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sábado, 30 de novembro de 2013

Livro de Orações







A Alma, embriagada, se agitou
Na esperança, sem sentido, sossegado
O desejo de ouvir-te, oh Ser Amado,
Nesse momento que jamais chegou.

O tempo, indiferente, se passou
Tão ligeiro, tal sopro não notado...
...Se nada, ou se ninguém é o culpado,
Porquê a Natureza nos gerou?

E assim, desalentado, me curvei
Perante as horas lentas, que esperei
Sem ter um pensamento imperfeito.

Apenas a tristeza, em convulsão,
Rasgou mais uma folha de ilusão
Ao Livro de Orações, que é meu peito.



SOL da Esteva

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15 Comentários:

Blogger Célia Rangel disse...

Difícil encontrar-se em um Livro de Orações...
A fé, a piedade, a generosidade aloja-se dentro de nós.
Cabe-nos a força necessária em fazer - nos um Livro Aberto com nossas Orações!
Abraço, SOL!

30 de novembro de 2013 às 12:37  
Blogger Gracita disse...

Olá querido Sol
Um livro de orações oferece conforto para o nosso coração mas os bons sentimentos estão alojados dentro do coração.
Um final de semana de luz e paz
Beijos com carinho

30 de novembro de 2013 às 13:25  
Blogger Carla Fernanda disse...

Este é o principal livro da vida.
Belo!

Beijos

30 de novembro de 2013 às 20:09  
Blogger Dorli disse...

Oi Sol,
Esse livro cada um tem o seu é o Livro da Vida, já predestinado por Deus.
Beijos
Lua Singular

30 de novembro de 2013 às 21:03  
Anonymous Anónimo disse...

Maravilhoso!

Abraço amigo

F.M.

30 de novembro de 2013 às 23:17  
Blogger Henrique Antunes Ferreira disse...

Solamigo

Continuas a provocar-me e sai soneto desbragado porque não sei o que nele encerrar. Mas, apesar do fiasco, aqui to deixo:

A alma, se a houvesse, contaria
Estórias leves de mão dada
Que ao lê-las todas, quem diria
Em que sítio já estaria alucinada

Porque o canteiro faz a cantaria
Da pedra uma fada abandonada
E a gente triste em volta falaria
Duma monja, virgem ali plantada

Porque a alma se a houvesse
Deixaria de ser alma penada
E elevaria ao céu uma prece

Pois a alma, Sol meu Amigo
Se a houvesse, ali estaria
A falar sobre tudo só contigo


Já não vais à nossa Travessa?

Abç





1 de dezembro de 2013 às 01:40  
Blogger MARILENE disse...

O desalento fica muito belo nos versos seus. Esse soneto está sublime. Abraço.

1 de dezembro de 2013 às 02:10  
Blogger António Manuel - Tómanel disse...

Meu caro amigo, seria extremamente maravilho que, nesse teu palácio encantado da ilusão, todo o ser humano tivesse um momento para refletir sobre aquilo que transmites neste teu soneto... o livro de orações.

1 de dezembro de 2013 às 11:31  
Blogger Sissym Mascarenhas disse...

Sol,

Lindoooo... puxa! É assim. Ao menos eu, quando triste por algum acontecimento, procurei nas musicas e nas orações um porto seguro para a paz espiritual.

Bjs

1 de dezembro de 2013 às 22:01  
Blogger Manuel disse...

É esse renovar, esse constante rasgar das folhas da ilusão são o constante alimento da alma.
Triste, dolorido mas de grande intensidade poética.
Abarço

2 de dezembro de 2013 às 21:47  
Blogger Olinda Melo disse...

Um livro de orações alojado no peito.Uma imagem poderosa que este soneto nos transmite, Caro Sol. Uma prece a envolver cada ilusão, cada canção de amor.

Abraço

Olinda

2 de dezembro de 2013 às 23:05  
Blogger Patrícia Pinna disse...

Boa tarde, Sol. Encantada com os teus versos tristes e profundos.
A oração nos aproxima muito mais de Deus, principalmente quando vemos que estamos afastados.
Toda a angústia será minimizada, pois a presença de Deus no nosso interior é como um bálsamo.
Beijos na alma e fique com Deus, amigo.
Dezembro excelente para você e sua família!

4 de dezembro de 2013 às 14:06  
Blogger São disse...

Muito triste anda o poeta...e é pena isso.

Tudo de bom, Sol

5 de dezembro de 2013 às 18:18  
Blogger manuela barroso disse...

Meu querido amigo Sol!
Rendo-me à sua arte exímia de grande sonetista. E os versos fluem em belissimas estrofes com a naturalidade das fontes!
Belo!
Grande abraço

6 de dezembro de 2013 às 01:23  
Blogger Dora Regina disse...

Sol, tens sempre um poema muito inspirado que adoro ler...
Abraços!

7 de dezembro de 2013 às 18:16  

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