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sábado, 27 de setembro de 2014

Meditando






A chuva triste,
Cobria de finas gotas,
Geladas,
O esmalte do teu retrato,
Sobre o qual eu meditava...
E a terra era tão fria
Quanto o calor do teu corpo
Que em campa rasa dormia;
Nada de mim te lembrava
Enquanto tu foste Vida!...
Agora, no teu Além,
Conheces quanto me tem
Do teu conselho,
Mesmo, assim, em silêncio…

Sabes?
Sinto pulsar, dentro, em mim
A tua voz conselheira
Como Amiga verdadeira
Que não me pode trair.
Ouço-te desde a lonjura
Neste passo que separa
A Vala da Sepultura.

Limpei teu rosto gelado
Buscando o olhar transparente
Que ficasse, em mim, gravado
Desde o passado presente.

Comungaste
De toda a minha tristeza.

Uma lágrima, de chuva,
No teu retrato rolou
E aos olhos se prendeu...
Chorei também,
Mas não fiquei magoado.
Senti-me, mesmo, impelido
E até encorajado
A voltar,
Buscando no teu saber,
Se deva, ou não, acordar
Do sono que faz Viver...



SOL da Esteva

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26 Comentários:

Blogger António Bernardo disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

27 de setembro de 2014 às 10:54  
Blogger António Bernardo disse...

Que melhor "retrato" para Pedro e Inês?

27 de setembro de 2014 às 10:59  
Blogger Dorli disse...

Oi Sol,
Que maravilha de poesia, colocou todo o seu sentimento bom para dar vida a esse seu meditar. Me deu uma tristeza danada.
Beijos no coração
Lua Singular

27 de setembro de 2014 às 16:42  
Blogger Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Apenas uma breve informação:
Estou a terminar o texto para o meu novo livro, mas ainda se seguem mais trabalhos, que tenho de realizar com alguma celeridade. Como já tinha dito, quer a editora, quer eu próprio queremos ter a obra pronta antes do Natal, período de compras de prendas, como é sabido. Mas, mesmo assim, creio que durante a semana que amanhã começa (não digo o dia para não falhar…) já voltarei a visitar-te e a comentar. Obrigado pela paciência de me aturar… E já agora também agradeço os votos simpáticos pelo meu aniversário…

Abç

27 de setembro de 2014 às 17:22  
Blogger Célia Rangel disse...

Comungo com sua ideia: ..."Uma lágrima, de chuva, No teu retrato rolou, E aos olhos se prendeu... Chorei também..."
SOL, este é um de seus poemas mais lindos que já li... Obrigada pela partilha!
Abraços.

27 de setembro de 2014 às 17:34  
Blogger Jossara Bes disse...

Oi Sol!
Lindo demais!
Embora seja colheita de sentimentos tristes, porém fazem parte de nosso viver!
"Essência de um meditar"!
Felicidades querido amigo poeta!

27 de setembro de 2014 às 19:31  
Blogger Gracita disse...

Lindo viés poético permeado por sentidas lágrimas de uma tristeza que assola o coração. Belíssima construção amigo Sol
Um super abraço

27 de setembro de 2014 às 19:59  
Blogger António Manuel - Tómanel disse...

De leitura fácil, ao som da chuva, cada goto uma lágrima, fiquei enternecido quando as duas lágrimas se cruzaram.
Um abraço cá do Algarve.

27 de setembro de 2014 às 22:43  
Blogger Dorli disse...

Oi Sol,
Eu nunca li uma poesia que me comovesse tanto, minhas veias congelaram e meu sangue não conseguiu parar o transe. Mas, o resto de vida que nos resta, com certeza é somado com alegrias, saudades e lágrimas.
Parabéns por desabrochar seus mais puros sentimentos
Bom domingo
Beijos no coração
Lua Singular

28 de setembro de 2014 às 13:58  
Blogger Anne Lieri disse...

Que poema lindo! Me emocionei com esse amor que se foi e deixou tanta saudade! Ficou maravilhoso,Sol! bjs e bom domingo,

28 de setembro de 2014 às 19:45  
Blogger Tunin disse...

Um sentimento grandioso derramado sobre uma saudade de um amor que já não é. Maravilha, poeta!
Obrigado pela visita.
Estou visitando pouco por falta de tempo.
Abração.

28 de setembro de 2014 às 21:07  
Blogger Fá menor disse...

As doces lembranças mantém viva a chama que alumia o caminho.

beijinhos

29 de setembro de 2014 às 10:17  
Blogger Dora Regina disse...

Muito lindo!
Impossível não se emocionar ao ler cada verso. Parabéns por me proporcionar uma emoção que só um bom poema consegue.
Grande abraço!

29 de setembro de 2014 às 13:14  
Blogger Edumanes disse...

Meditando, escrevo assim!
ser o título do teu belo poema
criada pela natureza ela é sim
verde paisagem, vida amena!

A chuva triste!
alegra a verde paisagem
um dia alguém me disse
ter sido feliz numa viagem!

Quem foi já não me lembro,
em Outrubro não teria sido
talvez, no mês de Setembro
nas vindimas acontecido!

tristeza não é alegria!
na campa o retrado pintado
corpo sem vida sepultado
debaixo da terra fria!

Te desejo uma boa tarde, amigo Sol da Esteva, um abraço.
Eduardo

29 de setembro de 2014 às 14:56  
Blogger Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Numa poesia, o verdadeiro retrato do sentimento que se apossa de quem vai, vez em quando, ter um encontro de amor assim,...no Campo Santo...Só tenho a agradecer, SOL!!!
Beijos!

29 de setembro de 2014 às 15:43  
Blogger Nilson Barcelli disse...

Uma meditação nada fácil de fazer.
Mas conseguiste um belo efeito poético, apesar do local e das circunstâncias que vais descrevendo com mestria.
Boa semana, caro amigo.
Abraço.

29 de setembro de 2014 às 18:00  
Blogger MARILENE disse...

Seus versos nos levam a acompanhar os sentimentos demonstrados, aos quais é impossível se ficar indiferente. Podemos imaginar o percurso da caminhada triste, que traz lágrimas independente da chuva. Muito belo! Abraço.

30 de setembro de 2014 às 03:06  
Blogger Silenciosamente ouvindo... disse...

Um poema muito bom para descrever uma situaçaao triste.
Gostei muito.
Bj.
Irene Alves

30 de setembro de 2014 às 15:36  
Blogger Paloma Viricio disse...

Hum...adorei! Lindo poema, não sei porque...acho que por causa do esmalte do retrato me lembrei de uma linda canção da Legião Urbana. <3
Beijos!
Monólogo de Julieta

30 de setembro de 2014 às 19:32  
Blogger Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá amigo! Aceite meus sinceros agradecimentos pelas amáveis palavras de felicitações através dos teus belos versos, pela passagem do meu aniversário. Muito obrigado de coração.

Belíssimo poema! Lembranças de um amor que atingiu toda a sua intensidade. pParabéns!

Abraços,

Furtado.

1 de outubro de 2014 às 02:46  
Blogger Rita Sperchi disse...

saudade desse espaço tão acolhedor
onde leio tudo e elogio cada palavras
cada verso.....

Boa noite vim deixar uma frase pra vc

¸.•*¨✿✿"Há pessoas que nos salvam sem perceber. Por amor. Por amizade. Por simplesmente querer bem."

Paolla Milnyczul ¸.•*¨✿✿


Bjusss
Rita

1 de outubro de 2014 às 02:54  
Blogger Mariangela disse...

Lindo... Mas um triste momento de meditação Sol. E será sempre sentido, e nunca esquecido. Comunguei este momento junto com você amigo.
Beijos,
Mariangela

1 de outubro de 2014 às 13:09  
Blogger lis disse...

Um poema que mexe com nossos sentimentos mais escondidos.Aqueles que nem sempre conseguimos expressar e que representam nossas perdas.
Saudades e saudades.
Seu coração todo ali.
Parabéns, sempre pela grandeza que imprime nos seus versos.
um abraço

1 de outubro de 2014 às 22:13  
Blogger Manuel disse...

Há dias em que os poetas vão muito além da poesia. Mexem com pensamentos, exprimem sentimentos e despertam, em muitos de nós, momentos que moram dentro de todos.
Magnifico.

1 de outubro de 2014 às 23:23  
Blogger Janita disse...

Uma Meditação profunda e triste que me prendeu em laços de grande melancolia, SOL.

Pela primeira vez achei que a límpida, verdejante e fresca imagem, não estava em sintonia com o poema mas numa espécie de compensação do mesmo.

Coisas minhas, talvez!

Beijinhos.

Janita

2 de outubro de 2014 às 00:36  
Blogger Dorli disse...

Olá Sol
Passando para lhe desejar um bom fim de semana.
Beijos no coração
Lua Singular

3 de outubro de 2014 às 13:37  

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