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sábado, 27 de janeiro de 2018

O muito que ainda dói




Dentro da armadura,
A carne vive,
O sangue corre,
O coração bate...
A vida existe, fremente
Dentro do aço fulgente.

A armadura,
Criada para a luta,
Esconde medos
E a falsa coragem
Que a mais leve aragem 

Disputa.

Os riscos da frente aberta
Perdem-se na hora incerta,
Na couraça ou na trapaça
Que o medo tornou herói.

Eu sou cobarde de raça,
Sentindo tanta desgraça
Crescendo na escuridão.

...O que mais reveste o coração,
É o muito que ainda dói!


SOL da Esteva

17 comentários:

  1. Muito belo o seu poema. Parabéns Poeta!

    Bjos
    Sábado feliz.

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  2. Por vezes fazemos assim, revestimo-nos de uma couraça para parecer fortes, mas ninguém sabe o que vai dentro.

    Beijinhos, amigo!

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  3. Muito belo o poema. Quantas vezes não vestimos certas "armaduras" a fim de nos defendermos do "agressor que até se pode chamar... AMOR.
    .
    * Doce paisagem do teu sorriso, qual azul do Mar *
    .
    Deixando votos de um fim de semana muito feliz
    Boa tarde

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  4. Quanta verdade há neste teu poema, SOL!

    Por vezes, vestem-se couraças e armaduras de defesa, para que não se vejam expostas as dores que vão na alma.

    Um belíssimo poema como sempre escreves.
    Um abraço amigo e votos de bom Domingo.

    Janita

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  5. La armadura es un doble filo a la belleza y a la tortura que envolverá el restos de los días a un corazón lleno de pesares irremediables...

    Un fuerte abrazo y un feliz día de descanso!!

    Mari

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  6. Oi Sol,
    De nada vale a armadura se o sangue escorre, nela cai o canhão ceifando a vida.
    Mas, se vivo as lembranças são doloridas.
    Lindo demais
    Beijos no coração
    Lua Singular

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  7. Uma falsa coragem, depois de anunciada e confessada em belo poema, torna-se alimento vivificador para almas que sofrem do mesmo diagnóstico!
    Abraço.

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  8. ...Mas este medo é sinónimo de defesa, sinónimo de uma construção de coragem que existiu apesar da couraça onde se refugiava.
    Grande poema
    Obrigada por ser companheiro de meus companheiros, Sol, carísimo amigo
    Beijinho

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  9. Mas que o sangue corre e o
    coração bate isso é inegável.
    Boa semana.

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  10. «O muito que ainda dói»
    Gratíssima por recordar, estimado poeta.
    Gostei muito do seu poema de ex-combatente.
    Grande abraço, Sol amigo.
    ~~~~~~~~~~

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  11. Poema sentido e marcadamente masculino!

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  12. Sobrevivo em meio a dor da perda do filho amado.
    Estou me dando o direito de viver o luto como preciso.
    Sabiamente, dizia minha mãe, que o luto leva um ano, o
    ano das "primeiras vezes", primeiro aniversário sem ele,
    primeiro Natal sem ele, primeira virada de ano, primeira
    praia... A dor é intensa. Intensa é a saudade...
    Perdão pela ausência. Volto aos poucos. Ainda não sei fazer
    poesia que não fale na saudade. Mas elas virão. Eu tenho certeza.
    E aqui estarei compartilhando contigo.
    Muito obrigada pelo teu carinho.

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  13. Ainda que a dor esgarce as fibras do coração, o sangue escorra das artérias, mas que continue pulsando,logo estará apto para novamente amar.
    Obrigada por compartilhar tão belos versos!

    Bjs amigo Sol

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  14. Não há armaduras que valham a um cobarde...
    Mas é valentia escrever assim, num poema brilhante que encanta o leitor.
    Parabéns por este talentoso poema.
    Continuação de boa semana, caro amigo.
    Abraço.

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  15. Olá amigo! Mais uma vez me faço presente para me deliciar com a leitura de um belo e profundo poema. Há marcas que ficam e doem para sempre.

    Voltando para renovar meus votos de um Feliz 2018 e matar as saudades dos amigos.

    Abraços,

    Furtado

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  16. As dores mais difíceis de passar, são as da alma.
    Belíssimo poema
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  17. Caro Sol

    Há passagens da vida que ficam para sempre. Ainda que se viva o dia-a-dia a dor continua lá, as imagens persistem. E as mágoas, essas, visitam-nos sempre.

    Abraço

    Olinda

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