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sábado, 31 de outubro de 2015

O Amor que me segura





Não sou nada para ti.
Sei-o,
Sinto-o...
Di-lo tu!

Porque vivo, eu,
Debaixo do mesmo Céu,
Se, de Amor, estou nu?

Não quero viver
O pensamento sagrado
De me haver apaixonado
Por uma Deusa terrena.
Antes, serei sofredor
Pelo que exceda, de Amor,
E transborde do meu peito.
Sinto pena!...

Mito.
És mito,
Fogo-fátuo esbatido
Na escuridão da noite.
Pedaço de esperança
Que me envolve a lembrança,
Dum passado...

Não tenho presente ou futuro.

Cambaleio tremendo,
Inseguro
Do amanhã que se apresta.

Sinto que não tive sorte
Na encarnação que resta
Antes da minha morte.

Para que conste,
Por pensamento, digo:
Choro e lamento
Não ser voz imperativa,
Que te impeça partires da minha vida,
Sem ter forças para libertar
As garras que te prendem.

Maldito seja o inferno!

Sabe,
Mesmo de Alma dilacerada,
Eu te quero muito.
Serás sempre a minha amada,
Porque o Amor que me segura,
É eterno.


SOL da Esteva

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16 Comentários:

Blogger Rita Sperchi disse...

Passando para desejar um bom final de semana
um feriado tranquilo e uma semana de paz
Volto no final do mês para fazer sorteio, deixe la
seu recadinho abraços com meu carinho de sempre

└──●► *Rita!!

31 de outubro de 2015 às 19:47  
Blogger Lilá(s) disse...

Bravo!
Belíssimo.
Beijos!

31 de outubro de 2015 às 22:59  
Blogger MARILENE disse...

Sol, um amor que não se consegue arrancar, mesmo quando se percebe que traz consigo sombras e decepções. Belo!!! Bjs.

1 de novembro de 2015 às 18:07  
Blogger Célia Rangel disse...

Esse poema é um passaporte para quem gosta de sofrer!!
Cuidar da autoestima urgente!
Abraço.

1 de novembro de 2015 às 19:54  
Blogger Vera Lúcia disse...

Quanta intensidade neste poema, Sol!
É doído amar sem correspondência. Continuar amando mesmo assim é algo sobre-humano e traduz mesmo um sentimento que ultrapassa os limites deste mundo.

Linda imagem.

Feliz semana.

Abraço.

2 de novembro de 2015 às 02:41  
Blogger Mário Margaride disse...

Belo poema de amor! Onde o sentir se sente...em cada palavra que escreves.

Gostei muito!

Boa semana!

Abraço meu amigo!

2 de novembro de 2015 às 18:54  
Blogger Mariangela do Lago Vieira disse...

É muito difícil renunciar a quem se ama.
Muitas vezes perde-se o amor-próprio.
Lindíssimo Sol!
Beijos,
Mariangela

3 de novembro de 2015 às 20:39  
Blogger Labirinto de Emoções disse...

Olá Sol
Como eu compreendo e interiorizo este poema...
É complicado amar em silencio e solitariaente ... mas a vida continua..:-)
Um beijinho Grande
Taresa

4 de novembro de 2015 às 02:18  
Blogger Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Um amor de alicerces tamanhos!
Mais um excelente poema!
Abraço

4 de novembro de 2015 às 15:59  
Blogger Jaime Portela disse...

Um poema de amor sofrido.
Gostei imenso, é forte. Excelente.
Tenha um bom resto de semana, caro amigo Sol.
Um abraço.

5 de novembro de 2015 às 15:44  
Blogger Janita disse...

Poema de uma tal intensidade que nos tira o fôlego, SOL...Belíssimo!

Imagem linda a completar a Ode a uma Deusa terrena.

Parabéns

Beijinhos com amizade e carinho!

Janita

5 de novembro de 2015 às 23:28  
Blogger Lia Noronha disse...

Muita sensibilidade...adorei!abraços meus.

15 de novembro de 2015 às 00:37  
Blogger lua singular disse...

Nossa! Que amor louco, doentio....
Mas, a poesia é sensacional, nunca vi algo igual, saiu do seu peito como um, grito de libertação.
Mas nós não somos libertos, jamais!!!
Beijos no coração
Lua Singular

15 de novembro de 2015 às 17:43  
Blogger Parapeito disse...

Um poema forte...nem sempre o amor nos faz bem...
Abraço*

20 de novembro de 2015 às 21:22  
Blogger Odete Ferreira disse...

Mesmo sofrido, o amor é, de facto, uma âncora.
Muito bom, amigo. Bjo :)

23 de novembro de 2015 às 01:42  
Blogger Janice Adja disse...

Amei a definição que deste ao Fogo Fátuo. Esbatido.
Beijos!!

26 de novembro de 2015 às 23:22  

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