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sábado, 18 de abril de 2015

Minha Alma é Sacrário






 

Neva na minha Alma, miserável,
Sem eira nem beira onde ficar.
Calou-me bem fundo, intolerável,
O dedo, que insiste, a me apontar.

E a solidão mais implacável
Deixou-me em pedaços, a penar
No crime de Amor mais condenável:
Seja, um, de dois, a não amar.

Sempre, serei triste e solitário
Porque não nasci para ser feliz.
Minha Alma, fria, é Sacrário

Que guarda, lá dentro, mais Amor.
Restará, gravada, a cicatriz
Queimada, de gelo, sem calor.


 

SOL da Esteva

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26 Comentários:

Blogger Existe Sempre Um Lugar disse...

Bom dia, o poema revela o pensamento de muitas pessoas que não conseguem ultrapassar os acontecimentos inesperados negativos, parabéns pelo lindo poema.
AG

18 de abril de 2015 às 11:34  
Blogger Gracita disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

18 de abril de 2015 às 14:55  
Blogger Gracita disse...

Quem não consegue ultrapassar as barreiras do gelo jamais conhecerá o calor do amor e a tristeza será seu par constante nas trilhas da vida
Belíssimo poema amigo Sol
Um maravilhoso final de semana
Beijos e carinhos

18 de abril de 2015 às 14:56  
Blogger Olinda Melo disse...

Muito complicado quando o amor não é correspondido. A alma erra num deserto de afectos, sem destino. Feliz daquele que sente o calor de uma afeição a transbordar de todas as amarras.

Belo Poema, caro Sol.

Abraço

Olinda

18 de abril de 2015 às 18:47  
Blogger Célia Rangel disse...

"...Seja, um, de dois, a não amar..."
Isso é um ato degenerativo do ato sublime do amor!
Arrefece-se... Não há como!
Abraço.

18 de abril de 2015 às 18:56  
Blogger lua singular disse...

Oi Sol,
Guardar nossas emoções num Sacrário é o mesmo que desistir da vida, mas enquanto temos um "fio" de esperança, a vida urge.
Beijos

18 de abril de 2015 às 19:20  
Blogger Janita disse...

Amigo SOL:

Quem tem o dom de saber escrever, e descrever, emoções tão envolventes, jamais será triste e solitário.
Gostei muito da foto... um Sacrário muito especial! Um frasco de perfume, sabiamente decorado, lembrando uma figura feminina.

Quanto ao Soneto, achei-o com um certo desencanto, o que não significa que o Poeta se sinta desencantado!

Beijinhos amigos.

Janita

18 de abril de 2015 às 23:52  
Blogger Maria Luiza disse...

Guardar no sacrário é proteger-se enquanto busca-se alento. Só almas sofridas precisam de sacrários. Lindo o seu poema! Abração, caro Sol! Já é domingo aqui!

19 de abril de 2015 às 04:49  
Blogger CÉU disse...

Olá, Sol!

Eu acho que fazer sonetos não é nada fácil, porque obedece a regras literárias, que, aliás, cumpre. Nunca tentei fazer nenhum, pke sei k não conseguiria nada de jeito.

Bem, a alma do poeta, lastima-se e não está bem, mas eu creio que com aquele sacrário, tudo irá melhorar. Gostei da inteligente metáfora e k venham mais sacrários, deste formato.

Boa semana.

19 de abril de 2015 às 18:12  
Blogger António Manuel - Tómanel disse...

O poeta é mesmo isto:
- Saber amar, saber sofrer, saber acalentar a alma, saber tantas coisas... e faze-las rimar é ainda mais complicado mas é um Dom que o poeta tem.
Parabéns Sol da Esteva.
Um abraço cá do Algarve

19 de abril de 2015 às 21:57  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Quanta dor e tristeza neste belo soneto.
Beijinhos
Maria

20 de abril de 2015 às 19:00  
Blogger Silenciosamente ouvindo... disse...

A poesia traduz estados de alma.
Muito bem escrito como sempre.
Desejo que se encontre bem.
Abraço amigo.
Irene Alves

20 de abril de 2015 às 20:09  
Blogger Fá menor disse...

Com o tempo algumas cicatrizes esbater-se-ão...
E, também, depois de um Inverno de gelo virá uma Primavera florida e o calor do Estio.
Bjs

20 de abril de 2015 às 21:18  
Blogger Carmem Grinheiro disse...

Bom dia, Sol.
Poema forte.
Alma que regelou não há o que a faça aquecer...

abç amg

21 de abril de 2015 às 12:11  
Blogger Simone Lima disse...

Que beleza numa tristeza!


Beijoo'o

21 de abril de 2015 às 16:28  
Blogger Mar Arável disse...

Quem disse que a tristeza não é bela?

21 de abril de 2015 às 18:39  
Blogger © Piedade Araújo Sol disse...

um soneto bem construído, mas extremamente nostálgico e triste...
no entanto no triste fez um poema belo.
boa semana.
beijo
:)

21 de abril de 2015 às 18:47  
Blogger Lilly Silva disse...

Triste e ao mesmo tempo muito belo o poema!!
A tristeza de um amor não correspondido é a uma imensa solidão!
Abraços

http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

21 de abril de 2015 às 21:36  
Blogger Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Há sempre amor e sofrimento, num sacrário...
...mesmo que a beleza o componha!

Beijo, SOL,
obrigada, por existir!

21 de abril de 2015 às 22:23  
Blogger Lilá(s) disse...

Aqui está a prova, de que um poeta verdadeiro até da tristeza faz beleza!
Bjs

21 de abril de 2015 às 23:36  
Blogger ॐ Shirley ॐ disse...

Pois, eu acredito que o seu coração, Sol, é um sacrário onde está guardado muito amor.
Beijos e muita paz!

22 de abril de 2015 às 02:01  
Blogger Vera Lúcia disse...

Olá Sol,

Quando um, de dois, não ama, resta dor e sofrimento para aquele que ama.
Também acho que a solidão de um amor não correspondido é mesmo carrasca e implacável. Todos nascemos para a felicidade, mas às vezes o caminho pode se tortuoso até que se possa alcançá-la.

Soneto lindo e de grande intensidade emocional

Abraço.

22 de abril de 2015 às 20:54  
Blogger EU disse...

Um soneto de chagas. Porém belo.
Que elas se revelem apenas no poema!
Bjo, Sol

23 de abril de 2015 às 01:52  
Blogger Mariangela do Lago Vieira disse...

Triste poema Sol... Mas extremamente belo.
E belo... É o que existe num sacrário. Mesmo sendo triste!
Beijos!
Mariangela

23 de abril de 2015 às 18:17  
Blogger Paulo Francisco disse...

Que bom que você não guardou o poema. Ele é de um ritmo incrível! Muito bom, amigo... muito bom!
abraçogrande

24 de abril de 2015 às 05:44  
Blogger Rui - Olhar d'Ouro disse...

Sublime poema!
Abraço

24 de abril de 2015 às 15:59  

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