu modo de ver,

Metas e destinos...

Não se pode criar
Ou escrever
Com indiferença.

Não sei dizer
E desconhecer              
Que, cá dentro,
A fúria dum vulcão,
Convulso, tenso ou revolto
Suporta um coração
E o cérebro com que penso...

Não posso! Não posso.

Não posso escrever loucura,
Como a sinto ou leio.
Correria, neste meio,
O risco fácil e inútil
De não me ver compreendido
E ser vaiado
Pela cara que não tenho:
Incoerência ou desdenho,
Aferidos pela gente.

Oh, dor que vestes a Alma,
Inunda, afoga o sentir...


Morte, como te desejo
E ao teu beijo
Que um dia há-de vir.

Não posso escrever mais!
Não posso,
É demais!...


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sábado, 9 de junho de 2018

Se algum dia morreres

                                        

Se algum dia morreres, matei-te!

Morre metade de mim
Nesse desespero
De não saber viver
Uma imensa solidão.

Se algum dia morreres,
Eu vou sentir-me
Adentro do coração
Que morre nesse momento;
Terei meus olhos furados,
Os dias serão mais negros
E cairei aos bocados
Da lepra que me devora
E a morte que namora
Num estranho ritual...

Não haverá razão
A sobrepor-se ao coração.


Nada, nem ninguém,
Poderá ser arvorada
De Justiça descarada
Do que sinto por alguém.

Se algum dia morreres,
Sabe,
Eu morro também!


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sábado, 2 de junho de 2018

Presas do nada




Corre, no Céu, a nuvem apressada,
Foge do vento e da solidão.
No seu caminho o Sol se encobre,
Escurece o dia
E deixa a paisagem sombria.

A tristeza se apossa do coração,
A Alma enegrece 

De grande melancolia
E padece
Chorando amargurada.


Vazia,
Porque nada se alumia,
A Terra e a gente
Tornaram-se presas do nada.


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sábado, 26 de maio de 2018

Aniversário



 

Tanto tempo e tantas horas
Do tempo que já passou,
Que quando tu ris ou choras
Nem o tempo te lembrou.

É meia Era de vida
A celebrar alegrias
E longe da despedida
Em meio tempo dos dias.

Na hora de celebrar
Este grande aniversário,
Eu só queria lembrar

Que nas contas do rosário
Se pausa, a meditar,
Até haver centenário.


SOL da Esteva

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sábado, 19 de maio de 2018

Vazio de Amor




Regresso, da lonjura,
Por um espaço verde
De esperança,
Que se esvai no tempo
Da saudade
E viver essa lembrança.

Me arrepia a Alma,
Como se escutasse
Gritos aflitivos de criança...

Na verdade,
Fico tresloucado.

Se amasse,
Não regressava vazio de Amor,
Dum Amor que cá ficasse.


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sábado, 12 de maio de 2018

Alegria acabada




Sou um homem só e triste.
O mais triste e o mais só,
Dos que vivem sobre a Terra.

... Apenas só!

Não desejo compaixão
Por tanto sofrimento,
Tristeza dorida,
Imensa solidão nesta vida...

Nada, mesmo nada,
De tudo quanto existe
Fechado no coração,
Num cofre de aço frio,
Faz sentir a compaixão,
Por ter olhos sorrindo,
Em cenários de tristeza
Que se escondem noutros mundos...
É um triste desafio!

Nada.
Não quero nada!

Não terei a companhia
Que deixe mais alegrias
Na alegria acabada
Pelos tempos
Do final dos dias...


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sábado, 5 de maio de 2018

Despido...





Escuto os sons
Que emanam da tua voz,
Mas não consigo abarcá-los
pela escuridão do dia.

Na outra noite,
Senti-me retraído
Porque tudo era igual e sem sentido.

...Sem que me afoite,
Desejei amar ou repelir-te,
Porque existe um grande Amor.

Sim! Quis sentir-te,
Mas sinto-me despido...



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sábado, 28 de abril de 2018

Ser ausente





Feliz, extravasei o meu apreço
Por tanto receber sem ter direito.
Eu sou um sonhador, tolo confesso,
Que voga sobre núvens e despeito.

E me sobra alegria, porque esqueço
A humana condição de que sou feito.
Há tanto, ao meu redor, que não mereço!...
Viver, o que é injusto, não aceito.

Não posso encobrir que tanto existe,
Teimando mergulhar a alma triste
No lenitivo, esconso, que acalente

Os sonhos bons, tomados de fugida.
São, tudo, coisas duras duma vida
Que me moldaram como um Ser ausente.


SOL da Esteva

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sábado, 21 de abril de 2018

Preceitos




Quis segurar a Vida com a mão
E ela me fugiu por entre os dedos;
Caiu, como areia, para o chão,
Rolando para as fendas dos rochedos.

Ficou desiludido o coração
E aterrado, até, por tantos medos,
Porque há momentos de muita paixão
Perdidos neste mundo de segredos.

Me sinto bem pequeno, de Alma erguida,
Irreverente (até) nos meus conceitos,
Tremendo, de pavor, a cada hora.

Já tive força ingente e tive Vida,
Mas tudo já perdi nos meus preceitos
Porque a minha Alma já não ri nem chora.



 

SOL da Esteva

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sábado, 14 de abril de 2018

Contigo eu consigo




Se te achasse,
Jamais te deixaria!...

Verias germinar plantas,
Nascer animais,
Desabrochar flores,
Nascer o sol...

Escutarias os hinos imortais
Da doce cotovia
E no teu peito
Sentirias pulsar um coração de gente.

Vejo as estrelas dos teus olhos,
Exulto de alegria,
Escuto canções de Amor
A embalar-me todo o dia.

Porque tardas em chegar?
Comprei o destino
Mas não o que dele receberei.

Os meus olhos
Vão-se habituando ao escurecer dos dias,
Resistindo na luta 

Contra a adversidade que faz doer
Mas a força faz crescer.

Fica comigo!

Se amares
E simplesmente te entregares,
O demais se adivinha.


Contigo, eu consigo.


SOL da Esteva

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sábado, 7 de abril de 2018

Parabéns, pelo porvir




Hoje é dia de Natal
De quem, na data, nasceu.
Eu não serei esse tal,
Mas sei que aconteceu.

São muitos anos contados
Da vida de tanto alento
Que, em tempos já passados,
Por bem, nasceu-te um rebento.

Assim, bem podes sentir
Que tens mais um ombro amigo,
Que te apoia na vida.

Parabéns, pelo porvir.
Também eu estou contigo.
Sois, ambas, a minha Vida!



SOL da Esteva

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sábado, 31 de março de 2018

Sem milagres


                                       


Sei que a Alma vive no seu meio.
Ditos doces, ao longo do tempo,
Com espinhos bravos de permeio,
Matam a Fé, fica o desalento.

Mas, sorrindo, eu me sinto cheio
De energia e doce sentimento.
Talvez seja apenas um anseio,
Mas sofro sozinho tal momento.

Creio-me! Serei mais imperfeito
Em não ter coragem de ser eu,
Olhando o espectro sem temer?

Quero ser mais forte no meu peito,
Sem milagres descendo do Céu,
Podendo, sossegado, então morrer.



SOL da Esteva

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sábado, 24 de março de 2018

Morrer sem me perder




Depois de tudo esquecer,
Sem saber

Achei-me aqui, junto ao mar,
A sonhar...

Desejava vida de mar!
Ondular,
Espumar de raiva ou prazer,
Num vai vem constante,
Ou por um instante
Amainar.

Quem me dera ser mar,
Sentir barcos
E corpos de sereias roçar,
Afagando sonhos e carinhos
De crianças a chapinar...

Depois, sim,
Poder morrer sem me perder, secar... 



 

SOL da Esteva

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sábado, 17 de março de 2018

Coloridos Postais



Corre, corre minha amada
Por esses campos além;
A Primavera é chegada
E o Inverno pouco tem.

Depois, a melancolia
Voltará noutra Estação;
Verás cores e agonia
Por colorida visão.

O Inverno, foi brancura
Da neve, na Natureza,
Fez recordar a frescura

Que sobra em sonhos reais,
Aguarelas, singeleza
De coloridos Postais.


SOL da Esteva

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sábado, 10 de março de 2018

Cercadura do Amor



Serena esse corpo, palpitante,
Ávido de Amor e de fantasia,
Que o passado, não muito distante,
Deixou sublimes marcas de alegria.

O teu peito susteve-se um instante
Como se fora o fim de mais um dia...
E teus olhos, de brilho fascinante,
Eram a luz do sol que renascia.

...Tanta saudade, imensa, eu recordo
Que um nó me aperta a garganta
E uma lágrima desce e não me espanta.

Na minha Alma, eu desenho e bordo
A cercadura deste Amor que sinto
E com saliva e beijos eu a pinto.


SOL da Esteva

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sábado, 3 de março de 2018

Amor que nunca acaba




Quem me dera
Poder ser borboleta,
Voar de flor em flor,
Beber o mais doce néctar
Que tem um beijo de Amor...

Quem me dera sentir
E sorver todo o perfume,
(Correr no aveludado,
Do teu rosto rosado)
Preso de fogo e de lume.

Quem me dera!...


Quem dera,
Fosses a minha rosa,
Por prisão ou por quimera,
Albergue de borboleta
Que voga ou rodopia
Na busca dum poiso leve,
Um poiso onde te espera.

Teus lábios, com alegria,
Se abrem por um sorriso,
Como poema de luz,
Ou estranha melodia
Dum Amor que nunca acaba,
Renovado dia a dia.



SOL da Esteva

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sábado, 24 de fevereiro de 2018

Sem voz


 


Guardo, no meu peito, a esperança,
Tal como a vivo em pensamento.
Firmo as imagens na lembrança
Porque me vem delas, o sustento.

Tenho-te, em mim, por minha herança.
É o doce enlevo que eu recordo...
Sonhe-se loucura, intemperança,
Guardem-se as memórias quando acordo.

Eu apenas posso lamentar-me
De te ter tão perto na distância,
Que sinta o odor e a fragrância,

Percebendo o teu olhar mirar-me
Na meiga ternura de quem ama
E sempre, sem voz, alto me chama.



SOL da Esteva

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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Simplicidade dos sonhos



                                       

Suportar a vida
Que pesa como um fardo mau
E me curvar na loucura
De amar...

Suportar
O desejo ardente
De querer sentir-te num beijo quente,
Doce, suave,
Que os meus sonhos acalente...

Sentir teu peito
De encontro ao meu...

Miragens de esperança
Que trago por lembrança
Num sussurro de ti.

Serei sempre criança,
Na simplicidade
Dos sonhos que vivi.



SOL da Esteva

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sábado, 10 de fevereiro de 2018

O Amor que a gente sente




Não pude ver-te. Fugiste
E não sei qual a razão.
Sabe que fiquei mui triste,
Com cinzas no coração.

Sofro mais a cada hora
Que passa sem te sentir.
Pudesse, a Alma que chora,
Gritar e fazer-se ouvir...

Ah, se fosses o ar puro
E pudesse respirar-te...
Arrasaria esse muro
Que sinto a separar-te.

Jamais, do Destino, tive
Um tão grande sofrimento,
Só porque, em mim, já não vive
Um poucochinho de alento.

Não podendo suportar
A tua separação
Eu vou escolher calar
E morrer no coração.

Serei o gelo de morte
Que adentra o peito meu
Num manto de pouca sorte
Ou de maldição do Céu.

Mas no fundo, bem no fundo,
Ainda há esperança
De ficar por este mundo
Com a chama da lembrança.

E se um dia ressurgir
Deste letargo mortal
Será por Deus redimir,
Revogando, o que foi mal.

Uma última palavra
De quem morre lentamente:
Se evole de ti e se abra
O Amor que a gente sente.


SOL da Esteva

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