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sábado, 9 de setembro de 2017

O sentir, é de poetas




Jamais entenderei os meus amigos
Que ordenam, para si, toda a amizade.
A uns, até se dão pela metade
E a outros, eles mesmos são mendigos.

Não posso ter, no peito dois abrigos.
Se amo, dou a todos equidade,
Ou cerro em mim mesmo a piedade
E afasto, para longe, os inimigos.

Mas creio que o sentir, é de poetas
Que lavam, com as lágrimas, seu rosto,
Que sofrem o que a si se lhes destina.

E é um erro fatal, dos exegetas,
Aquando num juízo de desgosto
Se deixam conduzir pela retina.



SOL da Esteva

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17 Comentários:

Blogger Olinda Melo disse...

Nem sempre o sentir se explica, por mais que se recorra a normas mais ou menos consolidadas. É no coração que os sentimentos se formam. O amor e a amizade ali encontram morada perene. E os poetas são os melhores na sua percepção e transmissão.

Um belo poema, Sol. Desejo-lhe um bom fim de semana.

Abraço

Olinda

9 de setembro de 2017 às 09:47  
Blogger Rita Sperchi disse...

Um bom final de sábado
Desejando a vc tudo de bom
Deixo uma frase que gosto
❝A beleza vaga, quase sempre, como um crepúsculo que se move em direção ao mar.❞♡☼⁀⋱‿✿★☼⁀⋱‿✿★♡♡
Malu Silva

Abraços Rita

9 de setembro de 2017 às 21:06  
Blogger Evanir disse...

Com meu eterno agradecimento
por nunca ter abandonado meu blog.
Tenho um orgulho imenso de saber ,
que nunca fui esquecida pro me ausentar.
Agradeço por fazer essa blogueira e amiga
tão feliz com sua visita.
Apesar de ñ ter postado nada fiz uma postagem ,
mas ñ publiquei na postagem
que meu aniversario é amanhã.
Uma noite abençoada.
Um Domingo na paz de Jesus.
Beijos carinhosos.
Evanir.

9 de setembro de 2017 às 22:04  
Blogger Paula disse...

O sentir 'e de cada um, o sentir dos poetas 'e so dos poetas... Mas tambem ha muitos poetas que nao escrevem, nao 'e?

10 de setembro de 2017 às 12:52  
Blogger Majo Dutra Rosado disse...

Gostei muito deste soneto, estimado poeta.
Quantas verdades tão delicadamente expostas!
Por mim, considero uma riqueza ter mo meu jardim, um espaço belíssimo cuidado com esmero por um Sol Amigo.
É um lenitivo contar sempre com o seu amável acolhimento e, se chego tarde, é porque há postagens diárias.
Grande abraço de sincera e genuína amizade.
~~~~

10 de setembro de 2017 às 20:52  
Blogger SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

O teu poema é belo e pertinente,
Porque fala do bom e falso amigo,
O que eu normalmente não consigo
É saber o que é. que o falso amigo sente.

Por isso o meu sentir é mais prudente
Que a presa posta perante ao perigo
E quer saltar por cima do inimigo
Sem ter noção do bote da serpente

Que abocanha a alma e a estraçalha
Com a frieza suposta do canalha
Que vê à frente o seu divertimento.

Eu ando ao tênue fio de uma navalha
E só a Deus eu rogo que me valha
Porque o falso amigo é um excremento.

Grande abraço. Laerte.

11 de setembro de 2017 às 00:00  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Os poetas conseguem tantas vezes transmitir o que lhes vai na alma e tocar o coração de quem os lê.
Tal como conseguiu através deste belíssimo soneto.
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

11 de setembro de 2017 às 19:33  
Blogger Elio disse...

Ciao Sol. Prima di lasciarti il commento sono andato sul traduttore di Google per poter meglio capire il testo. Naturalmente la traduzione non è che sia meravigliosa e non può certo rendere la passione che tu dai ai tuoi versi. Penso che copierò anche una tua poesia e la farò leggere ad un'amica che conosce il portoghese. In questo modo potrò apprezzare anche la musicalità della tua lingua.
Un amichevole abbraccio.

12 de setembro de 2017 às 11:46  
Anonymous Arte & Emoções disse...

Ola amigo! Passando para apreciar mais um dos teus belos sonetos, com ênfase para o quarteto abaixo:

Não posso ter, no peito dois abrigos.
Se amo, dou a todos equidade,
Ou cerro em mim mesmo a piedade
E afasto, para longe, os inimigos.

Abraços,

Furtado

12 de setembro de 2017 às 14:07  
Blogger Fá menor disse...

Pois. Mas lá diz o poeta. "Sentir, sinta quem lê!"

Sempre belos os seus sonetos!

Beijinhos.

13 de setembro de 2017 às 18:46  
Blogger Jaime Portela disse...

Os sentimentos podem afetar o juízo que fazemos e, por isso, o olhar pode não ser fidedigno.
Excelente poema, gostei muito.
Continuação de boa semana, caro Sol.
Abraço.

14 de setembro de 2017 às 16:17  
Blogger Existe Sempre Um Lugar disse...

Olá, Não posso ter, no peito dois abrigo, verdade, se tiver dois abrigos, pelo menos um deles não é verdadeiro, o poema é lindo, criado com enorme sentimento.
Bom fim de semana,
AG

15 de setembro de 2017 às 14:55  
Blogger Jossara Bes disse...

Oi Sol, amigo Poeta!
O que posso dizer de palavras tão bem escritas? Repletas se sentires e sentidos, com vida própria!
Minha admiração!
Beijo carinhoso!

15 de setembro de 2017 às 18:46  
Blogger lua singular disse...

Oi Sol,
Colegas temos muitos, mas amigos são muito poucos, pois a maioria quer nos sugar o pouco que temos
Nem uma falsa amizade, falo aqui de blogueiros poetas que quanto já venderam seu peixes não servimos mais e nem tem a consciência de entrar sem estar logado. Aí eu vejo.
Vamos juntando tudo e adoecemos e é por isso vou postar só às segundas-feiras.(tenho dores horríveis nos pés e não quero mais me machucar).
Sua poesia é a realidade da vida.
Beijos no coração
Lua Singular

15 de setembro de 2017 às 18:55  
Blogger Rita Norte disse...

Olá, acabei de conhecer o seu blogue e acho maravilhosa a sua capacidade de pôr tanto sentimento e sentido nas palavras. Este poema é muito inteligente, a verdade é que é impossível gostar de toda a gente e isso não tem nada de errado, errado é fingir amizade ou amor. Nas falsas amizades não enganamos só os outros enganamo-nos a nós próprios.
Beijinho

15 de setembro de 2017 às 19:33  
Blogger Inês disse...

Que poema lindo, tocou-me particularmente a seguinte parte:
"Se amo, dou a todos equidade,
Ou cerro em mim mesmo a piedade
E afasto, para longe, os inimigos."
Beijinhos
--
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15 de setembro de 2017 às 22:22  
Blogger La Gata Coqueta disse...

El poeta ama las palabras siendo capaz de convertir las lágrimas en arco iris de luz y armonía...

Un abrazo amigo y hasta otro momento.

Mari

15 de setembro de 2017 às 23:04  

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