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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Não te perdi

 



O teu sorriso
É o princípio e é o fim.

Ama-me como te amo
E não me queiras mudar
Em pessoa singular.
Olhos nos olhos,
Sabe que te adoro
Sem cessar.

Sorri-te como criança
Na singeleza infantil
De um rosto feito candura.

Inocência pueril?

Mantém a mesma doçura
Que vem num choro feliz.
Sustenta, viva, a lembrança
Que eu quero recordar,
Neste caminho sem fim.

Deixa-me guiar-te o coração
Para que percorras ruas
Que não têm direcção,
Momentos esquecidos
Ou o silêncio das noites
Penosas, redondas...
Sabe que te amo para que te afoites.

Sorri
Porque estou contigo aí.

Nunca mais me apaixono
Porque não deixei
De estar apaixonado.
Esse é o meu fado
Que dentro de mim terei.
Não te abandono.
Não te perdi, bem sei.


SOL da Esteva

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13 Comentários:

Blogger Luis Coelho disse...

Sonho de menino
Esperança de jovem
Confiança de adulto.

Gosto de tudo o que escreve.

9 de fevereiro de 2019 às 08:35  
Blogger Mariazita disse...

Esse fado, se correspondido, é a felicidade plena.
Lindo poema de Amor, que foge um pouco ao teu usual estilo (sonetos), mas que nem por isso é menos belo.

Desejo bom Fim-de-semana
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

9 de fevereiro de 2019 às 11:30  
Blogger lua singular disse...

Olá Sol,
Uma poesia que só entende quem passou que e só a morte pode fazer chorar e não esquecer.
Amor é um só para cada um, mesmo que uma pessoa teve dois companheiros(as),pois a morte veio buscar um(a).Ficam as lembranças, mas se aprende a amar novamente d'um jeito diferente.
Amei sua poesia.
Beijos no coração
Lua Singular

9 de fevereiro de 2019 às 16:08  
Blogger Paula McGill disse...

Wow...

9 de fevereiro de 2019 às 17:32  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Uma beleza de poema. Amei!

Perambulando em tapete matizado. [Poetizando e Encantado]
Beijo e um excelente fim de semana.

9 de fevereiro de 2019 às 18:10  
Blogger Olinda Melo disse...

Belo, o princípio e o fim num sorriso.
O amor quando é amor verdadeiro procura amar
sem tentar mudar o ser amado. Aceita-o com
a sua maneira de ser, com aquela cumplicidade
necessária a todas as boas relações.

Gostei muito, Sol.

Abraço

Olinda

9 de fevereiro de 2019 às 18:46  
Anonymous Alfacinha disse...

Que poema lindo
É a maior dificuldade para se expressar na língua materna de Camões: Escrever como um poeta

10 de fevereiro de 2019 às 06:59  
Blogger Larissa Santos disse...

Bom dia. Adorei o seu sublime poema. Obrigada pela partilha:))´´

Hoje:- Os nossos corações arrebatam-se num desejo {POETIZANDO...}

Bjos
Votos de um óptimo Domingo.

10 de fevereiro de 2019 às 09:52  
Blogger Mum disse...

Belo Poema!!!

10 de fevereiro de 2019 às 19:01  
Blogger Fá menor disse...

Quando o sorriso impera, no coração soa primavera.

Beijinhos, amigo!

10 de fevereiro de 2019 às 23:00  
Blogger CÉU disse...

Olá, estimado Sol!

Um poema, que exprime bem o amor que sente ainda pela mulher amada, que, talvez lhe aponte alguns pequenos defeitos e o queira mudar. Há momentos em que já é tarde, mas há sempre "afinações" -rs.

Ela lá, o Sol cá, mas continua vivendo a sua vida e amando. O amor é uma incógnita e nunca se pode dizer k "desta água não beberei".

O tempo tudo determina, mas o ontem não é igual ao hoje e atualmente tudo é diferente de há 20 ou 30 anos.

Deixe que lhe diga que há poucas certezas absolutas, a não ser o amor que os pais têm pelos filhos.

Grata pelo seu excelente comentário.

Beijos e um cordial abraço.

11 de fevereiro de 2019 às 14:07  
Blogger Tais Luso disse...

Olá, Sol, belo poema, gostei da construção de tão belas palavras.
Vim direto da Mariazita...
Beijo, um bom restinho de semana.
Já coloquei seu blog em minha lista de favoritos.

14 de fevereiro de 2019 às 13:51  
Blogger Jaime Portela disse...

O poema é brilhante, parabéns.
Caro amigo, continuação de boa semana.
Abraço.

14 de fevereiro de 2019 às 20:33  

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