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sábado, 24 de novembro de 2018

O Amor como Bem seguro





Estendo as mãos no vácuo da existência.
Tento palpar um nada que se veja.
A noite negra traz-me a tua ausência
E a tristeza que já me sobeja.

Toda a minha Alma na sua impotência
De fogo-fátuo se evola e adeja
Antes desejando a plena demência                             
Por remédio e cura benfazeja.

Lentamente me vou desagregando
Sem coesão de Amor precioso e puro.
Meus restos se amontoam até quando?

Cristalizarei o senso imaturo?
O Mundo sabe que só perdoando
Se ganha o Amor como Bem seguro.



SOL da Esteva






8 comentários:

  1. Um amor que supera tudo ,torna-se sempre um refúgio seguro.
    Abraço

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  2. Perdoar SEMPRE!
    Esquecer NUNCA!

    Um soneto de amor 💓 que li com prazer.

    Continuação de bom fim-de-semana cavalgando na imaginação 🏇

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  3. Oi Sol,
    Uma poesia muito certa.
    A vida é assim, mas não sou de perdoar...Vou levando a vida, só.
    Adorei
    Beijos no coração
    Lua Singular

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  4. OLá, Sol

    Bom dia:

    Talvez procurando esquecer as mágoas se encontre alguma paz. Talvez os desgostos de amor por vezes encontrem refúgio na demência. Mas, o importante nesses assuntos do coração é congregar como ajuda um pouco do raciocínio de que somos bafejados. Pesando os prós e os contras, sabendo de que nada vale viver congestionados pelo desamor penso que o perdão é ainda o melhor caminho.

    Belo poema, meu amigo. Gostei muito.

    Abraço

    Olinda

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  5. Perdoar é sempre o melhor, porque com o contrário ninguém lucra...
    Excelente soneto, parabéns pela inspiração.
    Caro amigo, um bom fim de semana.
    Abraço.

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