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sábado, 21 de outubro de 2017

À morte nego a razão




Oiço,
Desde aqui,
As horas badaladas na torre da igreja.
Lembram-me outros sinos,
Outro tempo.
Não o tempo de mim,
Mas aquele que vibra e reclama
Os anos passados,
Os tempos de ninguém
Onde a morte foi raínha,
Minha...

Eu quero viver e morrer!
Viver pelo muito que amo.
Morrer,
Por ser desprezado,
Apagado dos vivos
Com o óbito da desgraça,
Sempre á margem,
A ver o que se passa
Adentro do coração.

Ouço os sinos
Por lamentos do enterro
Que sustento, em mim,
Na morte duma paixão.

É tudo tão vivo e presente,
Que eu à morte nego a razão.



SOL da Esteva

15 comentários:

  1. Wow ao poema, mas wow tambem 'a foto <3

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  2. Por quem os sinos dobram...

    Neguemo-nos às dores e abramo-nos às alegrias. Mesmos que os sinos dobrem todos os dias.

    Bjs

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  3. Oi Sol,Se morrer antes de mim tenha certeza que não o esquecerei.
    Na nossa turma tinha jovem que morreu e parece que a enterraram antes dela morrer. Ela ensinava tantas coisas para nós. Acabou
    Beijos Sol
    Lua Singular

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  4. Sinos! Marcas em nossa passagem pela vida: festivos, às vezes, outras, nem tanto, mas sempre marcantes. E, a morte aqui comigo, sempre perde a razão de ser...
    Abraço.

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  5. Sol meu grande poeta, mestre da poesia, desculpe se me demoro, mas a vida já há tempos deu uma virada e quase não tenho tempo, mas não esqueço de você nem de teus belos versos, como este que aqui você colocou, lindo e triste, enterrar um amor, acho que não conseguimos, apenas conseguimos fazer com que se cale, fique mudo dentro de nós, te aplaudo de pé, parabéns pela bela obra.

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  6. Há quem celebre a morte; talvez seja outra maneira
    de se voltar a celebrar a vida.
    Boa entrada de semana.

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  7. Nostálgico e belo poema.
    Boa semana
    Um grande abraço
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  8. Um poema que me deixar a pensar Sol... Os sinos não me trazem boas lembranças. A poesia é muito bonita.
    Boa semana amigo!
    Um beijo!

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  9. Assim como na vida, os sinos também celebram os altos e baixos. Belo poema amigo Sol.

    Abraços,

    Furtado

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  10. Olá amigo Sol, a badalada do sino é mística, me faz lembrar tempos idos, ado falecia alguém na minha cidade, o sino tinha que badalar 9 vezes anunciando a passagem de alguém. Versos soberbos de extrema beleza em sua profundidade poética.
    Abençoado dia querida.]Bjss!

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  11. A morte faz parte da vida...
    Magnífico poema, gostei imenso.
    Continuação de boa semana, caro Sol.
    Um abraço.

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  12. Os sinos e o seu toar tão, mas tão melancólico, não distraíram me desta fantástica poesia.Antes revivi os tempos em que o eco descia pelos pinheirais e me entregavam ao meu silêncio. Menina, tão menina, mas sublinhava-me duas coisas: a doutrina e anúncio de partida para outra casa. Morte? Também lhe nego a razão.
    Parabéns , querido amigo!
    Bjis

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  13. Oi Sol,
    Não estou bem de saúde, parei uns dias, mas vou postar só uma vez por semana.
    Eu não gosto tablet, uso computador grande nas sala e não posso ficar muito sentada.
    Mas, não vou morrer já.
    Beijos
    Lua Singular

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  14. Gostei muito deste poema, Sol amigo.
    À morte negamos sempre razão...
    Excelente.
    Abraço amigo.
    ~~~~~~~~

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