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sábado, 8 de setembro de 2018

O rumo desta vida




Sonhei haver sorrido uma vez só
E o peito cresceu nesse momento;
Mas, da palmadinha, tenho dó
Porque iniciou o meu tormento.

Comecei a vida assim dorida,
Aprendi que é bom estar calado
Tendo os meus carinhos e comida,
E um colinho bom e delicado.

Depois, despertei para o real.
Sinto a palmadinha (que persiste)
E o demais me é dado por medida.

Não me queixo do que esteja mal
Mas reajo a tudo o que resiste
A mudar o rumo desta vida.



SOL da Esteva

15 comentários:

  1. Bom doa. Um poema muito rico, poeticamente falando. Adorei:))

    Bjos
    Bom Sábado

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  2. Muy buenos días amigo, deseando que tengas un buen fin de semana llena de éxitos!

    Un abrazo

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  3. Há em seus versos, melancolia. Melancolia essa, de um ser vivente que passou e passa por todas as fases da vida, com lucidez do que lhe é permitido... Aqui fico meditando...
    Abraço.

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  4. AHHH!!!
    Tao pequenino!!!
    E ela tao nova e cheia de sonhos!!!
    Ele vai ser um homem de caracter!
    Prometo!
    <3

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  5. O filho duma poeta aprenderá falar com palavras sensíveis e nas cores do arco- da- velha

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  6. Olá, Sol

    É bom cultivarmos o dom de poder reagir a tudo aquilo que nos impede de seguir por caminhos que consideramos os melhores. A capacidade de mudar de rumo e de incentivarmos a mudança é fundamental para que a nossa vida possa ter sentido.

    Abraço

    Olinda

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  7. Oi Sol,
    Só uma palmadinha
    Eu apanhei tanto até desfalecer, era adotada ela mia tia tinha raiva de mim. À vezes era doce. Acho que não "batia bem da bola"
    Casei-me cedo e fui para bem longe e ela gostou.
    Aí sim que foi aproveitar a vida com meu marido, mas logo morreu.
    Eu não levei palmadinha, levei surra até desmaiar, estou viva.
    Perdi seu email, passa pra mim.
    Beijos no coração
    Lua Singular

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  8. Uma capacidade se superação vejo em seus versos. Poema com um toque
    melâncólico, mas que não perdeu a belezapoética.
    Saudades querido amigo.
    Votos de uma abençoada semana!

    Bjss!

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  9. Meu caro Solamigo

    Poizé uma palmadinha deu origem a um belo soneto daqueles que tu sabes fazer. Porém desta fita pegas numa palavra aparentemente comezinha e rodeia-a de outras que lhe dão outra vida e outro sentido.

    Lembraste-me a minha mãe (e agora o politicamente incorrectode quem nunca gostei) que administrava a justiça aos três filhos com uma colher de pau. Só resto eu e mesmo sem poema nunca me esqueço delas: da colher de pau e... da minha mãe.

    Um abração deste teu amigo e admirador
    Henrique, o Leãozão

    INFORMAÇÃO
    Já está postado na Nossa Travessa um novo textículo deste feita inócuo, portanto sem qualquer tipo de provocação, de agressão erótica ou de imagem chocante, enfim próprio para todas as idades, sexos, profissões e até religiosos, agnósticos e ateus. Tem características internacionalistas e o seu título é AS PRIMAS DE MONTREAL mas não precisa de tradução para os comentários que se aguardam.

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  10. Oi Sol! Belo, profundo, mas um tanto melancólico o teu poema.

    Abraços e uma ótima semana para ti e para os teus.

    Furtado

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  11. O amor e a dor que resiste e nos faz saber da vida o sabor.
    Excelente soneto.

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  12. Uma fotografia, que, decerto mto lhe diz, meu estimado amigo Sol!

    Temos de ter forças anímicas para resistirmos àquilo k nos quer "moldar".
    Mudar de rumo, talvez seja a melhor solução.

    Beijos e um excelente fim de semana.

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  13. Muito bom soneto. Palmas
    para você.

    Um grande abraço.



    .

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