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sábado, 26 de setembro de 2015

Uma nesga de vida




                  

Renuncio,
Ao muito te querer
Sem sofrer,
Por muito te amar...

Terei de monologar
O meu desabafo de Amor
Adentro da minha dor
E ser só, no meu lugar.

Serás livre de ouvir,
De dizer e de pensar;
Mas eu não quero sorrir
Quando estou a chorar
A solidão que escolhi,
Por, triste, ficar sem ti.

Serei um naco de pão,
Um alimento de mim,
Num Mundo feito sem fim,
Para manter a paixão
De ter-te no coração.

Renuncio, inseguro,
Ao porvir desconhecido
Que se afirma, no escuro,
Bruxuleante e tremendo.

Aceita-me a fantasia,
Os sonhos de ti nascidos,
A força das horas boas,
A voz suave que soa nos meus ouvidos
Numa bela melodia.

Eu não conheço uma nesga de vida,
Que guarde no seu seio
Uma imagem tão querida!


SOL da Esteva

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21 Comentários:

Blogger Olinda Melo disse...

Bom dia, Sol amigo

Por vezes, fazemos isso. Renunciamos por insegurança com medo de sofrer. Renunciamos porque pensamos no nosso íntimo que o outro não se interessa por nós.Renunciamos porque pensamos não ter forças suficientes para enfrentar os embates da vida. E acabamos por por perder tudo, ou quase tudo. Até aquele sentimos que nasceu em nós, bruxuleante, mas sem hipóteses de se transformar numa chama viva.
Um belo poema que traduz grande parte da nossa vida.
Abraço
Olinda

26 de setembro de 2015 às 09:59  
Blogger São disse...

Fazes muito bem em não querer sorrir quando choras, não temos que fingir que não sofremos!

Abraços

26 de setembro de 2015 às 17:26  
Blogger Célia Rangel disse...

Há escolhas que fazemos por muito amar, e não querermos que o outro sofra... Sublimamos tão somente!
Abraço.

27 de setembro de 2015 às 01:37  
Blogger António Manuel - Tómanel disse...

Na realidade é mesmo assim...
Vida triste!
Por vezes sofremos em silencio para não magoar quem amamos.
Um abraço cá do Algarve.

27 de setembro de 2015 às 11:37  
Blogger Gracita disse...

Muitas vezes temos de acobertar a nossa dor numa nesga da vida para que o outro possa viver plenamente o amor
Muito triste mas excepcionalmente belo caro amigo
Um domingo feliz
Beijos perfumados no coração

27 de setembro de 2015 às 14:13  
Blogger CÉU disse...

Pura poesia e alma de poeta, que sabe inventar situações e estados de alma.
Não há nesga, querido sol, porque o amor está mais que solidificado. Parabéns!

Beijos.

27 de setembro de 2015 às 23:13  
Blogger MARILENE disse...

A renúncia não é fácil. Pode ocorrer pelo bem de quem se ama e também pelo medo de sofrer. Qualquer que seja a hipótese, é tão dolorida!!!! Transitou por ela, em seus versos, com beleza. Bjs.

28 de setembro de 2015 às 02:01  
Blogger He Dick disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

28 de setembro de 2015 às 08:31  
Blogger Jaime Portela disse...

É preciso muita coragem e força para renunciar ao amor por amor...
O poema é magnífico, gostei imenso.
Caro Sol, tenha uma boa semana.
Abraço.

28 de setembro de 2015 às 10:44  
Blogger Mariangela do Lago Vieira disse...

Como é doído optarmos pela felicidade dos outro. É verdadeiro e sublime o amor de quem assim procede!
Muito belo teu poema Sol, como sempre! Parabéns.
Beijos,
Mariangela

28 de setembro de 2015 às 12:23  
Blogger © Piedade Araújo Sol disse...

um poema de amor e renúncia, com laivos de nostalgia.
mas, um bom poema na sua melancolia.
boa semana.
beijo
:)

28 de setembro de 2015 às 17:46  
Blogger Elio disse...

Ciao Sol, inutile dirti che il tuo testo mi piace molto. Scusa se non vengo spesso a trovarti, ma in questo periodo non sto molto bene con la salute. Riesco appena a seguire le pubblicazioni sul mio blog. Confido nella tua amicizia e ti auguro una buona settimana.

28 de setembro de 2015 às 22:08  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Tão triste e tão belo.
Que amor tão profundo!
Beijinhos
Maria

28 de setembro de 2015 às 22:43  
Blogger Labirinto de Emoções disse...

Olá Sol
Às vezes conseguimos sorrir entre lágrimas, porque nem sempre as lágrimas são sofrimento.
Este poema é de uma grande melancolia, mas muito bonito!
Um beijinho
Teresa

30 de setembro de 2015 às 17:04  
Blogger Dorli Ramos disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

1 de outubro de 2015 às 01:53  
Blogger Dorli Ramos disse...

Oi Sol, desculpe o erro
Nascemos para sofrer, o resto são migalhas de vida e morte.
Beijos no coração
minicontista

1 de outubro de 2015 às 01:57  
Blogger Manuel disse...

Finalmente consegui resolver, parcialmente, os problemas do meu Blogue. Consequências por mudar para o Windows 10, penso eu.
Faziam-me falta os teus poemas, estas odes que nos levam embalados na fantasia e ilusão de amores e desamores.
A poesia mata a sede da nossa imaginação, alimenta o nosso EU.
Obrigado pelos belos momentos.
Um abraço.

1 de outubro de 2015 às 13:32  
Anonymous Arte & Emoções disse...

Oi Sol! Quando o amor atinge toda a sua intensidade. a renúncia pode acontecer como uma forma de proteção à pessoa amada. Belo poema amigo.

Fiquei feliz com a tua visita e teu gentil comentário com tão belas palavras, quando da passagem do dia do nosso aniversário, meu e dos meus filhos. Obrigado de coração.

Abraços,

Furtado.

2 de outubro de 2015 às 01:46  
Blogger Janita disse...

Uma nesga de Vida que vale por uma Vida inteira, Amigo SOL...

Uma delícia de poema, como só tu sabes escrever! Que mais poderei dizer?...

Um grande beijo muito amigo.

Janita

2 de outubro de 2015 às 14:21  
Anonymous Helena disse...

Sol, amigo querido, acredito que toda renúncia acarrete sofrimento e solidão. Existe toda uma gama de desilusão tecendo uma teia que a findar nos impulsiona mesmo a uma renúncia. E como dói uma decisão assim! Principalmente quando se trata de um grande amor, aquele que nos sonhos mais recônditos acreditávamos poder realizar um dia. Soubeste bem externar este tormento em versos delicados, sofridos, traumáticos. Um poema docemente lindo, apesar do tema que enfoca.
Deixo-te um terno beijo e os votos de um final de semana iluminado de alegrias,
Helena

2 de outubro de 2015 às 22:11  
Blogger Odete Ferreira disse...

Renunciar a algo, seja por que motivo for, é sempre uma decisão dolorosa e implica um processo de "reaprendizagem". Oxalá que o ocorra apenas poeticamente!
Muito bom, amigo.
Bjo :)

16 de outubro de 2015 às 19:54  

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