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sábado, 22 de novembro de 2014

Não posso


 



Não posso escrever mais,
De Amor ou de tristezas,
De ódios ou saudades,
Alegrias ou viveres...

Não posso escrever mais
A quem me rodeia, ou a mim,
Porque a Poesia
Se sente, se a houver
Nos olhos que sabem ler
Todo o Viver, ou o fim...

Não posso dizer que a tenha,
No que há dentro do peito,
Seja fúria de vulcão,
Ou tensão que a contenha
Adentro do Coração.

Não posso conter-me, em mim,
E dizer que pare a Vida
Em qualquer dia que venha...

Não posso!...
Mas ao tempo, o meu afecto,
Talvez diga o quanto penso,
Resvale nuas verdades
E mostre o que ainda não sei
Do meu ser incompreendido;
Talvez, até, diferente
Na minha forma de Amar,
Ao jeito de toda a gente.

Não posso, Amor,
Sentir-me, mais, entre a dor
E as delícias de ti.

Oh, morte, como desejo
Saber tudo o que perdi.
Por despedida: um beijo
E a Vida que já vivi.

Não posso mais, nem desejo!...



SOL da Esteva

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34 Comentários:

Blogger Paulo Francisco disse...

Sempre podemos algo mais.
Um abraço

22 de novembro de 2014 às 10:37  
Blogger Olinda Melo disse...

Caro Poeta

É do seu talento e sensibilidade que esperamos ler palavras que cantam o Amor, Poesia da Vida, que fala de encontros e desencontros e nos leva a viajar ao fundo de nós mesmos e descobrir sentimentos há muito esquecidos.

Obrigada, Sol.

Abraço

Olinda

22 de novembro de 2014 às 11:08  
Blogger Fá menor disse...

Nem só de dor se pode compor o poema. Nem só de escuridão se compõe a noite, as estrelas também lá estão.

Beijinhos

22 de novembro de 2014 às 11:33  
Blogger Rita Sperchi disse...

Olá tudo bem? Hj vim fazer um convite para
participar do sorteio de natal que o meu blog
Cantinho Virtual da Rita está fazendo .
Desejo sorte participe, bjuss e bom final de semana

Abraços

└──●► *Rita!!

22 de novembro de 2014 às 13:29  
Blogger MARILENE disse...

O afeto se vê nos gestos, mas também nos versos. Cada um tem sua forma de amar, nem sempre compreendida, de fato. Esse sentimento nos faz caminhar entre alegria e dor e jamais saberemos se algo dele foi perdido na jornada da vida. Sensível, como sempre, seu belo poema. Abraço.

22 de novembro de 2014 às 16:27  
Blogger Edith Lobato disse...

Cada um tem sua maneira própria de expressar o amor que sente, o afeto que corre na alma. Amei ler-te. Feliz fim de semana. Procurei pra te seguir e não encontrei opção.

22 de novembro de 2014 às 17:08  
Anonymous Anónimo disse...

Amigo, nunca se esqueça que todos os dias são diferentes, nós próprios, reagimos diferente a cada passo, e quando a dor se torna grande de mais, temos capacidade para a enfrentar-mos com razões que se apresentam lógicas.
O poema está lindo, mas dolorido.
Faz favor de sair daí!
BJS.
F.M.

22 de novembro de 2014 às 18:21  
Anonymous Helena disse...

De primeiro li o poema na cadência dos versos... deliciosos de ler!
Depois me ative aos sentimentos e emoções ali expressos... Profundos, ricos de significado, porém doídos, machucados, meio que a desesperança a permear as sensações.
No todo, um grandioso poema, desses que só tu, amigo, grande poeta, consegue nos oferecer.
Ao "Não posso" do poema, te digo: quem tem o olhar pousado nas asas da poesia, pode tudo!
Sorrisos no teu domingo, estrelas na tua semana,
Helena

23 de novembro de 2014 às 03:52  
Blogger Bárbara disse...

Bom dia Sol
Ninguém pode mais do nós mesmos guiados pelas mãos de Deus, pois somos filhos Dele e Ele sabe do que precisamos.
Lindo, mas triste soneto.
Abç
Bárbara

23 de novembro de 2014 às 12:47  
Blogger Magia da Inês disse...

♪♬° ·.
Você pode sim... todo poeta pode tudo!...
Sabe, é o poeta que nos dá a beleza e a certeza que a vida vale a pena em qualquer circunstância... o poeta nos encanta na alegria e na tristeza.

Boa semana!
Beijinhos do Brasil.♪° ·.
♪♬♫° ·.

23 de novembro de 2014 às 14:25  
Blogger Célia Rangel disse...

O bom da poesia é que somos autores, e como tal podemos expressar nossos sentimentos felizes ou menos felizes... É nosso espaço e sempre podemos mais!
Abraço.

23 de novembro de 2014 às 16:14  
Blogger António Manuel - Tómanel disse...

Olá amigo Sol da Esteva...
Se jogares as garras às entranhas da poesia, encontrarás lá, muitos incentivos e esta tua maneira de dizeres "não posso", será poetizada de outra forma. Eu sei que o meu amigo será capaz de transportar esta parte negativa em positiva.
Um abraço cá do Algarve

23 de novembro de 2014 às 18:36  
Blogger Nilson Barcelli disse...

A poesia está, na verdade, nos olhos de quem a lê.
Mas, para isso, é preciso que o poema seja bom e envolva o leitor.
É o caso deste teu poema,. que é excelente.
Tem uma boa semana, caro amigo.
Abraço.

23 de novembro de 2014 às 19:25  
Blogger Jossara Bes disse...

Querido Sol!
Que lindo! A poesia grita, sussurra, arrepia!
Emociona!
Felicidades, amigo Poeta!

23 de novembro de 2014 às 20:53  
Blogger Brisa Petala disse...

OI AMIGO SOL
Que lindo esta poesia,todos nascemos para expressar e receber amor. ..... Cada um tem a sua própria experiência. Você ficará no meio-tempo o tempo que for necessário.
Feliz começo de semana
Com carinho.
Ana

23 de novembro de 2014 às 23:20  
Blogger ॐ Shirley ॐ disse...

A poesia está nos olhos de quem a lê...Sim, vi muita poesia no seu poema. Beleza Sol!
Beijo!

23 de novembro de 2014 às 23:20  
Blogger lis disse...

Envolvente Sol
_muito envolvente.E bonito.

24 de novembro de 2014 às 00:24  
Blogger Teresa Almeida disse...

Tocante! Na poesia derramaste todas as mágoas. Deixa-as ficar e segue em frente!
Como sempre, a tua veia poética é excelente!
Abraço.

24 de novembro de 2014 às 09:48  
Blogger Bárbara disse...

Oi Sol,
Eu vou morrer sem saber lidar com a mágoa e angústia, sou muito sensível.
Abç
Bárbara

24 de novembro de 2014 às 15:08  
Blogger Mariangela disse...


Como um grande poeta você pode sim, Sol.
Se expressa divinamente... E toca a quem te lê!
Maravilha! Eu é que te parabenizo!
Beijos!
Mariangela

24 de novembro de 2014 às 16:33  
Blogger Evanir disse...

Meu amigo Sol.
Além de grande poeta eu sinto que escreve com a alma,
seus poemas é de um sentimento grande demais .
Vejo que escreve com seu coração.
Grande e afetuoso abraço.
Uma abençoada semana.
Evanir...

24 de novembro de 2014 às 21:12  
Blogger Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá amigo! Eis que mais uma vez, nos presenteias com mais uma das tuas belas criações. Lindo poema!

Abraços,

Furtado.

25 de novembro de 2014 às 01:53  
Blogger Smareis disse...

Oi Sol!
O poeta sempre pode!
Que linda poesia!
Um beijo e ótima semana!

25 de novembro de 2014 às 03:16  
Blogger Silenciosamente ouvindo... disse...

Gostei imenso deste seu poema,
meu amigo.
Desejo que se encontre bem.
Um abraço
Irene Alves

25 de novembro de 2014 às 17:04  
Blogger LUCONI MARCIA MARIA disse...

Um poema muito forte, passa-nos um sentimento que vem do âmago de tua alma, lindo demais, bjos Luconi

25 de novembro de 2014 às 17:58  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Quanta dor e nostalgia neste maravilhoso poema.
Meu amigo, ao escrever o poeta alivia o seu coração das magoas que o afligem, por isso, escrever, será sempre um bom meio, para quebrar as correntes que apertam a alma.
Beijinhos
Maria

25 de novembro de 2014 às 19:27  
Blogger Lilá(s) disse...

Apesar de revelarem dor, são maravilhosos os teus poemas!
Bjs

25 de novembro de 2014 às 23:22  
Blogger Tais Luso disse...

Muitas vezes um poema não cabe nem comentário, é só ler e sentir, deixar andar...
Lindo.
Abraços, amigo.

27 de novembro de 2014 às 17:21  
Blogger ONG ALERTA disse...

A dor faz parte da vida, abraço Lisette.

27 de novembro de 2014 às 21:44  
Blogger Vera Lúcia disse...

Olá Sol,

Sim, a poesia, para ser sentida, precisa comunicar-se com a alma do leitor. E os seus versos o fazem com emoção, pois são intensos. O poeta tudo pode, até ser um fingidor, como versa Fernando Pessoa.

O poeta Sol exaure seus sentimentos ao versar:
"Não posso, Amor,
Sentir-me, mais, entre a dor
E as delícias de ti".

Belo poema, refletindo extrema sensibilidade.

Abraço.

28 de novembro de 2014 às 01:08  
Blogger EU disse...

Claro que podes e deves escrever. Doutro modo, como poderia eu ler os teus sentidos estados de alma, vertidos em versos tocantes?
Parabéns, amigo!
Meu bjo

28 de novembro de 2014 às 01:14  
Blogger Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá Sol! retornando para desejar eu ótimo final de semana para ti e para os teus.

Abraços,

Furtado.

28 de novembro de 2014 às 19:05  
Blogger manuela barroso disse...

É isto a poesia. Um desenrolar de emoções que serão sentidas conforme o estado de espírito do leitor
A poesia está dentro dela própria
Belo como sempre
Abraço fraterno Sol

1 de dezembro de 2014 às 12:16  
Blogger Silenciosamente ouvindo... disse...

Um poema que traduz um estado de alma triste,
mas como sempre muito bem escrito.
Um abraço.
Irene Alves

2 de dezembro de 2014 às 16:19  

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