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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Ninguém me buscará




Tenho o meu peito feito lago de água.
Voto solene e gene de quem chora.
Vivo tristemente, ausente pela mágoa
Presa ao preceito e sujeito que lá mora.

Ah! Mas não sorrio! O frio que me tem
Se apossou da Alma. Desalma a sorte
Gelada. No fundo, é mundo de ninguém
E me faz tremer por ver a minha morte.

Olho a solidão, o pão que alimenta
O meu sofrer. Vou temer por ficar só.
Vejo o fogo imenso e penso que cimenta
O volátil ar, pulsar de fumo e pó.
                                                                               
Mas por outro lado, alado irei partir
Por lugares de além. Ninguém me buscará
Neste ideal irreal no despedir,
Sem modo de saber ver como será.

Se uma vela, desvela o meu olhar
Para além do anel de fel e escuridão
Que diamantes amantes vão guardar
Corpos caídos, jazidos pelo chão.

No bater triste, que existe neste mar,
Só o segredo do medo pode haver.
Sob este Céu, como véu a amortalhar,
Tudo o que ficar ou restar, é morrer.


SOL da Esteva

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