Páginas

sábado, 7 de janeiro de 2017

Presente de pedinte




Os presentes que chegaram no Natal,
Nos alegram e nos enchem de ternura;
Mais quisemos, que o dom mais natural
Fosse paz, saúde e vida com fartura.
                                                                 
O que o Céu nos conceder, vem-nos de graça,
Pela Graça conquistada ante Deus;
Ao sofrer a vida de outrem, a desgraça,
Amargura, solidão, falta dos seus

E do frio que, o coração, congela.
Ser mendigo, sem o ser, é que me espanta!
Ter conforto, mesa farta e forno quente

Nos impede de sentir, que uma tigela
É presente de pedinte, em Noite Santa,
Ao contrário do que come toda a gente


SOL da Esteva

9 comentários:

  1. Está maravilhoso o poema, certamente oportuno a muita boa gente, relativo ao sentido, mensagem, que passa!
    Adorei.
    Um bom 2017

    ResponderEliminar
  2. O conforto material jamais superará o conforto emocional...
    Abraço.

    ResponderEliminar
  3. Ainda que se não seja mendigo, para quem tiver a família ausente, a ceia de Natal é uma ceia sem fartura nem contentamento.
    Estive a ler os vários poemas que tenho em atraso e saio daqui de alma lavada, SOL.
    Podem ser tristes os teus sonetos, mas triste é também as vidas que retratas, magistralmente, em belas poesias.

    Um Bom 2017, amigo SOL. Desejo-te o melhor, para ti e os teus.

    Beijinhos.

    ResponderEliminar
  4. Concordo consigo, Sol - os recursos materiais
    deviam andar melhor distribuídos, assim como
    os bens emocionais...
    Um poema muito expressivo e oportuno.
    Abraço de paz, amigo.
    ~~~~~~~~~~~~~~~

    ResponderEliminar
  5. É triste ver pessoas com grandes riquezas mas pobres de alma e caráter.

    ResponderEliminar
  6. Para além da mensagem mais que oportuna, uma mensagem transmitida com a arte de um grande sonetista.
    Dos mais belos, carissimo SOL!
    Fraterno abraço

    ResponderEliminar
  7. Oi Sol,
    Não comemoro o Natal com comilanças e nem presentes, apenas vou comer fora como faço sempre, e sempre que posso ajudo as pessoas mais pobres.Este sim é o sentido natural do Natal.
    Beijos
    Lua Singular

    ResponderEliminar
  8. Passei o Natal apenas com meu marido.
    Não houve "fartanças" porque o ano
    tem 365 dias e fiz o que pôde por
    alguns.
    Desejo que o amigo se encontre bem.
    Bjs.
    Irene Alves

    ResponderEliminar
  9. Oi Sol,
    Eu gosto de comer bem. Trabalhei 39 anos para isso, mas ajudo muitas entidade com o que posso, nunca me fez falta e sempre me fez bem
    Obrigada pelo carinho

    ResponderEliminar