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sábado, 12 de setembro de 2015

Recuso-me modelar




                  

Que outro destino nos espera
Da solidão, comum, em que ficamos?

Não será a dor imensa e crua,
A revolta e orgulho pessoal,
O ferir quem aguarda e desespera
Na lentidão, sem luta,
O abandono,
Os gritos calados na rua
E a agonia fria e mortal?

O cerne do meu ser esfrangalhado,
Feito grão e pó,
Mesmo molhado
De lágrimas esconsas,
Dos suspiros saídos ao acaso,
Não será (nunca mais) alguém ou objecto.
Porque eu, identidade, tenho dó
De me erguer,
Amassando e modelando
Gente para sofrer,
Gente que vive morta
Na Alma que não se importa.

Recuso-me!
Recuso-me modelar,
Sem garantias de amar!



SOL da Esteva

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14 Comentários:

Blogger Paulo Francisco disse...

O que dizer depois desse final?!
Recuso-me!
Recuso-me modelar,
Sem garantias de amar!

Belíssimo poema de amor
abraçogrande

12 de setembro de 2015 às 21:00  
Blogger António Manuel - Tómanel disse...

De carácter forte, homem robusto, mesmo cheio de lágrimas, é um desespero, é uma recusa total amar sem ser amado.
Um abraço cá do Algarve

12 de setembro de 2015 às 21:00  
Blogger Célia Rangel disse...

É a única garantia que podemos reivindicar da alma doada em amor...
Abraço.

13 de setembro de 2015 às 00:25  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Intenso, profundo e lindo.
Infelizmente meu amigo o final dos nossos dias pode ser muito triste e só.
Bom domingo
Beijinhos
Maria

13 de setembro de 2015 às 12:01  
Blogger Rita Sperchi disse...

Bom dia de domingo ,vim te visitar deixar um
abraço pelo seu carinho, e amizade, mais uma
vez elogiar o que sempre tem de bom por aqui
Que sua semana comece cheia de alegria e muita paz

Bjussss

└──●► *Rita!!

13 de setembro de 2015 às 15:30  
Blogger Dorli Ramos disse...

Oi Sol,
Nem precisa recusar a modelar, o que virá depois é a triste solidão, depois de velhos somos um zero à esquerda, querem se ver logo longe de nós, esquecem as pessoas que beberão do mesmo veneno.
Que não choremos os que morrem mais cedo, pois eles não serão humilhados.
Bom fim de semana
Dorli Ramos

13 de setembro de 2015 às 15:56  
Blogger CÉU disse...

Olá, querido Sol!

Como está?

Estive uns dias fora de Lisboa e ausente da Internet, daí, a minha falta de comparência no seu blogue.

Este seu poema pode ter algumas interpretações, mas só quem o escreveu sabe o sentido real dele. Como garboso militar k sempre foi, é e será, entendo esta força vulcânica k lhe jorra das entranhas, entendo.

Por outro lado, ligo o conteúdo do seu poema a todos aqueles k lutam por um bocadinho de espaço, de lugar ao sol, mesmo tímido.

O meu amigo NUNCA será um ser esfrangalhado, pke tem vontade própria, força de combatente e é homem com h maiúsculo. Só se vence quem se deixa vencer.

Com o avançar do tempo, o homem vai-se modelando, mas não enfraquecendo. Os netos, os laços familiares cada vez mais estreitos, vão o tornando menos "rígido", mas o MODELO, esse será sempre o mesmo. Só o AMOR, nas suas diferentes aceções, o poderá modelar, mas só parcialmente, pke a essência, essa, é sempre a mesma até deixarmos este mundo.

Boa semana.

Beijos, com estima!

13 de setembro de 2015 às 23:17  
Blogger Helena Medeiros Helena disse...

É mesmo muito difícil tentar "interpretar" aquilo que um poeta escreveu. É até utópico, pois nunca desvendaremos a alma do outro com o nosso olhar falho que muitas vezes não consegue desvendar os mistérios que nos habitam. Aliás, alguém já disse que um poema ou texto poético deve ser simplesmente lido e sentido, nunca interpretado. Mas nós, falhos seres humanos, não conseguimos nos ater a uma simples leitura, porque naquilo que lemos tem muito dos sentimentos e emoções que também nos acometem. E vemos no texto do outro aquilo que também nos assola a alma, por isso tentamos de todas as formas desvendar o mistério no coração do outro na vã tentativa de também desatar nossos próprios nós.
E assim, meu querido, aqui estou para dizer que essa solidão de que falas, essa busca interior de um lugarzinho para abrigar aquele amor que tanto se deseja, nos faz colocar empecilhos ao recusarmos nos modelar sem aquela garantia de que ao acabamento da "obra" o amor que tanto ansiamos estará a nos esperar. Seremos sempre seres inacabados, meu amigo, tenhamos ou não a capacidade de encontrar no outro o nosso complemento. Queremos sempre mais, desejamos estocar algo que nem mesmo sabemos o que é, e nesta ânsia de completude estamos sempre de saída para encontrar uma porta que se nos abra e nos mostre o tesouro que tanto buscamos. Não é fácil viver, pois é a própria vida que nos mostra as impossibilidades que muitas vezes a nossa incapacidade nem consegue detectar.
Desculpe esta "viagem" que fiz no teu texto, meu querido, até fugindo da tua intenção de simplesmente nos mostrar uma das tuas produções literárias.
Mas garanto que esse meu "desabafo" , talvez até sem nenhuma relação com este teu primoroso poema, me fez um bem enorme. Estou numa fase de colocar para fora tudo aquilo que está entulhando a minha alma. Desculpe se fiz isto aqui nesse teu espaço tão rico de poesia.
Deixo-te meu abraço e os votos de uma semana de alegrias e realizações.
Com carinho,
Helena

14 de setembro de 2015 às 02:26  
Blogger Jossara Bes disse...

Querido amigo, Sol!
Ler suas poesias é refletir sobre a existência humana e os sentimentos que permeiam nosso viver!
Lindo e profundo!
Beijo carinhoso e feliz semana!

14 de setembro de 2015 às 13:21  
Blogger afetocolorido.blogspot.com.br disse...

Sol, um poema bastante reflexivo esbanjando lirismo. Não deveria ser assim o fim dos nossos dias, a solidão dói demais, quem hoje abandona, amanhã provavelmente desfrutará da recompensa.
Admiro e aplaudo sua veia poética.
Tenha uma proveitosa semana!

Bjs no coração.

15 de setembro de 2015 às 14:08  
Anonymous Arte & Emoções disse...

...
Não será a dor imensa e crua,
A revolta e orgulho pessoal,
O ferir quem aguarda e desespera
Na lentidão, sem luta,
O abandono,
Os gritos calados na rua
E a agonia fria e mortal?

É difícil responder por tratar-se de uma incógnita. Belo e muito profundo.

Abraços,

Furtado.

16 de setembro de 2015 às 02:40  
Blogger Olinda Melo disse...

Que dizer depois do comentário de "Helena"? O teu belo poema e as palavras deixadas pela tua comentadora fazem-nos sentir que, realmente, só amor tem o poder de nos fazer mudar de rumo ou modelar ideias ou ideais sem que, no entanto, a nossa essência se perca. E quando isso acontece é mais um passo no nosso crescimento interior e no conhecimento que adquirimos em relação aos outros.
Grande abraço, caro Sol.
Olinda

16 de setembro de 2015 às 15:14  
Blogger Mariangela do Lago Vieira disse...

Esta é a nossa garantia, amar e ser amado. Aos poucos o amor acaba nos moldando para um melhor viver. Fora isto, devemos sim recusar
Linda reflexão Sol.
Beijos,
Mariângela

16 de setembro de 2015 às 21:03  
Blogger Mar Arável disse...

Palavras vertebradas

16 de setembro de 2015 às 22:11  

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