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sábado, 8 de novembro de 2014

Abandonada






Corre, no Céu, a núvem apressada,
Foge do vento e da solidão.
Encobre o sol, tal carícia alada,
Ódio ou fel,
Cai na alegria
Que enchia o coração.

Sobra Alma negra,
Amargurada...
Chora de tristeza,
Ou fica esvaziada
Do pó de nada.

Não resta senão o assombro
Após o Estio.
As folhas secas,
Multicores,
Deixam esboços de pintura
Na Terra fria e sombria;
E a sua carne
Abandonada,
Deserta,
Escura,
Não tem Vida,
Não tem nada.


 

SOL da Esteva

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33 Comentários:

Blogger Olinda Melo disse...

Salve-se a Alma com os seus anseios e vontade de subir
cada dia mais alto, lá onde se encontra o alimento que
fortalece e faz descobrir novas cores e construir um
arco-íris cintilante.

Um excelente momento de leitura que muito agradeço,
Caro Sol.

Abraço

Olinda

8 de novembro de 2014 às 10:17  
Blogger Magia da Inês disse...

✿彡
Bela imagem, mesmo abandonada ainda encanta.
Existe poesia!...

Bom fim de semana!
Beijinhos do Brasil.
✿♫° ·.

8 de novembro de 2014 às 11:24  
Blogger Jossara Bes disse...

Oi Sol,
Metáforas abrandam sentimentos e pensamentos!
Imaginação ou realidade pespontados no olhar poético!
Felicidades para você, querido Poeta!

8 de novembro de 2014 às 11:57  
Blogger Fá menor disse...

Mas, por entre as nuvens, o sol acabará por abrir os seus raios.

Beijinhos

8 de novembro de 2014 às 12:42  
Blogger Mariangela disse...

Ah querido amigo, mas esta alma por ser bendita encontrará muita luz e forças que não a deixará sucumbir.
Amei Sol, magnífica inspiração!
Beijos,
Mariangela

8 de novembro de 2014 às 15:17  
Blogger Nilson Barcelli disse...

Há abandonos assim, que deixam sem vida e sem nada os abandonados...
Magnífico poema, como sempre. Gostei imenso.
Tem um bom fim de semana, caro amigo.
Abraço.

8 de novembro de 2014 às 16:48  
Blogger EU disse...

Este é um abandono cíclico, que nos traz sempre esperança O dos homens é que choca...
Gostei muito, amigo.
Bjo, Sol

8 de novembro de 2014 às 17:33  
Blogger António Manuel - Tómanel disse...

Descrição de abandono, a escuridão não favorece o espirito, assim, uma alma abandonada, ficará ainda mais triste.
O tempo é propicio a tal solidão.
O poema tem algo de encantamento.
Um abraço cá do Algarve.

8 de novembro de 2014 às 18:56  
Blogger Célia Rangel disse...

Uma alma que se aloja em "escuros / abandonos / e deserta"... necessita de muita ternura orante para impulsioná-la para a luz espiritual.
Abraço.

8 de novembro de 2014 às 19:29  
Blogger Carmem Grinheiro disse...

Boa noite Sol,
Belíssimo poema. Cru, como crua é a tristeza e a negritude que assombra uma alma. À tristeza, resta crermos que também há de chegar o dia que não mais será que pó, e deixará de atormentar a alma. E da terra seca, há de vir a brotar o verde, um dia mais tarde, novamente.
abç amg

8 de novembro de 2014 às 21:49  
Blogger Gracita disse...

Olá meu querido amigo Sol
Muitas vezes nos sentimos como a terra ressequida, a alma está descrente e precisa de tempo para se recompor e acreditar novamente na sinceridade e na bondade humanas. Não são as coisas belas que marcam nossas vidas, mas pessoas que tem o dom de jamais serem esquecidas... E VOCÊ é essa pessoa! Obrigada pelo carinho no meu aniversário, amei ser lembrada por você e saiba que a chama da minha velinha de aniversário se mantém acesa pela amizade e carinho que sinto por você! Beijinhos no coração.
Gracita

9 de novembro de 2014 às 12:07  
Blogger São disse...

Muito bom, mas muito triste.

Espero sinceramente que não corresponda a um teu estado de alma e não sintas que a tua vida está vazia.

Bom domingo, meu caro Sol

9 de novembro de 2014 às 12:35  
Blogger Evanir disse...

Muito bom , e gratificante estar aqui nesse Domingo.
Todos os momentos vividos vale a pena,
sejam bons ,
outros nem tanto.
E assim , que crescemos espiritualmente...
Grande essa nossa amizade sempre com carinho ,
amor , e acima de tudo respeito..
Breve , muito breve..estaremos chegando a mais um Natal.
Espero de coração poder comemorar ,
e ainda poder contar com sua amizade.
Minha vida teve varios altos , e baixo no decorrer desse
ano.
Porém , agradeço a Deus por ainda estar entre vocês.
Não sei se soube retribuir seu carinho.
O fato é , que mesmo distante nunca deixei de amar
nenhuma dessas amizades , que Deus me abençoou
nessa vida.
Deus abençoe você sejas feliz sempre.
Feliz Domingo.
Beijos carinhos eternos..
Evanir..
Amigo Sol eu me sinto morta , esquecida , e não existe mais lugar
para uma alma sofredora corpo sem vida.

9 de novembro de 2014 às 14:07  
Blogger Rita Sperchi disse...

Sempre da uma saudade dos bons poetas
eu vim deixar meu abraço pra vc com meu
carinho de sempre e elogiar mais um dos seus
belos poemas...espero por vc bjusss

└──●► *Rita!!

9 de novembro de 2014 às 14:34  
Blogger Pérola disse...

A solidão pode ser um dos males piores e abandonada ainda pior.

Senti tristeza, mas o poema é belo.

Beijo


9 de novembro de 2014 às 18:06  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Um abandono deixa sempre uma amargura imensa, inundando o coração de dor e solidão.
Nostálgico, triste mas maravilhoso.
Beijinhos
Maria

9 de novembro de 2014 às 19:34  
Blogger Silenciosamente ouvindo... disse...

A poesia muito vez é nostálgica e triste!!!
Como a vida.
Uma boa poesia sua, meu amigo.
Bj.
Irene Alves

9 de novembro de 2014 às 21:11  
Blogger MARILENE disse...

Na natureza, não há abandono ou dor. A mesma chuva que destrói, alimenta e renova. Entre nós, a dor do abandono nada acalma. Esvazia o ser. Chuva é lágrima e terra seca iguala-se à vida. Foi o depreendi de seus versos, sempre belos. Abraço.

9 de novembro de 2014 às 21:44  
Blogger Lilá(s) disse...

Mais uma bela poesia, nostálgica e triste mas maravilhosa!
Bjs

9 de novembro de 2014 às 23:05  
Anonymous Helena disse...

Existem momentos assim, onde a desesperança aporta no coração e coloca um véu nos olhos que antes via tudo com uma olhar mais benevolente. Ainda bem que são momentos, porque a exemplo da chuva que chega para reflorir a terra seca, também nos chega no momento certo uma nuvem benfazeja que nos descobre o olhar para um céu azul de anil, um sol dourado de aquecer e dias lindos para se viver.
Para tudo existe um momento certo! Teus poemas trazem sempre uma mensagem que nos toca a alma.
Meu amigo querido, que os sorrisos e as estrelas cubram as horas dessa semana que está a chegar para ti.
Com carinho,
Helena

9 de novembro de 2014 às 23:21  
Blogger LUCONI MARCIA MARIA disse...

Um quadro poético triste sim mas muito belo em sua forma de falar da solidão de quem viveu só por um amor e por isto sente-se assim abandonada, pena, não consegue ver que há muitas formas de se amar e que no tabuleiro da vida muitas são as peças que podemos jogar e sairmos vitoriosos vivenciando o amor da forma mais pura que há o amor universal o amor fraterno, bjos Luconi

10 de novembro de 2014 às 02:56  
Blogger Vieira Calado disse...

Bom ritmo, para dar sentido a um certo mistério que o poema tem!
Um abraço para si!

10 de novembro de 2014 às 05:14  
Blogger © Piedade Araújo Sol disse...

o abandono é assim, triste e nostalgico....

uma boa semana.

beijo

:)

10 de novembro de 2014 às 10:57  
Blogger Mariazita disse...

Um poema que, apesar de muito nostálgico, triste mesmo, tem muito ritmo e cadência.
Faz lembrar o Outono, de que não gosto particularmente, mas é necessário ultrapassar para se atingir a Primavera... Assim é a vida.

Boa semana.
Beijinhos
Mariazita

10 de novembro de 2014 às 18:00  
Blogger Silenciosamente ouvindo... disse...

Um poema outonal? Mas tudo se retemperará de novo.
Um abraço
Irene Alves

11 de novembro de 2014 às 19:49  
Blogger Manuel disse...

Porque será que os poemas são, quase, sempre tristes.
Os poetas vivem sempre na angustia da procura, no sonho da realiazação e vão cantando os fados da vida.
Bom poema!

11 de novembro de 2014 às 21:39  
Blogger Smareis disse...

Por mais triste que seja os versos a poesia encanta. Gosto do outono.
Um abraço Sol!

12 de novembro de 2014 às 00:18  
Blogger Bárbara disse...

Bom dia Sol
Poesia triste que me entristeceu também
Linda nas suas metáforas
Abç
Bárbara

12 de novembro de 2014 às 09:24  
Blogger Tunin disse...

Um poema triste, mas a beleza supera.
Abração.

12 de novembro de 2014 às 21:14  
Blogger Teresa Almeida disse...

Há uma nuvem de insatisfação a sobrevoar-te os dias. O poema respira as gotículas de inspiração que dela caem.
São nostálgicas, mas continuam a alimentar o teu intenso sentir poético.
Beijinho.

13 de novembro de 2014 às 01:01  
Blogger Rui - Olhar d'Ouro disse...

Sublimes palavras! Gostei também da foto... muito interessante!
Abraço

13 de novembro de 2014 às 15:04  
Blogger Labirinto de Emoções disse...

Olá Sol
Obrigada pela visita à minha Casa..:-))
Um poema muito bonito mas cheio de nostalgia...
A vida é uma sucessão de coisas boas e menos boas, mas há que acreditar sempre no amanhã..:-))
Um beijinho
Teresa

16 de novembro de 2014 às 15:34  
Blogger Cristina disse...

Una entrada maravillosa, repleta de nostalgia!
Te dejo un fuerte abrazo, bello día!

20 de novembro de 2014 às 19:51  

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