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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Mar imenso




Mar sinistro,
No horror da escuridão
Húmida, confusa,
Aonde os pensamentos vão.

Mar traiçoeiro,
Eu te adorei noutra noite
Sem nevoeiro;
Foste diverso de agora.

Na tristeza, a Alma chora.

Mar ululante,
Num instante
Galgas os muros limite,
Do rochedo da felicidade.
Te acuso se maldade
E me recuso
Que noutras horas te fite
Sentindo saudade
Do tempo que passou.

Mar sinistro,
Lençol de espuma,
Mortalha que foi felicidade.
Mar do horror,
Quem te sonhou por ter sentido Amor?

O desespero
E a solidão de outrora, chegou,
Tomou posse de mim,
Secou lágrimas de dor,
Endureceu o coração,
Esmagou os sentidos, a paixão...
E o que foi Amor, gelou!


...Nem tu nem eu, soubemos
Conservar o delírio de amar!
Nada restou.
Mas se um dia
Voltar a acender-se outra fogueira
E o calor, dela se evolar,
Há-de trazer, de volta ao mar,
O que no fundo da Alma ficou.

Os receios
Serão iguais aos de sempre,
Mar imenso,
Vasta imensidão,
Encanto infinito,
Ou nova frustração.

Deixa lá, mar horroroso,
Deleitar-me-ás um dia,
Do tempo que há-de vir.
Serei terno e amoroso
Até, no tempo, eu partir.


 

SOL da Esteva

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17 Comentários:

Blogger Olinda Melo disse...

O mar encapelado, o mar manso, duas realidades que se aplicam à própria vida. No seu intervalo encontramos o equilíbrio, felizes de nós se realmente o encontrarmos.

Um belo poema, caro Sol. Gostei muito.

Abraço

Olinda

18 de fevereiro de 2017 às 10:20  
Blogger Célia Rangel disse...

Mar... sempre m foi uma incógnita a perscrutar...
Belo, calmo, amoroso a um tempo e de repente, troca isso tudo por uma paisagem devastadora! Simboliza sim, o amor.
Abraço.

18 de fevereiro de 2017 às 12:46  
Blogger Majo Dutra disse...

Gostei muito deste soberbo poema, Sol.
Bem escrito, forte, profundo e muito sentido.
Sabe-se que, quem no mar navega pode passar de súbito, de calmaria à mais atroz das tempestades, como acontece com o amor...
Parabéns pela criatividade e habilidade poética.
Dias felizes, amigo.
Beijos.
~~~

18 de fevereiro de 2017 às 22:45  
Blogger Elio disse...

Ciao Sol, questo poema mi piace molto perché mette in evidenza che il mare è sempre pronto a dimostrare che non è solo vacanza e belle nuotate. Ci prova che noi nella natura siamo in definitiva dei piccoli abitanti. Il quadro della foto è fatto da te? In caso positivo, tutti i miei complimenti.

19 de fevereiro de 2017 às 21:19  
Blogger lua singular disse...

O Sol,
O amor não morre, apenas descansa, tudo que agora lhe é negado voltará ao seu tempo.
Ó mar traiçoeiro! Traga de volta aquele amor que cintilava seus dias.
Beijos no coração
Lua Singular

19 de fevereiro de 2017 às 22:14  
Blogger Gracita disse...

O mar e os seus mistérios.
Assim como o amor tantos segredos a desvendar
E este mar revolto acalme esse coração que pulsa sedento de amor e paixão. Um poema intenso! Sua habilidade poética a nos envolver no âmago de tão profundos versos
Uma semana iluminada meu amigo
Beijos

20 de fevereiro de 2017 às 00:57  
Blogger CÉU disse...

Entendo, perfeitamente, o seu belo poema, de raiva e de amor ao mar, pke este não me atrai, bem pelo contrário, sinto repúdio.
Uma grande poema, não só em tamanho, qto em talento. O mar não pode ser mis teimoso que o amor e a força do nosso ego.

Beijos, amigo Sol!

20 de fevereiro de 2017 às 23:19  
Anonymous Arte & Emoções disse...

Olá Sol! Acredito que assim como nós, o mar também tem seus momentos de calma e de fúria. Tudo depende daquilo que lhe for proporcionado. Rsrs. Belo poema amigo.

Abraços,

Furtado

21 de fevereiro de 2017 às 01:09  
Blogger Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Lindo poema, em modo refletivo!
Abraço

22 de fevereiro de 2017 às 11:38  
Anonymous Helena disse...

“Mar imenso,
Vasta imensidão,
Encanto infinito,
Ou nova frustração”
Assim também é a VIDA: uma imensidão à nossa frente onde nos deparamos com situações diversas a se mesclar em prazeres, alegrias, surpresas, decepções, frustrações, felicidade, conquistas, amizades, enfim, tudo aquilo que compõe e define a nossa trajetória.
Amigo Sol, de volta a este convívio tão prazeroso com os amigos blogueiros, de quem já sentia tanta saudade.
E aqui me deparo com a grandiosidade deste teu poema onde o Mar serve de timoneiro para o teu navegar nas ondas da Poesia. E o fazes bem, meu amigo, como todos os outros poemas que a tua fértil imaginação (vivência, também?) deixa escorrer para o papel.
Voltarei sempre, amigo, pois o teu recanto é um dos que mais me agradam visitar.
Que tenhas um dia lindo e possas festejar a alegria de viver entre sorrisos e estrelas, com o carinho da
Helena

22 de fevereiro de 2017 às 11:43  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Que o mar revolto se torne um dia num mar calmo.
Lindíssimo poema
Um abraço
Maria

22 de fevereiro de 2017 às 20:08  
Blogger Jaime Portela disse...

O mar é tudo e o seu contrário...
Excelente poema, gostei imenso.
Bom fim de semana, caro amigo Sol.
Abraço.

23 de fevereiro de 2017 às 23:52  
Blogger Fá menor disse...

E... "quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!"

Beijinhos

24 de fevereiro de 2017 às 15:05  
Blogger Kasioles disse...

Adoro o mar, su color y su brisa, pero me gusta en calma, ya que, a veces, se pone de mal humor,se encoleriza y las olas no respetan a todo aquél que se acerca a su orilla.
La foto que acompaña a tu bonito poema es preciosa.
Te deseo una feliz semana.
kasioles

24 de fevereiro de 2017 às 18:35  
Blogger lua singular disse...

Oi Sol
Gostou do versinho?
Beijos
Lua Singular

24 de fevereiro de 2017 às 19:54  
Blogger lua singular disse...

Sole, eu coloquei uma pequena Biografia sobre Lêdo Ivo embaixo da poesia dele
Abraços
Lua Singular

25 de fevereiro de 2017 às 18:08  
Blogger lua singular disse...

Oi Sol
Desculpa errei seu nome.tomei um remédio fortíssimo e tenho que dormir urgente.
Beijos
Lua Singular

25 de fevereiro de 2017 às 18:09  

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