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sábado, 2 de dezembro de 2017

Padrão



 

Passeio
Junto ao rio.
Percorro, com olhar vago,
Os vultos que se movem
Como sendo ninguém.

Tento fixar ideias soltas,
Pensamentos cruzados,
Factos passados
Do mundo onde vagueio.

O que passou, não é
E eu já não tenho Fé.

Ofusca-me a luz que irradia
Do sol do meio-dia;
Estranhamente aquece...

Subitamente,
Sombras e escuridão.
A minha Alma desfalece
Como se o tempo parasse

No meu peito fechado.
Já nada voltará a trazer aquela vida!

O momento foi, assim, marcado,
Por um grito de despedida,
Que se tornou um Padrão.



SOL da Esteva


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18 Comentários:

Blogger Larissa Santos disse...

Bom dia.
Poema sublime com uma imagem, Poderosa. Adorei

Hoje, um mini conto { Saudade, da nossa dança... }
Bjos
Um Sábado muito feliz.

2 de dezembro de 2017 às 09:31  
Blogger La Gata Coqueta disse...

No dejemos que el tiempo se detenga... la vida es un continuar camino con sus momentos no todos pensados pero si asumidos con fuerza y elegancia...

Un abrazo y un feliz fin de semana amigo!!

2 de dezembro de 2017 às 15:25  
Blogger Ricardo- águialivre disse...

Lindo poema. Gostei muito de ler. O mar e os seus padrões são sempre objecto de maravilhosos poemas como este aqui presente
.
Cumprimentos e um abraço

2 de dezembro de 2017 às 16:02  
Blogger lua singular disse...

Oi Sol,
Não sei em que momento estou, mas sua poesia me deu uma noção de tristeza. Tô errada?
Beijos
Lua Singular

2 de dezembro de 2017 às 20:54  
Blogger Célia Rangel disse...

Muitas vezes temos que buscar outro Padrão de Vida, de Ser, para que possamos ter em nós, a fé da luz irradiante de um novo dia.
Abraço.

2 de dezembro de 2017 às 22:53  
Blogger Olinda Melo disse...

Bom dia, Sol

Se padrão indica algo que se faz por repetição indicando um hábito, por outro, na nossa cultura e na imagem, ele indica os passos dados na descoberta de outros mundos, dando "novos mundos ao mundo". Nos feitos antigos há a ousadia e a vontade de busca de outra forma de vida. Actualmente, vemos como o nosso mundo parou desgastando-se internamente- um Padrão.

Abraço

Olinda

3 de dezembro de 2017 às 10:15  
Blogger Gracita disse...

Olá Sol
Padrões são muitos mas nem sempre serve de regra para serem obedecidos. O que nos faz feliz não é exatamente o padrão mas o oposto, o romper das algemas que nos aprisiona. Muito lindo este poema
Um beijo e uma feliz semana

3 de dezembro de 2017 às 17:16  
Blogger Fá menor disse...

Assim são certos momentos na vida que se tornam, tantas vezes, padrão.
Mas continuemos a passear junto ao rio.

Boa semana, amigo!
Beijos.

3 de dezembro de 2017 às 17:58  
Blogger Larissa Santos disse...

Passando para lhe deixar um beijo

Hoje:-{ Desnudos sonhos...}
Bjos
Feliz Domingo.

3 de dezembro de 2017 às 18:44  
Anonymous Arte & Emoções disse...

Olá Sol! Mais uma vez aqui passando para me deliciar com a leitura de mais uma das tuas belas criações.

Abraços e uma ótima semana para ti e para os teus.

Furtado

4 de dezembro de 2017 às 22:17  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Tão nostálgico e tão belo.
Meu amigo, não podemos perder a Fé, é ela que nos ajuda a seguir até ao fim da nossa caminhada pela vida.
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

6 de dezembro de 2017 às 23:18  
Blogger Diná Fernandes O.Souza disse...

Olá amigo Sol,
Bonitos e melancólicos versos. Restabeleça sua fé, o alicerce da vida!
Desejo um abençoado amanhecer.
Bjsss!

7 de dezembro de 2017 às 05:20  
Blogger CÉU disse...

Olá, amigo Sol!

Um poema muito fora do comum, mas de que gostei muito.
Não sei, exatamente, a que facto ou factos se refere, mas, aquando das diversas leituras que fiz da sua publicação, veio logo à minha mente a História de Portugal.

Fomos, somos e seremos um povo marco, que muito enalteceu a História Mundial, um Padrão, que assinalou grandes feitos, grandes chegadas, conquistas ou descobertas, e isso ninguém nunca nos roubará, porque está consumado e é verdade. Factos são factos!

Vendo a sua publicação, pela negativa, que é a situação atual, a realidade, pois tivemos quase tudo e agora temos um retângulo, como sempre, à beira mar plantado e mais umas ilhas no Atlântico e é tudo e de colonizadores com interesse e empenho (houve aproveitamentos, claro que sim), passámos a "colonizados".

As minhas palavras não correspondem, não são Nacionalismo Exacerbado (não confundir com Fanatismo), antes fossem, são sim uma triste e cruel realidade, e daí entender tão bem o seu estado de espírito, que acredito não ser só eu-lírico.

Se pensarmos em situações completamente diferentes do orgulho Lusitano, de louvação e amor à Pátria, poderemos encontrar no poema, um alguém que morreu no mar ou que, voluntariamente se quis a ele entregar como prova do amor e admiração pelos seus antepassados e esse gesto foi "um grito de despedida", que reforçou o Padrão dos Descobrimentos, marco para sempre lembrado.

Não esteja, não estejamos tristes, porque a História nunca se repete, nos mesmos moldes, mas repete-se noutros e disso pode ficar certo.

Beijos e bom feriado.

Nota: caso não nos contatemos mais este ano, desejo ao meu amigo e família BOAS FESTAS E EXCELENTE ANO NOVO.

7 de dezembro de 2017 às 14:06  
Blogger Pérola disse...

Nada permanece, só as marcas e os padrões.

Beijo

7 de dezembro de 2017 às 16:24  
Blogger Gil António disse...

Boa tarde. Passando para me deliciar com as suas publicações. É maravilhoso o seu blogue. Gosto muito da sua poesia. Doce e maravilhosa..
.
Tema de hoje

Manhã, nascer do sol, solfeja a cigarra no arvoredo
.
Deixo cumprimentos poéticos.

8 de dezembro de 2017 às 19:06  
Blogger Majo Dutra Rosado disse...

As despedidas são inesquecíveis...
Muito, muito belo, estimado poeta.
~~~ Abraço ~~~

10 de dezembro de 2017 às 16:36  
Blogger Majo Dutra Rosado disse...

As despedidas são inesquecíveis...
Muito, muito belo, estimado poeta.
~~~ Abraço ~~~

10 de dezembro de 2017 às 16:36  
Blogger Paula McGill disse...

Este 'e triste...

24 de dezembro de 2017 às 21:05  

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