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sábado, 21 de novembro de 2015

Na tua solidão





Assumi a incerteza
De já não amares como dantes.
Senti gelo
Quebrando a confiança,
A amizade, o Amor...

...Acabo por supor
Que tudo o que foi belo
Não passou dum sonho bom.

O medo de elevar o Amor
Sobrepõe-se á livre escolha.

...Estala, como vidro,
A Alma fria e cristalizada.
Morte avara,
Gelada,
Impiedosa e desejada.

Triste Outono,
Estação sem fim.
Morre comigo esta manhã,
Antes que o sol perfume a rosa
E aqueça o gelo que me tem,
Ou deixe o calor
Dos seus raios benfazejos,
Elevar de Amor e desejos
Os amantes que têm coração.

Quase morro em pensar assim!

Não possas, nunca,
Tu também,
Sofrer por tamanha dor,
Porque conheço
A dimensão,
Que não cabe em mim
E em mais ninguém.

Para ti, terei o meu Amor
Igual em tudo,
Ao do primeiro dia.
Recorda, se puderes, essa alegria
Ou vive-a na tua solidão.



SOL da Esteva

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21 Comentários:

Blogger Dorli Ramos disse...

Oi Sol,
Que poesia linda e triste simultaneamente.
O amor entre os casais deve ser permanente, é claro que a mulher o divide como os filhos, mas sempre sobra um tempinho para os carinhos e a linda frase: amor: eu te amo, te amei até o fim dos meus dias. Um sempre haverá de cuidar do outro.
Isso é que chamo de AMOR.
Beijos no coração
Minicontista2

21 de novembro de 2015 às 11:59  
Blogger Dorli Ramos disse...

Desculpa o erro: te amarei
Beijos
Minicontista2

21 de novembro de 2015 às 12:00  
Blogger © Piedade Araújo Sol disse...

um poema que encerra uma grande tristeza, não deixa no entanto de ser um bom poema.
bom fim de semana.
beijinho
:)

21 de novembro de 2015 às 12:48  
Blogger Paulo Francisco disse...

Uma revolta! Uma bela revolta!
abraçogrande

21 de novembro de 2015 às 16:13  
Blogger Célia Rangel disse...

Apesar dos "nãos" que a vida nos oferece, inúmeras vezes, ainda há a esperança movida pelo amor. A escolha fica por nossa conta: amor ou solidão...
Abraço.

21 de novembro de 2015 às 22:04  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Como é triste e doloroso quando quem amamos nos deixa de amar.
Palavras sentidas, um belo poema.
Um abraço
Maria

22 de novembro de 2015 às 00:09  
Blogger Jossara Bes disse...

Oi Sol!
Preciosa poesia!
O amor e suas "facetas"!
Beijo carinhoso, feliz semana!

22 de novembro de 2015 às 16:34  
Blogger Lilá(s) disse...

Um poema de amor sofrido.
Gostei imenso.
Bjs

22 de novembro de 2015 às 22:19  
Blogger CÉU disse...

Ora, estamos no domínio das incertezas, portanto há que acreditar que "o amor é fogo que arde sem se ver", e assim creio, ou melhor, tenho a certeza de que ela continua a gostar do meu amigo, tal como dantes. São fases! Não dê muita importância, liricamente falando.
"Saiu" do soneto e não ficámos nada a perder.

Boa semana com muito, muito sol.

Beijos, Sol!

23 de novembro de 2015 às 11:29  
Blogger Janita disse...

Em palavras poeticamente sentidas abres o teu coração e soltas os teus lamentos. amigo SOL.
Só tu sabes qual o sentido de cada palavra escrita. Nós, teus leitores e amigos, ficamos maravilhados, mas sempre com alguma dificuldade em comentar.
Falo por mim, claro!
Na vida, nada podemos sentir como um bem adquirido para sempre. Com os afectos é igual.

Sabes? Tenho uma cadeira igual a essa tua! Dourada, decorativa, já que o assento é frágil.

Um beijinho amigo e o desejo que estejas bem.

Janita

23 de novembro de 2015 às 13:28  
Blogger Mariangela do Lago Vieira disse...

Oi Sol, esta tua poesia linda, mas para mim é muito triste.
Pois não gostaria de me imaginar ai,
e o mundo conspira para que nos sintamos assim...
Pois creio num amor verdadeoiro e indissolúvel, e também na esperança.
Beijos com carinho!
Mariangela

23 de novembro de 2015 às 15:13  
Blogger Mário Margaride disse...

Olá amigo Sol!

Mais um belo poema aqui nos trazes. Na linha a que nos habituaste.

Gostei muito!

Abraço e boa semana.

Mário

25 de novembro de 2015 às 13:48  
Blogger MARILENE disse...

Que belo, Sol! Há tristeza nesse gelo, mas sensibilidade e riqueza em seus versos. Abraço.

26 de novembro de 2015 às 02:56  
Blogger Pérola disse...

Quanta dor e emoção nesse amor que parece já ter ido.

Beijinhos

26 de novembro de 2015 às 21:33  
Blogger Janice Adja disse...

Quão singela são suas palavras.
Palmas!!!

26 de novembro de 2015 às 23:16  
Blogger Jaime Portela disse...

Um excelente poema de amor. Sofrido, mas belíssimo.
Gostei imenso, como sempre.
Caro Sol, tenha um bom fim de semana.
Abraço.

27 de novembro de 2015 às 11:53  
Blogger Manuel disse...

Belo poema.
Angustia, duvidas e medo, aquele medo, de sentir fugir o amor.
Mas o amor, quando existe, é firma como uma rocha. mas os poetas gostam de divagar por entre os meandros das incertezas.

27 de novembro de 2015 às 13:12  
Blogger São disse...

Subscrevo o sentido e quanto ao texto agradou-me.

Bom final de semana :)

27 de novembro de 2015 às 14:17  
Blogger António Manuel - Tómanel disse...

Bem lindo meu amigo...
Haverá coisa mais bonita e sentida do que amar sem quebrar gelo?
Não.
Quanto amor está por aí implícito no teu poema!
Adorei.
Um abraço cá do Algarve

28 de novembro de 2015 às 17:48  
Blogger Odete Ferreira disse...

Ficou-me a pairar uma dúvida: dizes "Assumi a incerteza" mas o desenvolvimento do poema é uma certeza de algo que já não volta mais. Será que, afinal, ainda há a esperança de que a situação se reverta?
Um belo poema de amor, sem dúvida.
Bjo, Sol :)

11 de dezembro de 2015 às 15:26  
Blogger Beatriz Bragança disse...

Caro amigo
quando o Amor acontece queremos que seja infinito. se tal não se verifica, sentimos uma dor enorme! Este poema reflecte muito bem esse sofrimento.
Parabéns por ser tão poeticamente capaz de expressar esse sentimento.
Um beijinho
Beatriz

16 de fevereiro de 2016 às 15:34  

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