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sábado, 27 de agosto de 2016

O tempo




Turbilhão medonho, da tempestade,
Se abate sobre a minha solidão.
Só um fio de luz e de verdade
Ilumina, num flash, o coração.

Assim, a noite encobre, no seu manto,
E afunda a semente da razão.
Brota a dor e não sinto aquele encanto
Descer á Alma, com a Oração.

Bem sabes das raízes do meu Ser
Que vibra, treme de medo e terror,
Antevendo um mundo que desaba...

Se eu um dia ousasse ter poder
Que firmasse a solidez do Amor,
Seria o tempo, que, por si, acaba.


 

SOL da Esteva

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9 Comentários:

Blogger Evanir disse...

O tempo é implacável com todos nos,
mas nos da a chance de lutar um pouco mais.
Belo ..belíssimo poema amigo Sol.
Deus cuide de vc com carinho.
Um feliz final de semana.
Evanir..

27 de agosto de 2016 às 15:27  
Blogger Célia Rangel disse...

Passagem - estamos de passagem e, com o tempo herdado é o momento que temos. Que seja de harmonia e de amor e paz!
Abraço.

28 de agosto de 2016 às 01:21  
Blogger Majo Dutra disse...

O seu soneto está muito bem construído e belo, Sol.
Bom seria, mesmo, que tudo terminasse com o nosso tempo, de forma natural, sem dor.
~~~ Abraço amigo. ~~~

28 de agosto de 2016 às 22:37  
Blogger Gracita disse...

Desde o dia em que aqui ancoramos viemos com um tempo determinado
Ele é implacável e nos dá muitas opções de manejo
Vivamos cada minuto desse precioso tempo com intensidade
Uma linda semana amigo Sol
Beijos

28 de agosto de 2016 às 22:59  
Blogger Jaime Portela disse...

O tempo é sempre curto, mesmo que vivamos até depois dos 100 anos...
Excelente soneto, meu amigos, os meus aplausos.
Sol, tem uma boa semana.
Abraço.

30 de agosto de 2016 às 00:15  
Blogger Manuel disse...

A poesia mora em ti, vives nela e, um pouco, para ela.
Magnifico este soneto.
Um abraço

30 de agosto de 2016 às 14:30  
Blogger Mariangela do lago vieira disse...

O tempo é curto demais Sol!
Que saibamos aproveitá-lo da melhor forma, sem desperdícios!!
Poesia linda!
Beijos,
Mariangela

1 de setembro de 2016 às 13:38  
Blogger Dorli Ramos disse...

Sol
Não deveria existir o tempo pronto, nós é que faríamos o tempo.
O amor e a paixão não acabaria para em nós o sangue ferver.
Mas não fazemos nada, não somo donos de nós, é ficar à mercê da morte quando ela chegar.
Beijos
Lua Singular

2 de setembro de 2016 às 03:20  
Blogger Odete Ferreira disse...

Comentei pelo telemóvel mas não sei porquê não fica neste espaço do blogue. Desconfiei logo porque me pedia uma determinada opção (deve ficar no google mais). Por esse facto, atrasei-me a vir ao teu espaço.
Vou copiar o que escrevi em 20-09:
O tempo é, para o bem e para o mal, o nosso companheiro de jornada. Por isso há que fazer, com ele, um pacto de não agressão.
Gostei muito, Sol.
Bjo :)

25 de setembro de 2016 às 22:34  

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