Páginas

sábado, 16 de julho de 2016

Não sou tido, nem achado




Manhã fria, neste meu Inverno.

Afago doce, olhar sem ver,
Sorriso aberto que não houve,
Desejo imenso de te amar...
Sofrer a ausência de te ver,
É um inferno!

Sentir, no corpo,
A amargura da distância,
Não ter perto
O coração, alma pura,
Separada por metros de caminho.
Fico-me sozinho.

Manhã fria. Minha alma fria,
Gelada em tristeza e desespero.

Nem sabes, se sabes, quanto quero
E preso a presença mais amada
De ti mesma, por seres tu.

Fico-me vazio, sem nada, nu...
Sinto-me envergonhado
E mui dentro da manhã,
No meu desespero,
Não sou tido, nem achado.


SOL da Esteva

13 comentários:

  1. Um belo poema de amor, ainda que sofrido.
    Gostei imenso, caro amigo, as tuas poesias são sempre muito boas.
    Caro Sol, tem um bom fim de semana.
    Abraço.

    ResponderEliminar
  2. Oi, Sol!
    Lindo demais! Querido amigo, Poeta do amor, do amar!
    Embora fale de ausência, há nas palavras um sentido de presença, profundamente sentida!
    Beijo carinhoso, feliz fim de semana!

    ResponderEliminar
  3. Um sentimento aberto e doído.
    Um canto ao amor colorido
    Uma passagem no tempo com sentido.

    ResponderEliminar
  4. Deveras triste, gelado, mas de uma beleza impecável! Tudo de bom, meu caro amigo! Beijos!

    ResponderEliminar
  5. Poesia linda de amor sofrido
    De saudades e de dor
    Beijos
    Lua Singular

    ResponderEliminar
  6. Caro amigo Sol
    Falas da ausência da amada mas pode-se perceber neste sentir doído o quanto ela está presente no coração. Lindíssimo esse amor de duas almas que se completam
    Venho agradecer o carinho e deixar um afetuoso abraço
    Vou dar uma pausa nos blogs para curtir o recesso escolar
    Volto em breve! Até a volta!
    Beijokas doces no coração

    ResponderEliminar
  7. Passo muitas vezes e levo comigo a poesia.
    Venho e vou silencioso para não perturbar o poeta.
    Os teus poemas, continuam, na linha a que nos habituastes, com magia, paixão e aquele ar tão pessoal.
    Um abraço

    ResponderEliminar
  8. A ausência física nem sempre significa a ausência íntima. Belo e profundo poema amigo.

    Abraços,

    Furtado

    ResponderEliminar
  9. Que lindo poema Sol. Mesmo sofrido é maravilhoso. Esse amor é belo.
    Abraço poeta!
    Ótima semana!

    ResponderEliminar
  10. Solidão, tristeza e nostálgia contidas num belo e tocante poema.
    Um abraço
    Maria

    ResponderEliminar
  11. As verdadeiras amizades são como estrelas...
    Não as vemos todas as horas,
    mas sabemos que elas existem.
    E hoje dia do amigo estou aqui
    para te deixar um carinhoso abraço.
    Agradeço por fazer parte
    da minha caminhada.
    Deus abençoe vc sempre.
    Meu abraço e eterno carinho.
    Evanir.

    ResponderEliminar
  12. Um poema com a expressão intensa de um sentir da ausência e, de certa forma, da indiferença da amada perante esse tormento.
    Sempre bela a expressão poética de estados de alma.
    Bjo, Sol :)

    ResponderEliminar