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sábado, 23 de setembro de 2017

Tempos iguais




 

Vai batendo apressado, coração,
Como a vida que se esvai por entre os dedos.
Essa Vida, o Amor e os segredos
Ainda deixam doce recordação?

Sossega nesse compasso, coração,
E aguarda que o destino esmague os medos,
Porque essas ânsias e os pensamentos ledos,
Irás senti-los, seguros, sem razão.

Sei porque teimas em não caber no peito,
Saltando, tentando do lugar sair,
Seguindo a voz e o guia imperfeito.

Jamais terás os impulsos naturais,
Ou as contas a fazer, com o sentir;
Repetirás, sem cessar, tempos iguais.



SOL da Esteva

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sábado, 16 de setembro de 2017

Lugar á nova gente




Aguardo dias novos,
Sol e paz,
Rios de cristal,
Mar sereno,
Céu azul,
Flores nos campos...
Como quando era pequeno!

Aguardo gente nova
Que deva ser plantada
Na terra que somos;
Que seja semente
De árvores que fomos.

Apodrecido, dos anos,
Lenha de fogueira,
Fruto esquecido

No tempo, 
Consumido,
Darei lugar á nova gente.



SOL da Esteva

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sábado, 9 de setembro de 2017

O sentir, é de poetas




Jamais entenderei os meus amigos
Que ordenam, para si, toda a amizade.
A uns, até se dão pela metade
E a outros, eles mesmos são mendigos.

Não posso ter, no peito dois abrigos.
Se amo, dou a todos equidade,
Ou cerro em mim mesmo a piedade
E afasto, para longe, os inimigos.

Mas creio que o sentir, é de poetas
Que lavam, com as lágrimas, seu rosto,
Que sofrem o que a si se lhes destina.

E é um erro fatal, dos exegetas,
Aquando num juízo de desgosto
Se deixam conduzir pela retina.



SOL da Esteva

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sábado, 2 de setembro de 2017

Gaivota sou eu




Gaivota,
Triste gaivota,
Voando para terra.

Sentes medo
E foges do Mar.
Pias o teu lamento,
Com raiva,
Sobre a água que se cobre de espuma...

Gaivota?
Gaivota sou eu,
Quando desejo
Que as fúrias passem
E a tormenta não volte
A fazer-me soçobrar
Debaixo deste Céu.


SOL da Esteva

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sábado, 26 de agosto de 2017

Talvez algum dia




Areias douradas,
Secas, molhadas
Da água do Mar.
Grãozinhos de estrelas
Tão finas e belas
E sempre a rolar.

Batidas, das ondas
De cristas redondas,
Cobertas de espuma.
Desenham montanhas
Ou lembram aranhas
A mover-se em bruma.

Areias douradas
De águas passadas,
Lençóis de segredos,
Estendem lisuras
Ou moldam figuras
De todos os medos.

E eu assim olho
Neste meu escolho,
Visando sem ver.
Talvez algum dia
Eu sinta alegria
No Mar que me quer.


SOL da Esteva

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