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sábado, 1 de setembro de 2018

Rosa é outra rosa





A ânsia de te ver
Na transparência luminosa dos teus olhos,
Sabendo-te amar...

Os escolhos do mar sem fundo
Escondem as medidas do mundo.

Olho mais além,
Vejo uma rosa e aspiro o seu perfume.
Acaricio a sua maciez...
Não a poderei abraçar
Sem, nos espinhos, me picar.

Sustenho tal intento.

O desejo,
Esse fica dentro,
Amontoado a um canto
Do pobre armazém.
As portas não têm gonzos
E esperam a mão de alguém
Que as abram ao encanto.

...Lá dentro,
Poderei rodeá-la,
Segurá-la nos meus braços,
Beijar seus lábios de pétalas aveludadas
Sem sentir mais nada,
Ou sentir tudo
O que seja dor de Amor.
Se te soubesses rosa
Nos hinos que canto e sonho,
Nos dias que vão passando...

Como sou bisonho!

Não quero morrer
Sem beijar
Teus lábios de mel,
Sorver néctares e aromas,
Ferir-me nos espinhos
Que a idade vai secando...

O Outono se aproxima
E com ele vem o frio
Sem que o tempo o vá parar.

Receio o teu desfolhar
Pelos finais da Estação,
Porque rosa é outra rosa
Que há no meu coração.



SOL da Esteva

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14 Comentários:

Blogger Larissa Santos disse...

Poema maravilho, como sempre:)


Bjos
Votos de um óptimo Sábado.

1 de setembro de 2018 às 11:02  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Mais um Poema brilhante! Amei!!:)

Varandim de ilusões... {Poetizando e Encantando}

Beijos e um excelente fim de semana!

1 de setembro de 2018 às 16:22  
Blogger Paula McGill disse...

Lindo :-) xxx

1 de setembro de 2018 às 17:09  
Blogger Célia Rangel disse...

Há sempre "rosas e Rosas" para embelezar, perfumar nossas vidas... Saibamos magicamente colhê-las.
Abraço.

2 de setembro de 2018 às 18:36  
Blogger lua singular disse...

Oi Sol
Seu poema sobre a rosa é muito intenso.
Adoro rosas no seu ambiente, principalmente as vermelhas.
Fiz há muito tempo uma poesia sobre a Rosa vermelha,foi logo no começo do blog. Ela foi muito visualizada.
Visualização não tem nada a ver com comentários.
Beijos no coração
Lua Singular

2 de setembro de 2018 às 21:07  
Anonymous alfacinha disse...

Uma rosa para o seu blogue que é um ramalhete de poemas lindas.
Abraços

3 de setembro de 2018 às 08:24  
Blogger Beatriz Bragança disse...

Amigo Sol
Muito obrigada por tudo quanto me envia.
Este poema é uma maravilha!Uma bela metáfora feita a partir da inspiração que uma tão bela flor pode proporcionar!
Um abraço
Beatriz

3 de setembro de 2018 às 17:19  
Blogger Smareis disse...

Dificil não se encantar com suas poesias Sol. Todas que eu leio são lindas, essa então nem se fala, só posso e te parabenizar e dizer que sou seu fã.
Uma excelente semana, e um mês de setembro cheio de coisas boas.
Um beijo!
Escrevinhados da Vida
Ja temos atualização por lá.

3 de setembro de 2018 às 19:26  
Anonymous Arte & Emoções disse...

Olá amigo! Passo aqui sempre com a certeza de encontrar um belo poema. Gostei bastante, com ênfase para a estrofe abaixo:

Não quero morrer
Sem beijar
Teus lábios de mel,
Sorver néctares e aromas,
Ferir-me nos espinhos
Que a idade vai secando...

Abraço e uma ótima semana para ti e para os teus.

Furtado

3 de setembro de 2018 às 22:23  
Blogger Zilani Célia disse...

OI SOL!
QUE LINDA POESIA.
AS FLORES INSPIRAM MAS AS ROSAS, AH, ESTAS TEM ALGO QUE ENCANTA MAIS.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

3 de setembro de 2018 às 22:51  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Sentido e belo poema.
Peço desculpa pela ausência, mas estou agora a começar a por em dia as visitas após o regresso das férias.
Beijinhos
Maria
Divagar Sobre Tudo um Pouco

6 de setembro de 2018 às 22:54  
Blogger Jaime Portela disse...

Um belíssimo poema.
Gostei imenso, parabéns.
Caro Sol, um bom fim de semana.
Abraço.

7 de setembro de 2018 às 16:08  
Blogger lua singular disse...

Oi Sol,
Quanto amor no seu poema
Uma declaração deslumbrante
O amor é tudo, não há espaço para mais nada
Beijos
Lua Singular

8 de setembro de 2018 às 23:17  
Blogger Fá menor disse...

Muito boa poesia!

Todas as rosas, belas, perfumadas, coloridas ou descoloradas
têm espinhos.
Assim o Amor e a vida.
No entanto urge amar. Urge viver.
Picando as mãos, o coração,
mas agradecendo o dom que nos é ofertado,
o nosso fado,
a ser cantado com todo o ardor que nos é dado.

Beijos, amigo!

27 de setembro de 2018 às 12:24  

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