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sábado, 12 de dezembro de 2015

Ardor do Purgatório




Em horas mortas, com mortos aqui perto,
Eu te chorava (tão perto de ti estava...).
Lamento triste de quem, em muito, amava,
Conhecedor dos caminhos do deserto.

Se, de sonhos vivos, um dia desperto,
Desconheço a morte e a vida que levava,
Na amnésia, doce, que me devorava,
De querer esquecer-te sem me sentir certo.

Local de espera, talvez recordatório,
Tem-me a lembrança, o ardor do Purgatório,
No sol que queima, abraça e me deseja.

Lugar de ânsia e sombra escurecida.
Dentro do peito, te sinto entristecida
Se me souberas no Adro desta Igreja.



SOL da Esteva

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22 Comentários:

Blogger Olinda Melo disse...

Olá, Caro Sol da Esteva

É sempre um prazer para mim ler as suas palavras nestes poemas que nos fazem "acordar sonhando".
O tema do Purgatório leva-nos a reflectir sobre o muito que, muitas vezes, o amor nos faz penar. Quando esse sentimento não é correspondido, pomo-nos a pensar sobre o que é que fazemos de mal para que isso não aconteça. E quando é correspondido, nem sempre as coisas correm de feição. Mas, há sempre momentos lindos a partilhar, passeios de mão na mão, confidências... Temos a nosso favor a natureza, com o sol a brilhar e mesmo quando chove ou neva há lugar para cumplicidades.
Abraço
Olinda

12 de dezembro de 2015 às 12:01  
Blogger Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Um "ar" bem triste, mas representando um excelente poema!
Parabéns!
Abraço

12 de dezembro de 2015 às 12:33  
Blogger Juvenal Amado disse...

Sublime meu amigo

12 de dezembro de 2015 às 15:07  
Blogger Mar Arável disse...

Há dias assim que passam
porque tudo se move

12 de dezembro de 2015 às 18:04  
Blogger António Manuel - Tómanel disse...

Triste dia meu caro amigo. É difícil descrever o que vai pelo Purgatório, mas, coisa bela não é.
Porém, entre o Céu e o inferno ainda existe o purgatório que lá vai aliviando a alma dos pecadores...
Um abraço cá do Algarve.

12 de dezembro de 2015 às 18:47  
Blogger lua singular disse...

Oi Sol
Sai-se fácil do purgatório em vida, é só consertar o que está errado e só esperar o amor renascer de novo.
Beijos no coração
Minicontista2

13 de dezembro de 2015 às 00:42  
Blogger filomenafonseca disse...

Não devemos pensar de forma negativa,devemos encarar a vida sempre com um sorriso,acreditarmos que podemos ter uma boa vida!! Bom domingo e excelente semana para ti!! http://cenasemaiscenas29.blogspot.pt

13 de dezembro de 2015 às 14:56  
Blogger São disse...

Muitissimo bem, de verdade!

Alegre quadra festiva, bom Natal e feliz 2016!

14 de dezembro de 2015 às 16:29  
Anonymous Arte & Emoções disse...

Belo soneto, só que, um pouco triste. Gostei, com ênfase para a quadra abaixo:

Se, de sonhos vivos, um dia desperto,
Desconheço a morte e a vida que levava,
Na amnésia, doce, que me devorava,
De querer esquecer-te sem me sentir certo.

Abraços,

Furtado.

15 de dezembro de 2015 às 02:02  
Blogger Mariangela do Lago Vieira disse...

Oi Sol,
Seja qual for o nosso purgatório,
Vale a certeza que tudo passa!
Beijos,
Mariangela

15 de dezembro de 2015 às 13:34  
Blogger Mário Margaride disse...

Olá, amigo Sol.

Um poema muito bonito, apesar de melancólico.

Gostei muito.
Abraço e boa semana!

Mário

15 de dezembro de 2015 às 15:37  
Blogger Manuel disse...

Triste, muito triste, quase lúgubre.
Mas enorme nos sentimentos que deixa, nessa saudade que lhe desperta os sentimentos.
Lindo!

15 de dezembro de 2015 às 17:15  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Melancolia e tristeza num belo poema.
Um abraço
Maria

15 de dezembro de 2015 às 23:42  
Blogger Célia Rangel disse...

Você destaca a dúvida de um Purgatório, quando de certa forma, nos purgamos por amores não correspondidos que nos marcaram profundamente. Gostei, até porque é muito real.
Abraço.

15 de dezembro de 2015 às 23:51  
Blogger CÉU disse...

Céu, Purgatório e Inferno todos os amores têm.
Soneto com muita imaginação, como de costume!

Beijos e boa semana!

16 de dezembro de 2015 às 00:49  
Blogger Existe Sempre Um Lugar disse...

Votos de Feliz Natal
AG

16 de dezembro de 2015 às 19:12  
Blogger MARILENE disse...

Purgatório...lugar de espera. Dois lados, à frente, se apresentam. Se se opta pela dor, há que ser exaurida, antes que se possa caminhar para o outro lado. Muito belo, Sol! Abraço.

16 de dezembro de 2015 às 19:31  
Blogger Vera Lúcia disse...

Olá Sol,

Um soneto forte, intenso e brilhante. Um Purgatório de alma muito bem versado.
Difícil esquecer quando não se tem certeza de que realmente se deseja apagar alguém do coração.

Na oportunidade, Sol, despeço-me por este ano, desejando-lhe um Natal de paz e bençãos e um 2016 próspero em realizações e com muita saúde e alegrias.

Boas festas!

Até breve!

Abraço.

16 de dezembro de 2015 às 23:48  
Blogger Jaime Portela disse...

És um Mestre no soneto.
Este é mais um excelente exemplo.
Parabéns pelo talento das tuas palavras.
Sol, meu caro amigo, tem um bom resto de semana.
E um NATAL MUITO FELIZ, extensivo aos que te são mais queridos.
Abraço.

17 de dezembro de 2015 às 11:45  
Blogger Existe Sempre Um Lugar disse...

Para si e sua família desejo um Natal de Luz! Abençoado e repleto de alegrias.
AG

18 de dezembro de 2015 às 15:28  
Blogger Pérola disse...

Um purgatório perigoso.

Beijo

18 de dezembro de 2015 às 21:48  
Blogger Odete Ferreira disse...

O tempo de espera pode ser sempre um purgatório, sobretudo quando não se tem a certeza de um final à nossa feição.
Gostei imenso deste teu soneto, amigo, a lembrar-me os sonetos do classicismo.
Bjo, Sol :)

24 de dezembro de 2015 às 13:14  

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