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segunda-feira, 7 de março de 2011

Desalento




Trouxa!
Procuras companhia,
Amor,
Alegria,
Aonde não há?
Andas ao Deus dará
Da fantasia,
Daquela que isso teme
E t’o nega pela gente
Que te rodeia e restringe?
Ficas tu só, isolado,
Desolado,
No deserto árido
Da velhice que te vence?
O oásis que tu vês,
É miragem
Que convence por ser verdadeira.
A água pura
Que dessedenta e tortura
A ti, Tântalo demente,
Está na boca e na alma.

Um dia, trouxa,
Verás
Que nada mais tocarás
Porque também não existes.

E ela, na solidão
Sofrerá no coração
O olhar do outro tempo
Com triste recordação.

Trouxa,
Não vês desse jeito,
Porque és um ser desfeito
Que vegeta sem esperança.
Será tardio o momento
De ter arrependimento
E ser essa a eterna dança
Que restará a uma fonte
De peles secas e frias,
Que já viveu de alegrias
Com amplitudes de monte.

Então,
Também sozinha,
Lamenta o tempo passado,
Nesse dia desgraçado…



SOL

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8 Comentários:

Blogger ANTÓNIO MANUEL SANTOS disse...

Que belo poema amigo SOL...
A perfeição está na auge.
Um abraço.

7 de março de 2011 às 21:30  
Anonymous DAD disse...

Puxa, este poema foi um dia de desânimo e revolta! A idade não nos deve trazer desânimo mas um sentido mais apurado da vida e dos nossos desejos não concretizados, lutando sempre para, em cada dia, conseguir um objectivo que nos preencha.
Meu amigo, o poema está muito bem construido mas espero que ele seja pura construção poética e não o sentimento que o preenche.
Desejo-lhe melhor sorte do que isso!

Beijinho grande,

8 de março de 2011 às 11:16  
Anonymous Julio Pinto disse...

Oh! Amigo SOL, que dia cizento te apareceu, toca a sorrir e a ter esperança, nunca devemos deixar que o desalento nos atinge.
Eu sei que há dias maus, mas espero que os dias bons sejam mais que os maus.
Poema bonito, bem feito, espero que não passe disto.
um abraço muito forte.

8 de março de 2011 às 12:09  
Blogger Multiolhares disse...

O carnaval não consegue mascarar o que nos vai no mais intimo do ser, por fora tudo é folia ate um porco de magia mas a cara é lavada das tintas a roupa guardada para não mais vestir mas as rufas que existem no coração o carnaval não desfez
bjs

8 de março de 2011 às 22:09  
Blogger Multiolhares disse...

queria dizer um pouco de magia e não um porco rsrsrs mas é carnaval não leves a mal

8 de março de 2011 às 22:10  
Blogger Laura disse...

Trouxas p'ra cá, pode ser de ovos, adoro, mas ninguém é trouxa por não entender que mesmo aos setentas, oitentas, o coração ainda sabe falar de amor...
Trouxa; uma ova é que é.

ahhhh, deu-me p'ra isto.

beijinho da laura

10 de março de 2011 às 17:48  
Blogger Laura disse...

Vim ver se já fizeste a trouxa para abalar pelo mundo da poesia, de novo.

Eu sei que ela não sai a toda a hora, mas sei que quando queremos, precisamos de fazer a trouxa e deixar a pena descansar...

Ah, a maioria é na verdade tão trouxa por fechar as portas ao amor pensando que será uma trouxa de roupa velha nas mãos do outro..será?

beijinho e que o sol brilhe por aí, aqui está fusco.

laura

11 de março de 2011 às 10:59  
Blogger Paula disse...

Desalento tambem faz parte da vida, nao seria humano alguem que nunca o tivesse sentido...

Mas a coisa pior 'e quando nos arrependemos por algo que escolhemos nao fazer... Muito pior do que quando nos arrependemos por algo que tentamos fazer e que correu mal...

19 de março de 2011 às 11:38  

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