Livre da vida
A solidão, que me mata
Quando estou entre a gente,
É tão grande e insensata
Como o riso dum demente.
Se fico na multidão,
Tão solitário, a pensar,
Eu não sei se o coração
Vai, todo o tempo, aguentar.
Mas sei de um dia feliz
Que ainda vai chegar...
Que a solidão que eu não quis,
Acabe por desejar.
Assim, de morte serena,
Eu me ficarei em paz.
Não terei, do mundo, a pena,
Nem a pena satisfaz.
Gostaria, num adeus,
Beijar-te por despedida,
Adorar-te pelos Céus,
Livre da vida, Querida.
SOL da Esteva
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