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sábado, 7 de setembro de 2013

Ciatalgia







É difícil ter-se tempo,
Quando o tempo é escasso.
Sei o que penso, o que faço,
Mas me invade o desalento.

Sinto que querem, de mim,
Uma palavra que seja.
E fico, até, com inveja
De quem se coloca assim.

De pé, eu não posso estar;
Nem na cama fico bem.
Sentado ou caminhar

É tormento, é torpor.
Não desejo a mais ninguém,
A posse da minha dor.


 

SOL da Esteva

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21 Comentários:

Blogger edumanes disse...

Belo é este poema
Não terá sido difícil o escrever
Teve tempo encontrou o tema
Para outras coisas também fazer.

A gente é que pensa
Que o tempo é escasso
Perde-se tempo numa teima
Que por vezes é fracasso!

O tempo passa a correr
Eu tento contrariá-lo
Tenho mais que fazer
Por isso não me ralo!

Bom fim de semana
um abraço.
Eduardo.

7 de setembro de 2013 às 11:32  
Blogger Nilson Barcelli disse...

Não há posição que resista à dor...
Mais um excelente soneto. Gostei.
Um abraço, caro amigo, e um bom fim de semana.

7 de setembro de 2013 às 11:47  
Blogger Célia Rangel disse...

A dor ciática promove um desalento físico tão grande que realmente debilita-nos até o pensar! Fique bem, é o que lhe desejo!
Abraço,
Célia.

7 de setembro de 2013 às 13:32  
Blogger Paulo Francisco disse...

A dor nos causa estranheza.
Um abraço

7 de setembro de 2013 às 16:16  
Blogger Olinda Melo disse...


Caro Sol

Uma analogia muito apropriada para a dor do desalento, para a impotência em relação à escassez do tempo, do tempo que não volta.

Abraço

Olinda

8 de setembro de 2013 às 01:53  
Blogger António Manuel - Tómanel disse...

Cheira-me a desalento amoroso...
E que delicia de conjugação de palavras deste soneto!
E apropriado a um conjunto de situações, que nos afeta a todos nós...
Um abraço cá deste meu Algarve.

8 de setembro de 2013 às 12:08  
Anonymous Anónimo disse...

Amigo Sol

Desejo que a grande dor tenha passado e que o dia de hoje tenha sido perfeito.
Tudo de bom.
Abraço fraterno.

F.M.

8 de setembro de 2013 às 22:45  
Blogger Cristina disse...

A cuidarse Sol, necesitamos un Sol que brille para el bien de nuestros corazones!
Un placer pasar a leerte, te dejo un fuerte abrazo!

10 de setembro de 2013 às 22:27  
Blogger ONG ALERTA disse...

As dores nos fazem apreender e muito, abraço Lisette.

11 de setembro de 2013 às 00:00  
Blogger Dorli disse...

Oi Sol
A dor do corpo é terrível, todos passamos por ela, mas a dor maior é a da alma.
Que tenha um bom dia
Fique com Deus
Lua Singular

11 de setembro de 2013 às 13:33  
Blogger Nequéren Reis disse...

Olá!!!, Deus te abençoe, muito linda esta poesia, o seu blog é maravilhoso continue assim, S-U-C-E-S-S-O
Já estou te seguindo, aguardo a retribuição.
Canal de youtube: http://www.youtube.com/NekitaReis
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Batom-Vermelho/490453494347852?ref=ts&fref=ts
Blog: http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br

11 de setembro de 2013 às 19:12  
Blogger Manuel disse...

Sabes que até de um problema de saúde, que conheço bem, consegues um belo poema?
Senti, neste soneto, algo do Bocage (para mim um dos melhores sonetistas), nesta forma bela de brincar até com a própria dor.
Andei percorrendo todo o espaço, vim por a minha leitura em via.
Vou feliz!
Rápidas melhoras.
Um abraço

11 de setembro de 2013 às 21:14  
Blogger Luís Paz disse...

Sabe, estou lendo um livro de poesias de um jovem autor gaúcho aqui, (ao menos tento ler sempre que posso) e tenho gostado bastante. De cara, lembrei da tua escrita, da tua maneira. Acho que há uma intertextualidade possível de ser verificada aí ^^

abraço
te aguardo lá:
diademegalomania.blogspot.com

12 de setembro de 2013 às 21:02  
Blogger Jossara Bes disse...

Querido Sol,

Oh!Poesia!
Alenta o poeta e surge!
Seja do amor, seja da dor,
Sempre encantadora sua poesia!
Beijos!

13 de setembro de 2013 às 01:52  
Blogger Elio disse...

Ottimo Sol, dirai che dico sempre la stessa cosa, ma è difficile commentare una poesia scritta in una lingua che non conosco ed il traduttore (Lingoes) non è che renda bene quello che vuoi dire. In ogni caso capisco almeno il senso. Buon WE.

13 de setembro de 2013 às 17:06  
Blogger Miguel Pestana disse...

muito bonito este texto.

13 de setembro de 2013 às 18:21  
Blogger fus disse...

A pesar de tu dolor físico sabes dotar a tus palabras de sentimiento y ternura. Espero que pronto estés restablecido.

un abrazo

fus

15 de setembro de 2013 às 23:31  
Blogger rosa-branca disse...

Amigo Sol, com uma dor e em soneto melhor não pode ser. Eu já a tive e digo-lhe que nem uma quadra conseguia fazer...acho que nessa altura mudei de vocabulário...Espero que fique bom e bem depressa. Beijos com carinho

16 de setembro de 2013 às 00:00  
Anonymous David C. disse...

Se siente mucha intensidad en el texto. Ocurre en la vida.
Saludos
David

24 de setembro de 2013 às 15:12  
Blogger Mariangela disse...

Oi Sol vim ler o seu poema... e vejo que a dor não lhe tirou a inspiração!
Muito bom!
Beijos,
Mariangela

24 de setembro de 2013 às 16:59  
Blogger manuela barroso disse...

Meu querido amiga,

Este torpor de certeza que irá hibernar por um tempo. O suficiente para acalmar a dor
È o corpo a clamar por descanso.
O sol mais do que nunca chama numa altura em que tudo se acinzenta.
Esperamos pelos seus reflexos com toda a saúde Sol
Um grande abraço de saudades

19 de outubro de 2013 às 15:57  

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