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sábado, 19 de novembro de 2016

Não sei nada




Ao ser pré concebido,
O tempo, a hora, o momento,
Onde te fechas na concha perolada,
Não tem sentido!
Não tem nada.

Sentes confusão,
Vontade de amar,
De fugir,
Chorar
E teres um coração unido
Num abraço perpetuado,
Sem sombras do passado
Esquecido...

Quem me dera fosses tu
Na identidade de ser;
Quem dera que ao beijar-me
Houvesses de me esquecer.

No encontro perfeito,
Em pensamentos, me deleito
Por saber que ter Amor é ser maior.

Porém, surges compassada
E eu, sozinho, no meu jeito,
Estou seguro, que não sei nada.


SOL da Esteva

7 comentários:

  1. Talvez. Esquecer tudo e começar de novo, sem mágoas, sem ideias feitas, tendo no horizonte um dia cheio de Sol e carregado de azul.

    Belo Poema, caro Sol.

    Abraço

    Olinda

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  2. Às vezes, nem mesmo no reduto seguro de nossos pensamentos, onde estamos no domínio, nos sentimos seguros e cheios de certezas.

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  3. Desconhecer sentimentos, muitas vezes nos acalma e aquece o coração. Jamais estaremos seguros no amor, pois ele percorre uma estrada com muita diversidade de direções a serem seguidas. É independente!
    Abraço

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  4. Interessante!
    Relato de circunstancias de quem deseja ser amado e ao mesmo tempo esquecido.
    Um abraço cá do Algarve.

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  5. A paixão é mutável e temos de nos adaptar e reinventá-la, importante é não perecer.
    O lirismo do poema está muito belo.
    Dias amorosos e felizes.
    Abraço, Sol amigo.
    ~~~~~~~~~~~~~~

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  6. Oi Sol
    São tantos sentimentos que englobam o amor que fica difícil definir o que é realmente o amor. Talvez uma junção de vários sentimentos.
    Beijos
    Lua Singular

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  7. Pouco ou nada sabemos, por vezes...
    Excelente poema, gostei imenso.
    Bom fim de semana, caro amigo Sol.
    Abraço.

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