Páginas

sábado, 22 de julho de 2017

Pó e nada mais




 

Se houvera tanto, na boca, para dizer,
Quanto o que sinto adentro do meu peito,
Um tal tormento finava por defeito
E eu, podia, liberto, reviver.

Mas calarei, bem no fundo, o meu prazer,
Para que a Paz se acolha no seu leito,
Por aliança devida e por direito
A um outro alguém carente de viver.

Farei o meu luto enquanto vegetar,
No sofrimento que aceito sem temor;
Serei sepulcro e nele hei-de habitar.

E a minha Alma, com olhos irreais,
Vive a homenagem daquela simples flor,
Até meu corpo ser pó e nada mais.



SOL da Esteva

10 comentários:

  1. ..."até sermos pó e nada mais"...
    Ainda há muitos que subestimam tal realidade!
    Abraço.

    ResponderEliminar
  2. Lindo poema. Adoro poesia :)

    https://trapeziovermelho.blogspot.pt

    ResponderEliminar
  3. Boa mensagem, grande verdade - e ao pó da terra voltaremos

    ResponderEliminar
  4. Palavras plenas de um amor de outrora que se tornou imortal.
    Maravilhoso soneto
    Bom domingo
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

    ResponderEliminar
  5. Quantas vezes o peito alberga o que de lá não se consegue extravasar!... Sempre belíssimos sonetos!
    Boa semana! Bjs

    ResponderEliminar
  6. O amor quando atinge toda a sua intensidade, deixa marcas inapagáveis, o que é necessário muita a resignação para poder suportá-las. Belo soneto amigo.

    Abraços,

    Furtado

    ResponderEliminar
  7. Oi, SOL!

    Lindo!
    Acabas sobrevivendo ao falar através da poesia!

    Beijos! =)

    ResponderEliminar
  8. Um soneto impressionante.
    É um género poético que dominas como poucos.
    Sol, um bom fim de semana.
    Abraço.

    ResponderEliminar
  9. Oi Sol
    Ser feliz nas dores da alma é uma resignação de vida.
    É bonito e triste.
    Beijos no coração
    Lua Singular

    ResponderEliminar
  10. Que soneto singular, estimado poeta!
    Fala-nos de um sacrifício atroz do eu poético, a favor da amada.
    É uma coisa que não se deve fazer. uma boa conversa tudo resolve e todos temos o dever de lutar pela felicidade.
    Porém, um belíssimo soneto a sua autoria.
    Abraço, Sol amigo.
    ~~~~

    ResponderEliminar