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sábado, 18 de abril de 2015

Minha Alma é Sacrário






 

Neva na minha Alma, miserável,
Sem eira nem beira onde ficar.
Calou-me bem fundo, intolerável,
O dedo, que insiste, a me apontar.

E a solidão mais implacável
Deixou-me em pedaços, a penar
No crime de Amor mais condenável:
Seja, um, de dois, a não amar.

Sempre, serei triste e solitário
Porque não nasci para ser feliz.
Minha Alma, fria, é Sacrário

Que guarda, lá dentro, mais Amor.
Restará, gravada, a cicatriz
Queimada, de gelo, sem calor.


 

SOL da Esteva

26 comentários:

  1. Bom dia, o poema revela o pensamento de muitas pessoas que não conseguem ultrapassar os acontecimentos inesperados negativos, parabéns pelo lindo poema.
    AG

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Quem não consegue ultrapassar as barreiras do gelo jamais conhecerá o calor do amor e a tristeza será seu par constante nas trilhas da vida
    Belíssimo poema amigo Sol
    Um maravilhoso final de semana
    Beijos e carinhos

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  4. Muito complicado quando o amor não é correspondido. A alma erra num deserto de afectos, sem destino. Feliz daquele que sente o calor de uma afeição a transbordar de todas as amarras.

    Belo Poema, caro Sol.

    Abraço

    Olinda

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  5. "...Seja, um, de dois, a não amar..."
    Isso é um ato degenerativo do ato sublime do amor!
    Arrefece-se... Não há como!
    Abraço.

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  6. Oi Sol,
    Guardar nossas emoções num Sacrário é o mesmo que desistir da vida, mas enquanto temos um "fio" de esperança, a vida urge.
    Beijos

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  7. Amigo SOL:

    Quem tem o dom de saber escrever, e descrever, emoções tão envolventes, jamais será triste e solitário.
    Gostei muito da foto... um Sacrário muito especial! Um frasco de perfume, sabiamente decorado, lembrando uma figura feminina.

    Quanto ao Soneto, achei-o com um certo desencanto, o que não significa que o Poeta se sinta desencantado!

    Beijinhos amigos.

    Janita

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  8. Guardar no sacrário é proteger-se enquanto busca-se alento. Só almas sofridas precisam de sacrários. Lindo o seu poema! Abração, caro Sol! Já é domingo aqui!

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  9. Olá, Sol!

    Eu acho que fazer sonetos não é nada fácil, porque obedece a regras literárias, que, aliás, cumpre. Nunca tentei fazer nenhum, pke sei k não conseguiria nada de jeito.

    Bem, a alma do poeta, lastima-se e não está bem, mas eu creio que com aquele sacrário, tudo irá melhorar. Gostei da inteligente metáfora e k venham mais sacrários, deste formato.

    Boa semana.

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  10. O poeta é mesmo isto:
    - Saber amar, saber sofrer, saber acalentar a alma, saber tantas coisas... e faze-las rimar é ainda mais complicado mas é um Dom que o poeta tem.
    Parabéns Sol da Esteva.
    Um abraço cá do Algarve

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  11. Quanta dor e tristeza neste belo soneto.
    Beijinhos
    Maria

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  12. A poesia traduz estados de alma.
    Muito bem escrito como sempre.
    Desejo que se encontre bem.
    Abraço amigo.
    Irene Alves

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  13. Com o tempo algumas cicatrizes esbater-se-ão...
    E, também, depois de um Inverno de gelo virá uma Primavera florida e o calor do Estio.
    Bjs

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  14. Bom dia, Sol.
    Poema forte.
    Alma que regelou não há o que a faça aquecer...

    abç amg

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  15. Que beleza numa tristeza!


    Beijoo'o

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  16. Quem disse que a tristeza não é bela?

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  17. um soneto bem construído, mas extremamente nostálgico e triste...
    no entanto no triste fez um poema belo.
    boa semana.
    beijo
    :)

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  18. Triste e ao mesmo tempo muito belo o poema!!
    A tristeza de um amor não correspondido é a uma imensa solidão!
    Abraços

    http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

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  19. Há sempre amor e sofrimento, num sacrário...
    ...mesmo que a beleza o componha!

    Beijo, SOL,
    obrigada, por existir!

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  20. Aqui está a prova, de que um poeta verdadeiro até da tristeza faz beleza!
    Bjs

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  21. Pois, eu acredito que o seu coração, Sol, é um sacrário onde está guardado muito amor.
    Beijos e muita paz!

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  22. Olá Sol,

    Quando um, de dois, não ama, resta dor e sofrimento para aquele que ama.
    Também acho que a solidão de um amor não correspondido é mesmo carrasca e implacável. Todos nascemos para a felicidade, mas às vezes o caminho pode se tortuoso até que se possa alcançá-la.

    Soneto lindo e de grande intensidade emocional

    Abraço.

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  23. Um soneto de chagas. Porém belo.
    Que elas se revelem apenas no poema!
    Bjo, Sol

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  24. Triste poema Sol... Mas extremamente belo.
    E belo... É o que existe num sacrário. Mesmo sendo triste!
    Beijos!
    Mariangela

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  25. Que bom que você não guardou o poema. Ele é de um ritmo incrível! Muito bom, amigo... muito bom!
    abraçogrande

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